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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Valorização do canto



III - Valorização do canto.

1.- Questões chaves na valorização do canto.
O primeiro passo a dar pelo juiz quando um canário começa a cantar, uma vez considere que o exemplar se ha metido en canto (cogiendo la entonación adequada e definindo os diferentes giros/gorjeios ou variações) como requisito prévio e imprescindível prévio para uma correcta valorização, é analisar a canção emitida atendendo as características das suas qualidades sonoras e musicais.

Lembrar o seguinte  :

1.1.-Qualidades do som.

  1) Tom: O feito de que o canário de Canto Timbrado Espanhol seja a raça que emite no seu canto um registo tonal mais elevado e que considera-se como tenor dos canários (sendo o barítono o Malinois Waterslager e o baixo o Harz Roller) não quer dizer que as suas canções sejam estridentes ou desagradáveis ao ouvido, todo lo contrario.
O registo tonal do Timbrado deve ser quanto mas amplo melhor, para assim poder em jogo os seus imbatíveis dotes musicais, através das mais belas e complicadas modulações vocais.
Não deve haver no canto trocas bruscas de tonalidade que possam dar lugar a sons que rompam a linha melódica da canção, bem por excesso (estridências) ou por defeito (tom excessivamente pobre).

2) Intensidade: A intensidade do canto deve ser em todo momento a adequada.
O canário deve jogar com a potencia ou força da sua voz, com o que que se consegue uma série de matizes musicais que embelezam extremamente o canto. Deve evitar-se a emissão de giros/gorjeios ou canções tanto com um grau de intensidade demasiado alto, que resultaria em estridências, com  um grau de intensidade pobre.

 3) Timbre: Já sabemos que o timbre é a qualidade que personaliza ou som e  permite-nos identificar a seu emissor.
No canto de todo o canário encontraremos passagens, principalmente, de três tipos de timbre ou sonoridade: metálica, oca e aquosa.

Nas raças de canários de canto encontramos uma sorte de especialização, com clara relação com o registo tonal que possuem :

__________________________________________________
Raça                         Registo tonal              Timbre metálico    
Timbrado                  Alto                              Metálico                
Malinois                   Médio                          Aquoso                   
Roller                       Baixo                            Oco                        


Como vemos, o timbre de voz do Canário de Canto Timbrado Espanhol é, por definição, brilhante, metálico; ainda que tambem encontramos no seu canto partes de timbre ou sonoridade oca e aquosa. A maior variedade e contrastes, mais atractivo resulta seu canto.

1.2.- Qualidades da música.

1) Ritmo: O ritmo de emissão do canto do Timbrado Espanhol deve ser quanto mais
pausado melhor.

2) Melodia: Enquanto a sucessão de sons ligados com sentido musical, deve ser
rica e variada.

3) Harmonia : dado que a harmonia é um dos conceitos que se considerar na ficha de julgamento
 que se mencionará dela mais adiante.

2.-Três perguntas a responder.
Para começar a analise e valorização dos diferentes gorjeios/giros que o canário expressa
na sua canção devemos responder a três perguntas:

1) QUE GORJEIO / GIRO DISSE O CANÁRIO?

2) COMO O DISSE?

3) ONDE O DISSE ?

3.-Valorização dos gorjeios/giros.

1) IDENTIFICAÇÃO DO GORJEIO/GIRO :

 Responde à 1ª pergunta.

a) A Análise do texto fonético (consonantes e vogais) para determinar de qual das
distintas variações do canto o nosso canário se trata.
Nesta tarefa serve-nos tarefa uma classificação dos gorjeios/giros em atenção a composição do seu texto fonético (limitado ou ilimitado).
Nos gorjeios/giros de texto fonético limitado se realizar-se-a  a identificação através das consoantes e vogais típicas que os configuram.

b) Estudo do ritmo de emissão (continuo, semi-continuo e descontinuo), já que há gorjeios/giros que comparten nas mesmas consoantes e vogais e só se podem distinguir atendendo à sua  cadencia de emissão. Neste sentido consideraram-se:

 Gorjeios/Giros de ritmo continuo: aqueles que nos dá a impressão de que o som sucede-se sem sem solução de continuidade;  sucede-se sem solução de continuidade; ao nosso ouvido que é capaz de discernir as diferentes sílabas que o canário produz-se pelo denominado fenómeno de persistência sensorial (nosso cérebro cree estar escutando um mesmo som continuo).

Gorjeios/Giros de ritmo semi-continuo: en éstos nuestro ouvido já pode distinguir cada
uma das sílabas que compõem  o gorjeio/giro, apesar de emiti-las de forma muito próxima entre si.

Gorjeios/Giros de ritmo descontinuo: a separação entre as diferentes sílabas ou palavras do gorjeio/giro são ainda mais marcadas (denominamos palavras aos diferentes sons que constituem um gorjeio/giro ou variação e que estão formados por duas ou mais sílabas misturadas).

Esta classificação não deve ser considerada rigidamente, já que um mesmo tipo de gorjeios/giros  pode ser emitido com ritmos diferentes.
Por exemplo e como excepções que confirmam a regra, os cloqueios, al igual que os floreios, podem ser emitidos com ritmo semi-continuo ou com ritmo descontinuo.


2) ANÁLISE DO GORJEIO/GIRO:

Responde à 2ª  3ª preguntas.


a) PUREZA DA DICÇÃO :

-Deficiente: apenas distinguem-se as consoantes que intervém no gorjeio/giro.

-Regular: O som das consoantes prima sobre as vogais.

-Boa: Equilíbrio na pronunciação de consoantes e vogais.

-Muito BoaAs consoantes percebem-se claramente mas prima o som das vocais, fazendo que o som resulte mais suave e agradável.

b) Forma de emissão :

-Ter em atenção ao tom: recto ou modulado (ascendente, descendente ou ondulado).
Se consideraram-se de mais valor os gorjeios/giros emitidos de forma modulada, sendo a sua ordem de mérito de maior ao menor valor o seguente:

a) Modulação ondulada;
b) Modulação descendente; e
c) Modulação ascendente.

-Em atenção à intensidade: (matizes musicais ou modulação da intensidade, consistentes na capacidade do exemplar para jogar com a intensidade do som do gorjeio/giro; exemplo in crescendo, in descendo, forte,
fortissimo, piano, pianissimo, etc.)

-Em atenção ao ritmo: capacidade do exemplar de alterar o ritmo musical do gorjeio/giro (por exemplo: aumentando ou diminuindo a cadencia de emissão).

-Complexidade fonética do gorjeio/giro (em atenção a las consoantes e vocais que intervém  no mesmo).
-Duração do gorjeio/giro: a duração do gorjeio/giro não pode ser nem muito breve nem muito
prolongada.

c) BELEZA: MUSICALIDADE INTRINSICA (do gorjeio/giro em si mesmo) e EXTRÍNSECA
(do gorjeio/giro dentro da canção ou melodia do canário).

4.-Aplicação das pontuações.


Sendo todas as pontuações correspondentes aos diferentes gorjeios/giros ou passagens da
ficha de julgamento três ou múltiplo desta quantidade, isso leva-nos a considerar como prática técnica no julgamento  os seguintes detalhes:

1º) Quando há varias formas de emissão de um mesmo tipo de gorjeios/giros, a valorização realizar-se da forma mais fria e objectiva possível, atendendo à qualidade media dos mesmos.

Temos de evitar ser benevolentes pela presença de gorjeios/giros de extremado valor junto a outros medíocres ou defeituosos ou, ao contrário, demasiado severos ao considerar os defeituosos por encima das virtudes.

2º) Só se pontuaram aqueles gorjeios/giros que tenham, como mínimo, uma qualidade aceitável ou suficiente.
Os deficientes, quando não constituíam motivo de penalização, não se tomaram em consideração salvo para matizar a pontuação daquelas outras variações realizadas pelo exemplar e enquadradas no mesmo apartado da ficha de julgamento.

3º) A escala de pontuação dos diferentes gorjeios/giros divide-se em três escalões:

a) O primeiro terço da escala de pontuação será atribuído aqueles que os gorjeios/giros que se
consideram regulares, suficientes ou aceitáveis.

b) O segundo terço da escala de pontuação será atribuído  aqueles gorjeios/giros que se
considerem bons.

c) O  terceiro terço da escala de pontuação  será atribuído aqueles gorjeios/giros que se
consideram muito bons, excelentes o superiores.

4º) A pureza da dicção e a forma de emissão do gorjeio/giro determinará ou escalão ou
terço da pontuação.

5º) A beleza ou musicalidade do gorjeio/giro servirá-nos para ter uma forma da pontuação final.

continua brevemente...

sábado, 15 de outubro de 2016

Alimentação do Canário Timbrado Espanhol

Alimentação

    

A alpista é a base da alimentação do Timbrado Espanhol.


Há quem só lhes dê alpiste, alface, maça e agua.
A maior parte dos criadores utilizam só alpista nos comedouros dos pássaros que vão concorrer, ainda complementam a sua dieta com outros alimentos proporcionando-lhes nos comedouros.
O habitual é dar-lhes uma mistura de sementes, em especial durante a criação:
  • Alpista
  • Colza
  • Niger
  • Linhaça
  • Cânhamo
  • Aveia
  • Rabanete 
  • etc
Durante a criação é habitual também proporcionar-lhes sementes germinadas.  usa-se uma mistura em que predomina a colza .

A papa de criação comercial, ou bem como ovo cozido pão cozido com pão ralado ou com biscoito ralado, são de uso generalizado para facilitar aos pais a tarefa de alimentar as crias.

Usa-se o osso de polvo  como fonte de cálcio. Especialmente útil para a formação dos ovos, para o desenvolvimento das crias durante a criação e na muda das penas anual .

Os canários, igual a  muitas aves necesitan de comer pedrinhas (gritt como demonstra a imagem), que os ajudam a desfazer os grãos de que se alimentam-se na moela.
O gritt está composto por pedaços de conchas triturados.

Dente de Leão
Aos canarios também há que proporcionar-lhes algo de fruta o verdura. Adoram a alface ,há que lavar-se previamente para eliminar possíveis restos de pesticidas mortais para os pássaros.
Além da alface, eles gostam de outras frutas e verduras, como por exemplo:
  • Maçã
  • Pepino
  • figos
  • Laranja

    
Também podemos dar-lhes plantas silvestres, como:
  • Dente de Leão (Taraxacum)
  • TanchagemTaiovaOrelha de veado(Plantago)
  • Bolsa-de-pastor (Capsella bursa-pastoris)
  • Urtigas
  • morugem ( Stellaria Media)
  • luzerna / alfafa
Orelha de veado

Bolsa-de-Pastor
Como complemento da sua dieta podemos dar-lhes de vez em quando areia grossa ou preparados de pedrinhas moídas, já que todas as aves as utilizam na moela para digerir os alimentos.
Usa-se complementos vitamínicos na  agua dos bebedouros em caso de necessidade.



traduzido por Pedro Boavida
Fonte : timbrado.com

Canarios timbrado floreado