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terça-feira, 11 de setembro de 2018

Valorização do canto - continuação

1.1. Timbres.

Os timbres são giros/gorjeios de ritmo continuo e timbre ou sonoridade metálica, formados pela
consoante “R” e a vogal “I” (ex. : ririririririri...).

Valor positivo: até 3 Pontos.

Giros/Gorjeios................Timbres

Ritmo Emissão............... continuo

Sonoridade.....................Metálico

Texto fonético.................Limitado

CONSOANTES E VOGAIS ....................Consoante R e Vogal I

EXEMPLOS........................................Ririririririri

PONTOS........................................... até 3 PONTOS

1.2. Variações Rodadas.

As variações rodadas são giros/gorjeios de ritmo continuo, timbre ou sonoridade oca e o texto fonético limitado  em que intervém a consoante “R” e as vogais “E”, “O” e “U”(ex.: rororororo...; rururururururu....). 

Nestes giros/gorjeios a cadencia da emissão das sílabas é maior que nos timbres de ritmo continuo, motivo pela qual a sensação de continuidade e som rodado consegue-se de maneira mais perfeita. 

A duração e presença deste tipo de giros/gorjeios no canto do Timbrado deve ser prudencial, já que o abuso na emissão de sons de carácter oco e rodado pode constituir causa de desqualificação segundo o disposto no ponto correspondente deste Código.


Valor positivo: Até 6 Pontos.

GIRO- Gorjeio ..............................VARIAÇÕES RODADAS
RITMO..........................................EMISSÃO CONTINUA
SONORIDADE...............................OCA 

TEXTO FONÉTICO LIMITADO

CONSOANTES E VOGAIS ..........Consoante R
                                    ...........Vogais E ,O, U

EXEMPLOS:

Rororororo..
Rururururu...


PONTOS.................................. Até 6 PONTOS


1.3. Timbre de Agua – Blibleo.

O Timbre de agua ou Blibleo é um gorjeio/giro semicontinuo, timbre ou sonoridade aquosa e texto fonético limitado formado pelas consoantes “B” ou “G” unidas na consoante “L” e a consoante “W” e a vogal “I” (ex.: blibliblibli...). Apesar de ter ritmo de emissão semicontinuo, a cadencia adequada será aquela que nos permita perceber claramente as consoantes e as vogais típicas do gorjeio=giro, no caso contrário a dicção confunde-se e perde-se parte da sonoridade aquosa. O som aquoso é o que dá personalidade própria a este gorjeio e justifica o seu carácter de timbre especializado.


Valor positivo: Até 6 Pontos.

GIRO/GORGEIO ............................T. AGUA BLIBLEO
RITMO ..........................................EMISSÃO SEMICONTINUO
SONORIDADE.................................AQUOSA
TEXTO FONÉTICO...........................LIMITADO

CONSOANTES E VOGAIS
Consoantes B, G, L,W
Vogal I

EXEMPLOS 
Blibliblibli...
Gligligligli...


PONTOS.............................................. Até 6 PONTOS

1.4. Cascavel = sineta.

O Cascavel é um gorjeio=giro de ritmo semi continuo, timbre ou sonoridade metálica e texto fonético limitado composta pelas consoantes “L” e “N” e a vogal “I” (ex : linlinlinlin... ).

Trata-se como que o timbre de agua, de um timbre especializado, se bem que no caso da cascavel, a personalidade própria como gorjeio concede a uma sonoridade metálica –campanulada, que faz com que o som desta variação que nos recorda o instrumento de que, precisamente, toma o nome o de uma pequena sineta.
A especial sonoridade campanulada permita consoante final “N”.


Valor positivo: Até aos 6 Pontos.



GIRO=Gorgeio...........................................CASCAVEL
RITMO......................................................EMISSÃO SEMICONTINUO
SONORIDADE........................................... METÁLICA
TEXTO......................................................FONÉTICO LIMITADO

CONSOANTES E VOGAIS
Consoantes L, N
Vogal I I

EXEMPLOS
Linlinlin

PONTOS até ..............................................6 PUNTOS


1.5. Floreos Semiligados.
Os Floreios Semiligados são giros/gorjeios de ritmo semicontinuo, de timbre ou sonoridade, principalmente, metálica ou oco e texto fonético ilimitado;isto é nos floreios podem intervir todas as consoantes e vogais. 

O conceito de floreios, em certa medida, é residual; já que podemos qualificar como tais a todas aquelas variações que não tenham localização sistemática no resto das epigrafes do Código. 

Isso fez, que no seu dia, na casa da ficha de julgamento onde coloca-se os floreios fora o conjunto de coisas diversas e desordenadas onde cabiam muitos giros/gorjeios que na actualidade tem o seu próprio lugar no código e na ficha, mas que no passado, devido às limitações dos primeiros Códigos de Canto,não tinham. 
Pode-se dizer sem exagerar, que a gama de floreios que pode emitir o canário de Canto Timbrado Espanhol é ilimitada.

Valor positivo:Até.............................27 Pontos.


GIRO/GORJEIO................................FLOREIOS SEMILIGADOS
RITMO..............................................EMISSÃO SEMICONTINUA
SONORIDADE...................................METÁLICA OU OCA
TEXTO FONÉTICO............................ ILIMITADO
CONSOANTES E VOGAIS ..................Podem intervir no seu texto todas  
                                                          as consoantes e vogais.

EXEMPLOS                               
Lu lu lu...
Ti ti ti ...
Tui tui tui...


PONTOS...........................................Até 27 PONTOS



1.6. Floreios Lentos.

Sirvam para este epígrafe os conceitos apontados para o anterior, já que a única diferença que existe entre ambos apoia-se, fundamentalmente, no ritmo de emissão; que no caso dos floreios lentos terá que ser descontinuo.
Os floreios lentos constituem a parte mais bela e musical do canto do canário , até ao ponto de poder afirmar que trata-se da variação reinante do canário de Canto Timbrado Espanhol.

Valor positivo Até 30 Pontos.



GIRO.....................................................FLOREIOS LENTOS
RITMO...................................................EMISSÃO DESCONTINUA
SONORIDADE........................................METÁLICA OU OCA
TEXTO FONÉTICO................................. ILIMITADO

CONSOANTES E VOGAIS VOGAIS 
Podem intervir no seu texto todas as consoantes e vogais

EXEMPLOS 
Tuii tuii tuii
Tuio tuio tuio
Flioriio flioriio
Taa taa taa
Dooili dooili

Cueli cueli cueli


PONTOS......................................................Até 30 PONTOS


1.7. Campana.

A Campana é um giro/gorjeio de ritmo descontinuo, timbre ou sonoridade metálica (som do instrumento campana) e texto fonético relativamente limitado pela terminação em “N”,“NK” o “NG”. 
A consoante final “N” é a que confere a sonoridade acompanhada a este
giro/gorjeio. 
Consideramos mais adequado potenciar a terminação “NK”, no lugar de “NG”, já que a campainha, pelas suas especiais características sonoras, é um dos giros de canto do nosso canário que mais probabilidades tem de acusar gangosidade ou nasalidade e estas aumentam com a presença da consoante “G”.


Valor positivo: Até 6 Pontos.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Valorização do canto



III - Valorização do canto.

1.- Questões chaves na valorização do canto.
O primeiro passo a dar pelo juiz quando um canário começa a cantar, uma vez considere que o exemplar se ha metido en canto (cogiendo la entonación adequada e definindo os diferentes giros/gorjeios ou variações) como requisito prévio e imprescindível prévio para uma correcta valorização, é analisar a canção emitida atendendo as características das suas qualidades sonoras e musicais.

Lembrar o seguinte  :

1.1.-Qualidades do som.

  1) Tom: O feito de que o canário de Canto Timbrado Espanhol seja a raça que emite no seu canto um registo tonal mais elevado e que considera-se como tenor dos canários (sendo o barítono o Malinois Waterslager e o baixo o Harz Roller) não quer dizer que as suas canções sejam estridentes ou desagradáveis ao ouvido, todo lo contrario.
O registo tonal do Timbrado deve ser quanto mas amplo melhor, para assim poder em jogo os seus imbatíveis dotes musicais, através das mais belas e complicadas modulações vocais.
Não deve haver no canto trocas bruscas de tonalidade que possam dar lugar a sons que rompam a linha melódica da canção, bem por excesso (estridências) ou por defeito (tom excessivamente pobre).

2) Intensidade: A intensidade do canto deve ser em todo momento a adequada.
O canário deve jogar com a potencia ou força da sua voz, com o que que se consegue uma série de matizes musicais que embelezam extremamente o canto. Deve evitar-se a emissão de giros/gorjeios ou canções tanto com um grau de intensidade demasiado alto, que resultaria em estridências, com  um grau de intensidade pobre.

 3) Timbre: Já sabemos que o timbre é a qualidade que personaliza ou som e  permite-nos identificar a seu emissor.
No canto de todo o canário encontraremos passagens, principalmente, de três tipos de timbre ou sonoridade: metálica, oca e aquosa.

Nas raças de canários de canto encontramos uma sorte de especialização, com clara relação com o registo tonal que possuem :

__________________________________________________
Raça                         Registo tonal              Timbre metálico    
Timbrado                  Alto                              Metálico                
Malinois                   Médio                          Aquoso                   
Roller                       Baixo                            Oco                        


Como vemos, o timbre de voz do Canário de Canto Timbrado Espanhol é, por definição, brilhante, metálico; ainda que tambem encontramos no seu canto partes de timbre ou sonoridade oca e aquosa. A maior variedade e contrastes, mais atractivo resulta seu canto.

1.2.- Qualidades da música.

1) Ritmo: O ritmo de emissão do canto do Timbrado Espanhol deve ser quanto mais
pausado melhor.

2) Melodia: Enquanto a sucessão de sons ligados com sentido musical, deve ser
rica e variada.

3) Harmonia : dado que a harmonia é um dos conceitos que se considerar na ficha de julgamento
 que se mencionará dela mais adiante.

2.-Três perguntas a responder.
Para começar a analise e valorização dos diferentes gorjeios/giros que o canário expressa
na sua canção devemos responder a três perguntas:

1) QUE GORJEIO / GIRO DISSE O CANÁRIO?

2) COMO O DISSE?

3) ONDE O DISSE ?

3.-Valorização dos gorjeios/giros.

1) IDENTIFICAÇÃO DO GORJEIO/GIRO :

 Responde à 1ª pergunta.

a) A Análise do texto fonético (consonantes e vogais) para determinar de qual das
distintas variações do canto o nosso canário se trata.
Nesta tarefa serve-nos tarefa uma classificação dos gorjeios/giros em atenção a composição do seu texto fonético (limitado ou ilimitado).
Nos gorjeios/giros de texto fonético limitado se realizar-se-a  a identificação através das consoantes e vogais típicas que os configuram.

b) Estudo do ritmo de emissão (continuo, semi-continuo e descontinuo), já que há gorjeios/giros que comparten nas mesmas consoantes e vogais e só se podem distinguir atendendo à sua  cadencia de emissão. Neste sentido consideraram-se:

 Gorjeios/Giros de ritmo continuo: aqueles que nos dá a impressão de que o som sucede-se sem sem solução de continuidade;  sucede-se sem solução de continuidade; ao nosso ouvido que é capaz de discernir as diferentes sílabas que o canário produz-se pelo denominado fenómeno de persistência sensorial (nosso cérebro cree estar escutando um mesmo som continuo).

Gorjeios/Giros de ritmo semi-continuo: en éstos nuestro ouvido já pode distinguir cada
uma das sílabas que compõem  o gorjeio/giro, apesar de emiti-las de forma muito próxima entre si.

Gorjeios/Giros de ritmo descontinuo: a separação entre as diferentes sílabas ou palavras do gorjeio/giro são ainda mais marcadas (denominamos palavras aos diferentes sons que constituem um gorjeio/giro ou variação e que estão formados por duas ou mais sílabas misturadas).

Esta classificação não deve ser considerada rigidamente, já que um mesmo tipo de gorjeios/giros  pode ser emitido com ritmos diferentes.
Por exemplo e como excepções que confirmam a regra, os cloqueios, al igual que os floreios, podem ser emitidos com ritmo semi-continuo ou com ritmo descontinuo.


2) ANÁLISE DO GORJEIO/GIRO:

Responde à 2ª  3ª preguntas.


a) PUREZA DA DICÇÃO :

-Deficiente: apenas distinguem-se as consoantes que intervém no gorjeio/giro.

-Regular: O som das consoantes prima sobre as vogais.

-Boa: Equilíbrio na pronunciação de consoantes e vogais.

-Muito BoaAs consoantes percebem-se claramente mas prima o som das vocais, fazendo que o som resulte mais suave e agradável.

b) Forma de emissão :

-Ter em atenção ao tom: recto ou modulado (ascendente, descendente ou ondulado).
Se consideraram-se de mais valor os gorjeios/giros emitidos de forma modulada, sendo a sua ordem de mérito de maior ao menor valor o seguente:

a) Modulação ondulada;
b) Modulação descendente; e
c) Modulação ascendente.

-Em atenção à intensidade: (matizes musicais ou modulação da intensidade, consistentes na capacidade do exemplar para jogar com a intensidade do som do gorjeio/giro; exemplo in crescendo, in descendo, forte,
fortissimo, piano, pianissimo, etc.)

-Em atenção ao ritmo: capacidade do exemplar de alterar o ritmo musical do gorjeio/giro (por exemplo: aumentando ou diminuindo a cadencia de emissão).

-Complexidade fonética do gorjeio/giro (em atenção a las consoantes e vocais que intervém  no mesmo).
-Duração do gorjeio/giro: a duração do gorjeio/giro não pode ser nem muito breve nem muito
prolongada.

c) BELEZA: MUSICALIDADE INTRINSICA (do gorjeio/giro em si mesmo) e EXTRÍNSECA
(do gorjeio/giro dentro da canção ou melodia do canário).

4.-Aplicação das pontuações.


Sendo todas as pontuações correspondentes aos diferentes gorjeios/giros ou passagens da
ficha de julgamento três ou múltiplo desta quantidade, isso leva-nos a considerar como prática técnica no julgamento  os seguintes detalhes:

1º) Quando há varias formas de emissão de um mesmo tipo de gorjeios/giros, a valorização realizar-se da forma mais fria e objectiva possível, atendendo à qualidade media dos mesmos.

Temos de evitar ser benevolentes pela presença de gorjeios/giros de extremado valor junto a outros medíocres ou defeituosos ou, ao contrário, demasiado severos ao considerar os defeituosos por encima das virtudes.

2º) Só se pontuaram aqueles gorjeios/giros que tenham, como mínimo, uma qualidade aceitável ou suficiente.
Os deficientes, quando não constituíam motivo de penalização, não se tomaram em consideração salvo para matizar a pontuação daquelas outras variações realizadas pelo exemplar e enquadradas no mesmo apartado da ficha de julgamento.

3º) A escala de pontuação dos diferentes gorjeios/giros divide-se em três escalões:

a) O primeiro terço da escala de pontuação será atribuído aqueles que os gorjeios/giros que se
consideram regulares, suficientes ou aceitáveis.

b) O segundo terço da escala de pontuação será atribuído  aqueles gorjeios/giros que se
considerem bons.

c) O  terceiro terço da escala de pontuação  será atribuído aqueles gorjeios/giros que se
consideram muito bons, excelentes o superiores.

4º) A pureza da dicção e a forma de emissão do gorjeio/giro determinará ou escalão ou
terço da pontuação.

5º) A beleza ou musicalidade do gorjeio/giro servirá-nos para ter uma forma da pontuação final.

continua brevemente...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

A fémea transmissora do canto

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Considera-se a fêmea do canário, por muitos aficionados na sua criação, como veículo primordial na transmissão do canto.
Há quem reduz a sua participação aos 70%, e outros abundam na ideia, de que comparte
igualmente com o macho a faculdade de delegar aos seus filhos a melodia das suas harmoniosas notas.
Como todos sabem, o canto é peculiar e exclusivo do macho.  Manifesta-se na adolescência, vai tomando incremento no  período da puberdade e alcança a plenitude da sua longitude, força e frequência na época de cio.
É inegável a influencia de alguma hormona extra gonadal, bem directamente, bem por
influencia sobre os órgãos sexuais, cujas secreções internas estimulam, na
produção do canto. (Ao descrever o mecanismo do cio no  nº 9 de PÁJAROS, dizia-se que
a glândula hipófise serve de estimulante do desenvolvimento testicular e ovárico).

Porque todos podem comprovar que a fêmea do canário em determinados momentos do cio emite um canto tão parecido ao do macho que a vezes se confunde.
Outro exemplo temos na galinha, que eleva um verdadeiro canto na postura com o seu caraquejar  a persistente.

Por outra parte, não se pode negar a influencia da secreção interna do testículo na
produção do canto e da voz. O galo castrado deixa de cantar. O eunuco sofre encurtamento da laringe e voz débil.

Deambulações à parte, considera-se o canto como próprio e exclusivo do macho, quer dizer ,
limitado ao sexo.Talvez esta confusão parta disso de considerar por alguns que a fêmea  como transmissora única do canto.


TRANSMISSÃO HEREDITÁRIA DO CANTO:

Não existe muita literatura que aclare de uma maneira definitiva a transmissão do canto nos canários. Os poucos livros publicados  referem-se com preferência na transmissão  da cor, que como propriedade visível  é mais fácil a seguir.
O canto como carácter mendeliano seguramente seguirá o mesmo caminho indicado para aquele, ou seja a fixação dos seus genes, nos cromossomas, e a junção  destes em virtude do mecanismo já concreto e indicado na fecundação e a divisão celular.
A teoria cromossómica da herança, devidamente confirmada, destrói por completo a crença de que nos cruzamentos intervenha o sangue como veículo transmissor de caracteres, e em suma das suas  percentagens como signo da pureza da raça.
Aplicando, pois, a teoria de Mendel na transmissão do canto nos canários, o resultado do cruzamento de um macho com uma fêmea  deve dar-nos na primeira geração F1, os filhos são os caracteres de ambos os pais unidos. (Lei da  Associação de caracteres).
Se cruzamos os irmãos entre si, obtemos uma segunda geração F2, na qual ter separado estes caracteres na proporção de 1:2:1, Es decir, que para uma criação de 4 canários, obteríamos 1 como o pai, outro como a mãe e 2 com os caracteres comuns do pai e da mãe  (Lei da segregação).

Refere-se esta proporção na diferença de um só par de caracteres entre os progenitores, pois se aumenta essa diferença entre 2 pares, 4 pares de caracteres aumentam as possibilidades de recombinação e segregação em tal proporção.
Todos podem apreciar a dificuldade de discernir devidamente quais são os caracteres
de canto que o pequeno canário herda do pai e qual da mãe padre . O  de esta, porque não se
manifesta e há que recorrer a ouvir os irmãos . Mas quando se desconhece estes? E o do
 pai, porque salvo no caso de ter sido educado com ele e ter adquirido a sua mesma
tonalidade e seu mesmo repertório, sempre existirá algum detalhe que faça a diferença e nos
force a atribuir na fêmea  esta variação herdada.
O que é indubitável é que tanto o macho como a fêmea  tem as suas características,
porque embora seja dentro de seu mesmo aviário , com vários anos de consanguinidade e selecção, os
genes fixados nos cromossomas podem efectuar um movimento  diferente aos que nas gerações
 anteriores eles produziram-se , e deram lugar a um individuo distinto na composição dos seus caracteres, que recordam a um antepassado distante. Alguém com frase gráfica tem dito que o individuo é o “autocarro dos seus antepassados”,
com o que se tem querido expressar a ideia de que cada ser leva dentro de si caracteres de um
número infinito de antecessores.
As consequências práticas que se deduzem do que foi dito em cima, podemos resumi-las do
seguinte modo:
O que compra um casal e solicita “que no sejam irmãos” deve saber que os filhos  deste
 cruzamento vão  resultar diferentes do pai e da mãe , sendo em suma ou a combinação dos dois, mas  em sentido impuro e, portanto, de inferior qualidade.
o cruzamento a seguir no ano seguinte  é irmãos com irmãos, com o que os caracteres associados se separam numa proporção de 1:2:1, isto que dizer, um semelhante ao pai,outro semelhante à mãe e dois como ambos. Ou um cruzamento retrogrado, com o que se obtêm uns 50 % de filhos como o pai ou a mãe , segundo o elemento que se utilize e outro 50 % com a  combinação do pai e mãe primitivos.
O mesmo procedimento deveria seguir aquele que compra um macho para cruza-lo com uma
fêmea  do seu aviário.
De maior importância é o  cruzamento de dois pássaros com a mesma linha de canto, ao que poderíamos chamar com mais propriedade de junção por semelhança de caracteres.
Neste caso, ainda que os progenitores não sejam consanguíneos, pode-se alcançar uma descendência
uniforme, homozigotica . Não se creia por isto, que as coisas se desenvolvam sempre de uma maneira tão matemática e exacta como a apontada, já que, se fosse assim,  facilitaria-se  a nossa tarefa.
Às vezes, produz-se  o fenómeno de acoplamento/ junção que limita a Lei da Independência dos factores.
Segundo a teoria cromossómica, os caracteres hereditários fixado com os genes que se situam nos
cromossomas da maneira das contas de um rosário e colocados na mesma  altura por afinidade de transmissão,
tanto nos cromossomas paternos como maternos. Ao fazer-se o acoplamento/ junção  para a
mitose ficam unidos em vez de separar-se para entrar, assim, num mesmo gâmeta e, portanto, n as novas gerações.
Outras, pelo contrario, una vez estabelecida a linhagem e transmitida, pode romper-se e
dar lugar a que os cromossomas  encontram-se com caracteres diferentes, devido a um
entre-cruzamento dos cromossomas (crossingover).
Não apontaremos mais dificuldades, que conduziram ao desanimo dos criadores.


In REVISTA: PÁJAROS Nº 11 (ESPAÑA).
FECHA: SEPTIEMBRE/OCTUBRE 1960.
AUTOR: ANTONIO GÓMEZ-TRELLES PINEDA

Bom é conhecer e valorizar todas as opiniões sobre um tema tão controverso como é o da genética entre os aficionados dos canários de canto. Este artigo do ano de 1960 dá-nos uma ideia diferente sobre os conceitos que hoje temos dos criadores do século XXI  . Ler e aplicar o que penseis seja mais útil para a realização dos vossos objectivos.

sábado, 20 de junho de 2015

A voadora e sua influência no desenvolvimento do canto



Como canaricultores de canto, e em particular do timbrado, uma vez independente a jovem ave tem como missão que todo o potencial genético que temos obtido através  dos cruzamentos se consolide num exemplar que execute a sua versão do material que temos disposto demarcado nas suas características únicas de dicção, voz e capacidade de improvisação. Como já se tem mencionado em outras "entradas" (assuntos) do blog, este curto ma a la vez crítico caminho a la cristalização do canto começa desde o dia que colocamos na gaiola o jovem e se fecha no dia em que o seu canto está estabelecido a nível "neuronal" (sistema nervoso).

O audio para educar-los deve funcionar desde o primeiro dia e ainda que o exemplar pareça indiferente ao mesmo, o seu cérebro está absorvendo cada giro ( gorjeio) que imediatamente irá começar a ensaiar a tropezones mediante o sistema de realimentação auditiva, é dizer, tratando de imita-lo e escutando a la vez que compara e faz ajustes em base a seu mecanismo de análise inato . É por isso que ele recalca em varias ocasiões que nos jovens devem de ter tempo de ócio, isto quer dizer dizer, sem escutar audios, tempo em qual devem ser capazes de efectuar um "repaso" (gorjeio sem identificação) em condições. Em particular quando a um exemplar o assediamos todo o dia com um audio ou outro mecanismo digital de ensinamentos cortamos as suas possibilidades independentemente  de que tenha aprendido, com segurança poderia tido alcançado mais. 

Temos uma responsabilidade muito grande como gestores dos nossos "aviários" em maximizar a potencialidade de cada exemplar e cada decisão que tomamos por pequena que seja ,terá impacto no resultado final. 

Os lideres

Uma vez alojado nos poleiros da gaiola, o jovem canário começa a interrelacionar-se com o seu novo grupo de canários, na qual se estabelecem prontamente Hierarquias que só compreenderemos através das horas de observação necessárias. Se consideramos o nosso sujeito S como o exemplar de baixa análises, este se não é mesmo líder estará primordialmente baixa de influências do exemplar líder L. 

O exemplar L é aquele que claramente marca uma diferença com o resto do grupo, mostra a directa e sinistra suas incipientes virtudes canoras visivelmente mas adiantado que o resto e possivelmente já aclarando giros (gorjeios) de forma prematura, em qualquer  discussão vem prestes a demonstrar que é ele que marca na pauta, a sua influencia opaca em grandemedida o efeito do audio já que como sabemos um canário sempre está mas disposto a aprender de um congénere que de algum  mecanismo artificial.  
Como considerações devemos afinar muito bem o ouvido, já que o exemplar líder pode ser uma boa influencia se a sua execução é adequada em termos de repertório e modalidade de emissão. Infortunadamente  na maior parte dos casos não só ser assim, no meu caso particular tenho colocado um vídeo de um pássaro líder deste ano que está actuando como maestro indirecto dentro de uma gaiola.  Adicionalmente faço a observação que numa gaiola ou  voadora pode haver mais de um líder. 

Os Indiferentes

Podemos observar também a presença de uns exemplares indiferentes  que pode estar composto de fêmeas  passivas ou de outros exemplares machos que estão numa etapa primaria e que não afectará o nosso sujeito S.

Os defeituosos

Devemos extremar também as precauções ante la presença de exemplares nos lideres mas com defeitos apenas imperceptíveis já que estamos na etapa de "repassos" ( gorjeios indefinidos). Quando detectamos esta situação devemos actuar sem contemplações desterrando a estes exemplares de forma imediata. É também possível que o nosso exemplar defeituoso se encontre numa voadora muito próxima desde onde poderá dar uma nota com um limpo desenvolvimento do exemplar S.

O sistema de Audio

O Sistema de Audio é o nosso professor por excelência, sem erros (deliberados) de forma programada parece possível do objectivo final, se o audio é bom, carece de demasiada artificialidade e se assemelha ao canto de um canário real os factores principais de êxito estejam cimentados.


Outras Aves 

A presença de outras aves dentro e fora do nosso aviário não é um factor para desapreciar, no meu caso no meu jardim é assediado ao amanhecer por pequenas aves conhecidas como "ch" que possuem gorjeios de extraordinária beleza mas que adornam com notas de "reñidero" fazendo em perigo a aprendizagem. Pegas, melros, pardais de telhado também aparecem em grupo na busca de restos de sementes saltando de um arbusto para outro. Todas estas aves podem afectar o nosso  objectivo. Neste caso a minha recomendação é o uso de barreiras acústicas que neutralizem os sons provenientes destas aves.

O meio ambiente e os sons mecânicos

Recordo com "saudade" a historia que repetia o desaparecido Don  Guilarte  que nunca duvidei  sobre um jovem canário que lhe aprendeu o som da  máquina de escrever já que costumava usar próxima da voadora dos jovens aves. Os canários jovens em certos períodos que denominamos críticos são como esponjas capazes de absorver e abstrair-se e focar-se caprichosamente em alguns sons que como afirmava outro grande criador de timbrado, Don Álvaro Guillén: são como os meninos quando começam a ir ao colégio, o que eles geralmente aprendem primeiro são os "palavrões " .

Em conclusão que queria mostrar o panorama ao que se enfrentam os jovens timbrados apenas se tornam independentes , são muitos os factores que podem influenciar negativamente e a nossa melhor arma é gratuita: 
Na observação e na escuta dos incipientes "repassos" a fim de acabar de forma determinante qualquer obstáculo no caminho ao desenvolvimento pleno da potencialidade de nossos exemplares.


http://timbradospanama.blogspot.pt/2015/06/la-voladera-y-su-influencia-en-el.html?spref=fb timbrados panama

traduzido Pedro Boavida

Canarios timbrado floreado