terça-feira, 27 de novembro de 2018

Como se transmite a base hereditária do canto?


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É HEREDITÁRIO O CANTO DO CANÁRIO ?


A pergunta chave da que  deve-se partir é se o canto do canário é hereditário ou não. Uma das questões mais debatidas em etologia, ciência que estuda as pautas do comportamento animal, é precisamente a referida ao canto dos pássaros. 

Podíamos começar a citar autores e teorias, assim como experiências, mas só provocaria confusão ao leitor e converteriam numa difícil e tediosa tarefa a leitura destas linhas. 

Por esse motivo nos limitaremos-nos  a resumir as linhas gerais as que se desenvolvem no trabalho dos etólogos, ornitólogos e canaricultores mais prestigiosos que teem-se ocupado do tema.

Podemos distinguir três teorias, que, em definitiva, correspondem com as correntes maioritárias seguidas no seio da etologia num momento ou outro da sua curta historia.

1º) Em primeiro lugar, encontramos a aqueles que defendem que o canto dos pássaros é aprendido mediante a audição do canto de exemplares adultos.

2º) Por outra, outros autores consideram que o canto é inato e que as pautas para que este se desenvolvimento em cada espécie concreta dependem exclusivamente da herança genética.

3º) Em último lugar, encontramos uma postura ecléctica, intermédia, segundo na qual o inato e o adquirido ou aprendido se combinam-se. As pautas básicas do canto de cada espécie serem inatas mas existirá a possibilidade de enriquecer-lo mediante aprendizagem.

Num plano puramente científico a terceira teoria é a la mais seguida hoje em  dia e a que se corresponde em melhor medida com os estudos e experiências realizadas. Não há duvida de que o canto é hereditário, também pode haver uma parte aprendida, o que explica a habilidade que tem muitos pássaros de assimilar no seu canto aquilo que escutam, ainda que seja próprio do canto de outras espécies, ou inclusivamente aprender a imitar certos sons de pequenas aves no pequeno mundo que o rodeia . 



Este último extremo tem sido rectificado pelos ornitólogos nas suas observações de campo, chegando a assinalar espécies cujo canto nutre-se em grande medida de passagens de outras (os exemplos mais citados são o do estorninho pinto e o sinsonte americano). Também há famílias, como por exemplo ao das  aves passariformes da família das alaúdidas (cotovias, etc.), nas que a influência de umas espécies em outras da mesma família é patente, como aponta J. Roché. 

Em último lugar, há espécies que pela complexidade e riqueza do seu canto não só dificilmente copiam de outras sino que exercem uma clara influencia sobre elas (tal é o é o caso do rouxinol).


No plano da canaricultura, encontramos as seguintes posições, se bem la defensa de uma outra opção depende em muitas ocasiões dos próprios interesses dos criadores, já que uns tratam de justificar o seu sistema particular e outros por uma tendência, por uma valorizição determinada do cultivo da raça:


1º) Defensores da necessidade de utilizar canários adultos como maestros para educar aos jovens, já que consideram que o conjunto de giros que com conformam o canto da raça não se transmite geneticamente e é preciso que este seja inculcado através da audição dos citados professores. Esta posição não tem base científica alguma e qualquer criador pode observa-lo directamente na  sua casa.



2º) Aqueles que, ainda reconhecendo que o canto é hereditário, expõe a necessidade de complementa-lo com maestros. 

Esta postura supõe tomar ao pé da letra as conclusões de etologos e ornitólogos respeito aos pássaros cantores em condições naturais. Segundo o que tenho podido ler acerca do canário Malinois, em palavras de prestigiosos juízes internacionais da dita variedade, ou cultivo desta raça  baseia-se neste sistema de selecção. 
Se parte de uma base hereditária, que é a predisposição ao canto aquoso, e se complementa o repertório dos exemplares mediante a audição de um ou vários maestros, que em alguns casos estão especializados na execução de determinados tipos de giros. 

Isto explica o amplo repertório que possuem os exemplares de maior valia e o facto de que não existe ou limite de pontuação na raça belga.

Se bem as conclusões de etólogos e ornitólogos considero que são correctas e a postura dos criadores de Malinois está justificada pela origem e sistema de selecção da raça, não é admissível esta posição para o resto de raças de canários de canto. Devemos rejeitar esta postura, salvo no caso das excepções , ao considerar que o ensinamento com professores não só não é necessária ,mas que esconde, por parte da maioria dos seus defensores, a intenção de preservar o canto de exemplares de qualidade que já possuem, com o fim de evitar a incerteza que supõe ter que esperar até que o canto dos jovens canários madure. Esta prática impede a evolução do próprio canto do canário, posto que o pequeno canário  limitar-se-a a imitar o melhor que pode o canto do maestro. 



Por outro lado há que mencionar o tedioso de ter todos os anos o mesmo repertório canoro, com ligeiras variações no melhor dos casos, no nosso aviário.


3º) Em consonância com o exposto no parágrafo anterior, nós alinhamos com 
aqueles que defendem a todo o custo que o canto do canário é hereditário e que o trabalho de selecção realizado, com o objectivo de enriquecer o património genético canoro dos nossos canários e a variedade de repertório conseguida mediante o mesmo, fazem a desnecessária utilização de professores, já que supõe limitar as possibilidades de criação de novos giros e estrofes por parte dos nossos exemplares.

O método de selecção do canário Roller e do canário de Canto Espanhol (Timbrado), garantia que os exemplares destas raças transmitem a sua descendência toda a informação necessária para confeccionar um canto variado que reúna as características raciais exigidas pelos seus respectivos códigos.



Não obstante, há que realizar uma serie de qualificações a esta terceira postura. O canário pode realizar todo aquele som que o permita criar as distintas partes que compõe o seu complexo aparelho de canto, cuja a peça fundamental é o órgão de fonação, a seringe. A maior complexidade do aparelho de canto, maior capacidade interpretativa. 

Esta riqueza interpretativa não se limita só ao seu próprio canto, o canário é por natureza um, bom imitador [1], podendo, na maior parte dos casos, abandonar o repasso de seu canção para imitar ou copiar o canto de outros canários, voluntária (maestros) ou involuntariamente. 

Para favorecer que os nossos jovens canários consigam fazer aflorar o canto ao que os tem predisposto a herança recebida dos seus progenitores será necessário que evitemos que escutem o canto de pássaros adultos [2]. 

Podemos afirmar que o que o canário herda é a predisposição inata para  realizar una serie indeterminada, mas determinável, de giros, que se irán plasmando numa melodia através de um período de repasso, marcado pela morfologia, mais ou menos idónea, do exemplar e pelos factores que tem rodeado ao mesmo durante o processo de maturação [3]. 


Isto  faz que o canto dos jovens canários nos nossos aviários varie de um ano para outro, mas sempre guardando umas semelhanças estruturais; mais acusadas nas linhas trabalhadas em consanguinidade, ao supor que o trabalho destes, terá um maior cálculo numero de possibilidades canoras no animal: menor variação genótipica.


A riqueza genética dos canários de canto faz desnecessária  educação com professores, que supõe, como já temos apontado, empobrecer desnecessariamente o repertório canoro dos nossos exemplares, ao impedir que os canários jovens culminem na evolução do seu repasso, que sem duvida alguma traduziria-se  num canto distinto e com probabilidades certas de ser de maior qualidade que aquele que os temos forçado a imitar. 



A isto une-se que um exemplar educado com maestros não nos oferece as devidas garantias sobre o que vai  transmitir à sua descendência, o único que sabemos é a sua maior ou menor capacidade de imitação e assimilação, em relação ao que se tem incutido mediante a audição de exemplares adultos.

Em resumo do anteriormente exposto, o canto dos pássaros tem uma parte inata e outra adquirida, os criadores de raças de canários especializadas para a função canora buscamos o desenvolvimento da parte inata em detrimento da parte adquirida, com o  objectivo de desfrutar um padrão genético de canto o mais rico possível, que permita a nossos exemplares construir uma melodia baseada nos parâmetros de selecção desejados.

A maior parte das argumentações contrarias à base hereditária ou inata do canto de los pássaros que aqui defendemos, baseiam-se em conclusões erróneas extraídas a raiz de experimentos que, desde um principio, não ofereciam as adequadas garantias para conseguir seu objectivo. 

Por exemplo, citam-se frequentemente experiências realizadas com exemplares, de diferentes espécies, que tem sido colocados individualmente em lugares insonorizados e, incluso, descrevem-se experimentos baseados na observação de exemplares aos que se tem privado do sentido do ouvido. 
No primeiro caso, os exemplares isolados acusticamente realizavam um canto sumamente rudimentar, de grande pobreza e inclusivamente apreciava-se um claro infantilismo ou subdesenvolvimento no mesmo. 
No segundo caso, os exemplares surdos apenas conseguiam realizar um canto propriamente dito, mais bem emitiam uma sucessão de ruídos. 



Estes resultados faziam chegar à conclusão, para aqueles que os realizaram, de que o canto dos pássaros não era hereditário sino aprendido mediante a audição de exemplares adultos de sua mesma espécie.

Hoje em dia sabemos que para que o canto dos pássaros desenvolva é preciso que se deem a uma serie de estímulos que desencadeiam que o exemplar ponham em funcionamento os mecanismos físicos precisos que o possibilitem. Assim, a convivência de diferentes indivíduos num mesmo território ou voadora, faz-se que entre eles haja umas relações sociais nas que a rivalidade na hora de alimentar-se , de ocupar um determinado lugar nos poleiros, de estabelecer uma escala hierárquica, etc., façam aumentar os  instintos como o da territorialidade, fundamental para compreender o significado do canto, e que colocam em funcionamento as condições precisas para que se de o desenvolvimento hormonal que determina o processo de evolução do canto[4]. 



Um exemplar isolado carece por completo desses estímulos, o canto é uma forma de comunicação, com quem eles podem alcançar com a sua com comunicar se não tem outros congéneres com os que iniciam relações sociais, da índole que sejam? carece de estímulos externos que potenciem o desenvolvimento canoro.



A isto há que unir o feito de que os jovens pássaros  complementam-se entre si, aprendam uns com outros, durante o espaço de tempo em que o seu canto é só um repasso [5], os etólogos chamam a esta fase da evolução canora canção plástica, Já que supões um período de ensaio do que logo será o seu canto adulto ou canção estável [6]. 


Esta complementaridade entre os cantos dos canários novos é o fundamento de que não seja preciso utilizar maestros nos canários de canto, o trabalho do inato faz que com a só referencia do seu padrão genético podem-se alcançar belas e complexas melodias. A maior parte das espécies de pássaros que se utilizam nas experiências baseiam-se o seu canto de adulto, principalmente, no aprendido e por isso ao deixa-los isolados em grupo[7], sem adultos dos que podem copiar, seu canto, apesar de responder ao padrão básico da espécie, é muito menos variado que o dos exemplares que crescem em liberdade. 

Não se pode dar validade a umas observações feitas com pássaros de campo ou com espécies domésticas que não se tenham seleccionado para o canto.

Nestes casos  precisa-se a audição de adultos para conseguir canções mais ou menos complexas, mas é  pelo facto de que não tenha havido uma selecção que  atender aos padrões que utilizamos em canaricultura de canto. 


Quando se estrapola as conclusões baseadas em experiências realizadas com essas espécies a nosso campo de estudo, sem realizar as correspondentes formas/padrões, o único que estamos fazendo é confundir os criadores.
Como conclusão a este ponto, voltamos a repetir, já que não nos importa insistir uma e outra vez sobre o mesmo, que o trabalho dos canaricultores de canto  baseia-se em potenciar e desenvolvimento a base inata do mesmo, com isso criamos uma sólida base ou padrão genético para que os exemplares das respectivas raças sejam capazes de melhorar a variedade de repertório cada ano, sempre dentro das pautas de selecção das mesmas e sem ter que recorrer ao ensinamento  com maestros.

TRANSMISSÃO GENÉTICA DO CANTO

Neste ponto reflexionaremos acerca de uma série de questões de grande interesse para o canaricultor de canto, se bem que temos de advertir que em alguns casos trata-se de meras hipóteses de trabalho, ao não poder contar com uma confirmação científica do expressado. Referiremos principalmente dois temas:

1) Como se transmite a base hereditária do canto?.

2) Quem transmite mais o canto aos filhos, o pai ou a mãe?.

1) Como se transmite a base hereditária do canto?

Temos dito que o canário herda a predisposição inata para realizar uma serie de giros/gorjeios indeterminados que vão dando forma a uma melodia, através da influencia de factores tais como as condições anatómicas e as circunstancias em torno as quais se tem desenvolvido no animal.

A informação que determina os diferentes caracteres dos indivíduos se encontra-se, como já sabe o leitor, os genes, que ocupam um determinado lugar nos cromossomas, os quais encontram-se por casais, em estado diploide. 

Cada progenitor já que tem contribuem a sua prole a metade do seu conjunto dotação cromossómico, já que as gametas ou células reprodutoras tão só são portadores de um número haploide de cromossomas, a metade da constituição genética do animal. 
Do número total de cromossomas, dois constituem o par de cromossomas que marcam o sexo dos animais e por isso são denominados cromossomas sexuais, o resto são denominados autossomas. 
O número de cromossomas varia em cada espécie, no homem são 46, enquanto que no canário são 18, distribuídos em nove pares [8]. 

Retornando aos cromossomas sexuais, estes denominam-se X e Y, no caso dos mamíferos, e Z e W, no caso das aves.
Nos mamíferos, os machos possuem um cromossoma sexual X e um cromossoma sexual Y, as fêmeas  possuem dois cromossomas X, os machos determinam o sexo da descendência mediante o cromossoma sexual Y.

Nas aves ocorre ao revés, os machos possuem os dois cromossomas sexuais iguais, Z Z, e as fêmeas tem um cromossoma Z e um cromossoma W, com o que são estas as que determinam o sexo das crias. 
O número de machos e de fêmeas, na base ao anterior, deveria ser em teoria igual, como se vê na seguinte tabela:


_________________
CROMOSSOMAS Z W 

_________________
_Z Z Z Z W________
Z Z Z Z W_________


Da anterior tabela depreende-se que há o mesmo número de possibilidades de que saiam machos de que saiam fêmeas. 
Todos sabemos, por experiência, que o azar é caprichoso e que não sempre se obtém  o mesmo número de machos que de fêmeas. 

Isto serve para dar-nos conta de que apesar de ter que observar as leis da genética, muitas vezes, a aleatoriedade das combinações faz que os resultados não sejam os desejados e esperados.

O canto dos pássaros, em quanto que é perceptibilidade pelos nossos sentidos, é um desses caracteres externos que conformam o fenotipo, como já se tem apontado a lo largo destas linhas.
A função canora corresponde aos machos, as fêmeas não normalmente não sabem cantar, apesar de que há algumas que emitem uma serie de sons que nos recordam o repasso a canção plástica dos jovens machos, mas que não alcançam o tom e a intensidade do canto dos machos, nem as características musicais que se encontram,nas raças de canários especializados (ritmo, harmonia e melodia).

A principal causa de que são dadas nas  fêmeas cantarinas é um desequilíbrio produzido por um excesso de hormonas masculinas no sangue, muitas vezes da-se nas fêmeas adultas depois da temporada de criação ou nas fêmeas velhas. o feito de que a emissão do canto seja prerrogativa quase absoluta dos machos leva-nos a expor se é um carácter ligado ao sexo o um carácter de transmissão livre (cujos genes reguladores encontram-se nos autossomas, nos cromossomas sexuais), mas condicionado por aquele.
As consequências de uma ou outra posição são de crucial importância para o trabalho da base genética do canto do canário. 
Lamentavelmente, e num plano estritamente científico, não me é possível  decidir-me por uma ou outra postura. porém, como hipóteses de trabalho, parte-se de que os genes que regem o canto ( um ou vários casais), tal como o entendemos no nosso passatempo, transmitem-se ligados ao sexo, eles estariam localizados no cromossoma sexual Z. 

O padrão genético de canto transmitiria-se da mesma forma que qualquer outro carácter ligado ao sexo.

Mas ainda que seja essa hipótese fora correcta, não podemos duvidar do resto dos genes presentes nos outros 16 cromossomas do canário, que determinam aspectos tão importantes como os caracteres morfológicos o anatómicos do pássaro. Tão pouco devemos duvidar a influencia dos factores meio ambientais. Dois exemplares com a mesma combinação genética nunca seriam iguais por essa influencia meio ambiental (na qual deve introduzir-se o factor humano).

As suas características morfológicas fazem do canário uma verdadeira caixa de música, en la que si uma peça não encaixa de tudo, mal poderemos esperar que o som seja perfeito. O canário de canto requer-se de um tipo, que devera ser observado pelo criador. Cada raça de canários de canto tem uma estrutura morfológica típica, que é a que marca, junto a um aparelho de canto especial, as diferenças sonoras já conhecidas pelos aficionados. Deveremos seguir pelo standard da raça que cultivemos para realizar os cruzamentos. 


A este respeito e como característica geral dos canários de canto, amplia a sua capacidade peitoral, como não podia ser de outra forma, ao albergar um sistema respiratório muito desenvolvimento. 
Para terminar a referencia sobre a importância da anatomia do bom cantor, ressaltemos que por muita que seja a qualidade genética de um exemplar, não que se refere ao canto, se não se vê acompanhada de umas condições físicas e de um aparelho de canto adequado dificilmente poderá aflorar.

No referente aos factores externos ou meio ambientais, seria pretensioso tentar fazer uma relação de todos os factores que incidem no desenvolvimento do canário, dado que seria impossível enumerar-los sem duvidar de algum. 

Por isso diremos que o criador deve favorecer o correcto desenvolvimento físico de seus exemplares, tendo em conta que neste influem desde a forma em que a fêmea alimenta-os, até o mais ligeiro catarro. 
Também deveremos procurar, como já temos dito varias vezes, que nada possa desviar os jovens canários do desenvolvimento do seu repertório (repasso) .

2) ¿Quem transmite mais herditáriamente o canto dos filhos, o pai ou a mãe?

Entre os canaricultores encontramos dos possíveis respostas a esta questão:

Por um lado, encontramos a que chamo postura tradicional, que conta com um grande número de defensores e que durante muito tempo tem sido a resposta maioritária no seio do nosso passatempo para a pergunta levantada. 

Os seguidores desta forma de pensamento afirmam que é a fêmea a que mais influencia tem no canto dos filhos ou, dito de outro modo, a que maior informação aporta a seu padrão genético de canto, não é estranho ouvir ou ler que a fêmea influi uns 60% ou mais no canto da sua prole renovada.

Por outro lado e baseando-se nos conhecimentos científicos, em especial na genética, encontramos uma segunda postura que, frente à resposta anterior, carente de fundamento científico algum, explica que o canário, como todo ser vivo, recebe a partes iguais na informação genética dos seus progenitores. 
A consequência lógica disto é que a influencia no canto dos filhos se reparte a partes iguais, em teoria, entre ambos pais. 

Outra coisa é que por factores morfológicos ou por factores externos no canto do jovem canário se tenha  fazia um ou outro lado. 
Assim, por exemplo, quando morfologicamente o filho parece-se mais a um dos progenitores, cujos os genes terão dominado aos do outro, ou, também, quando este copia a melodia de outros exemplares, da linha paterna ou materna.

Podem dar-se dominâncias dos genes que regem a herança do canto de um dos reprodutores, tema do que deixa muito, por não dizer tudo, que estudar, mas isto ocorre tanto a respeito aos genes da mãe como aos do pai.
Não existe nenhuma regra geral que apoie que a mãe tem mais influencia que o pai no canto da sua descendência, nem ao contrario.

Quando a herança de um progenitor, no aspecto canoro, prima sobre a do outro, deve-se a circunstancias concretas, que não admitem generalização.

Aqueles que defendem na preeminência da herança materna sobre a paterna no canto fazem-no ao constatar o feito empírico e lógico de que o canto dos filhos é diferente ao do pai. 


Mas por isso é assim porque, na maior parte dos casos, é o fruto da interrelação de ambas heranças, independentemente de qual prima no caso concreto, no porque a fêmea  aporte más que o macho. Quando cruzamos um canário verde com uma canária amarela dá-se uma herança intermédia, produto da qual os exemplares resultantes são pios ou manchados, a distribuição das zonas lipócromicas ou melanicas produz-se ao azar, há exemplares mais verdes e exemplares mais amarelos, além disso, em ocasiões, aparecem exemplares verdes ou amarelos.
No exemplo anterior, podemos dizer que a herança materna influi mais na cor da descendência por apresentar estas zonas amarelas na plumagem ?. 
Da mesma maneira,vemos que há canários produto desse cruzamento em cujo plumagem prima uma cor ou outra, sem que haja outro motivo, em principio, é que haja azar para tal. 
O mesmo ocorre com a base genética do canto do canário, o azar determinará que domine a linha materna ou a paterna, ou que haja uma condominancia ou herança intermédia.

Podemos resumir todo o que foi dito até agora, dizendo que há que ter sempre presente a teoria, mas também temos que ter em conta que a teoria é isso, teoria, e que na realidade não se cumpre sempre,no máximo quando falamos de Genética. Imaginemos por um instante que conhecemos todas as características que podem aportar uns pais a sua descendência, oxalá fora possível, neste suposto sucederia o mesmo que se conhecemos todos os números que vão  integrar o desejado Gordo da Lotaria do Natal mas ignoramos a sua ordem final. O azar é caprichoso e por muito que o ego humano lo lamente, não está nas nossas mãos o controlo pleno sobre os mecanismos da herança. Ninguem pode saber, com absoluta certeza, que ao fazer um cruzamento, se o produto do mesmo vai ser bom, medíocre ou mau. 
Como se pode dizer “nunca se sabe de onde pode saltar a lebre”.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

1º ALMADA TIMBRADO SHOW - FICHA DE PRÉ-INSCRIÇÃO


1º ALMADA TIMBRADO SHOW - 2018 


FICHA DE PRÉ-INSCRIÇÃO




NOME:___________________________________________________________________________


MORADA:________________________________________________________________________________

LOCALIDADE: ____________________________ C.POSTAL: _______-__________________

______________________

TELEM. ________________________

EMAIL: ___________________________________________________

Nº DE CANÁRIOS : __________

CLUBE:_________________________________________

FEDERAÇÃO: ________________

REGULAMENTO I CONCURSO TIMBRADO ESPANHOL - COA 2018

A imagem pode conter: texto

Art.º 1 Podem participar no concurso todas aves nascidas no ano em curso com anilha oficial COM, se este requisito não se cumprir, as aves serão desclassificadas.


Art.º 2 Podem participar nesta edição sócios do Clube Ornitológico Almadense, com as suas quotas em dia, os sócios de outros clubes e federações que sejam convidados por este comité organizador ou que solicitem participar e sejam admitidos.


Art.º 3 Os canários a concurso participam em EQUIPA (de quatro exemplares) classe C1 em INDIVIDUAL (de 1 a 3 exemplares) classe C2 e em DÚO (de 1 a 2 exemplares) classe C3


O preço por cada ave (não sócios 3,00 euros), para os sócios de COA será de 2,00 euros. É obrigatório que todas as aves de cada lote sejam do mesmo criador. O canário que participe numa categoria não poderá participar noutra.


Art.º 4 Cada participante poderá participar com o número de lotes que quiser.


Art.º 5 INSCRIÇÃO:


5.1.- É absolutamente OBRIGATÓRIA a pré - inscrição para poder participar no concurso.


5.2.- O pagamento realiza-se mediante transferência na conta bancária do Clube Ornitológico Almadense, NIB PT 50001800034318679002034 até ao dia , (enviar email com comprovativo de pagamento o numero de sócio e nome do clube a que pertence). Em dinheiro na sede.


Art 5.3 É proibido gravar o canto das aves e filmar ou tirar fotos durante os julgamentos e uso de telemóvel. A comissão organizadora poderá expulsar da sala o infractor.


5.4. Para realizar a pré-inscrição contactar:

clube.o.almadense@gmail.com



Art.º 6 JULGAMENTO:


6.1.- As aves concorrentes serão entregues aos responsáveis da organização, as quais serão colocadas em local próprio, seco, bem ventilado, e mantidas em semi-obscuridade, donde ninguém poderá movimentá-las, vigiá-las ou segui-las, excepto a organização.


6.2.- O julgamento realiza-se à porta aberta, no dia (a preencher), podendo assistir os participantes e qualquer pessoa que esteja interessada. Devendo permanecer em total silencio e abster-se de realizar qualquer comentário durante o julgamento das aves.


6.3.- O tempo de julgamento será de 15 minutos por lote, sendo o mesmo igual para todos.


6.4.- A ordem de julgamento realiza-se por ordem de inscrição. Os participantes poderão saber do seu horário contactando o responsável da organização.


Art.º 7 A recepção das aves será a (a preencher). Após os julgamentos, as aves poderão ser retiradas pelo criador, já que não haverá exposição dos mesmos.


Art.º 8 PRÉMIOS:


Art. 8.1.- Por cada secção haverá 3 prémios tanto em equipas como em individual e duo.


Art. 8.2.- Haverá um prémio especial, da melhor ave do concurso. Caso haja empate na pontuação será desempatado pelo regulamento do canário timbrado espanhol .


Art.º 9 As fichas de julgamento serão entregues no final do concurso.


Art.º 10 A entrega de prémios realiza-se no final do Concurso no pavilhão sede do clube.


Art.º 11 DISPOSIÇÕES GERAIS:


11.1 A organização não se responsabiliza por qualquer acidente anómalo que possa decorrer durante a exposição (Ex: roubo; doença; morte; etc…).


11.2 – Em caso de doença ou morte poderá ser ordenada a retirada da ave, por indicação da organização, ou a sua remoção para local próprio.


11.3 – Os casos omissos, serão decididos pela Direcção da organização.


NOTA: Todos os valores mencionados, inscrições de aves, revertem para os custos da organização desta exposição.


Art.º 12 A participação neste concurso implica a aceitação do presente regulamento por parte dos criadores/expositores.


Art.º 13 Por circunstâncias excepcionais, a comissão organizadora poderá alterar o regulamento do presente concurso.


Art-º 14 É absolutamente proibido a entrada do criador na sala de espera dos canários, para poder solicitar a retirada ou audição dos seus exemplares deverá solicitar á comissão organizadora, o não cumprimento desta norma poderá levar á exclusão do concurso.


Art.º 15 O assistente ou participante deste evento organizado pelo Clube Ornitológico Almadense, que incumpra as normas, aqui descritas, será alvo de um processo disciplinar interno que poderá levar à expulsão de sócio como á proibição de participar ou assistir a próximos concursos do Clube Ornitológico Almadense.


Email: (clube.o.almadense@gmail.com)


A Comissão Organizadora
Clube Ornitológico Almadense


Feijó, 18 de Novembro de 2018

1º Almada Timbrado Show

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As inscrições para a nossa Timbrado Show terminam dia 25 de Novembro de 2018Aparece para ouvir...
Não te atrases e participa neste evento de características diferentes, 

1 dia de julgamentos ao vivo, em que podem assistir e no final falar com o juiz Candido Lorenzo Vidal, Juiz OMJ pertence à Federación Española del Canario de Canto .


Participa.
A direcção

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Valorização do canto - continuação

1.1. Timbres.

Os timbres são giros/gorjeios de ritmo continuo e timbre ou sonoridade metálica, formados pela
consoante “R” e a vogal “I” (ex. : ririririririri...).

Valor positivo: até 3 Pontos.

Giros/Gorjeios................Timbres

Ritmo Emissão............... continuo

Sonoridade.....................Metálico

Texto fonético.................Limitado

CONSOANTES E VOGAIS ....................Consoante R e Vogal I

EXEMPLOS........................................Ririririririri

PONTOS........................................... até 3 PONTOS

1.2. Variações Rodadas.

As variações rodadas são giros/gorjeios de ritmo continuo, timbre ou sonoridade oca e o texto fonético limitado  em que intervém a consoante “R” e as vogais “E”, “O” e “U”(ex.: rororororo...; rururururururu....). 

Nestes giros/gorjeios a cadencia da emissão das sílabas é maior que nos timbres de ritmo continuo, motivo pela qual a sensação de continuidade e som rodado consegue-se de maneira mais perfeita. 

A duração e presença deste tipo de giros/gorjeios no canto do Timbrado deve ser prudencial, já que o abuso na emissão de sons de carácter oco e rodado pode constituir causa de desqualificação segundo o disposto no ponto correspondente deste Código.


Valor positivo: Até 6 Pontos.

GIRO- Gorjeio ..............................VARIAÇÕES RODADAS
RITMO..........................................EMISSÃO CONTINUA
SONORIDADE...............................OCA 

TEXTO FONÉTICO LIMITADO

CONSOANTES E VOGAIS ..........Consoante R
                                    ...........Vogais E ,O, U

EXEMPLOS:

Rororororo..
Rururururu...


PONTOS.................................. Até 6 PONTOS


1.3. Timbre de Agua – Blibleo.

O Timbre de agua ou Blibleo é um gorjeio/giro semicontinuo, timbre ou sonoridade aquosa e texto fonético limitado formado pelas consoantes “B” ou “G” unidas na consoante “L” e a consoante “W” e a vogal “I” (ex.: blibliblibli...). Apesar de ter ritmo de emissão semicontinuo, a cadencia adequada será aquela que nos permita perceber claramente as consoantes e as vogais típicas do gorjeio=giro, no caso contrário a dicção confunde-se e perde-se parte da sonoridade aquosa. O som aquoso é o que dá personalidade própria a este gorjeio e justifica o seu carácter de timbre especializado.


Valor positivo: Até 6 Pontos.

GIRO/GORGEIO ............................T. AGUA BLIBLEO
RITMO ..........................................EMISSÃO SEMICONTINUO
SONORIDADE.................................AQUOSA
TEXTO FONÉTICO...........................LIMITADO

CONSOANTES E VOGAIS
Consoantes B, G, L,W
Vogal I

EXEMPLOS 
Blibliblibli...
Gligligligli...


PONTOS.............................................. Até 6 PONTOS

1.4. Cascavel = sineta.

O Cascavel é um gorjeio=giro de ritmo semi continuo, timbre ou sonoridade metálica e texto fonético limitado composta pelas consoantes “L” e “N” e a vogal “I” (ex : linlinlinlin... ).

Trata-se como que o timbre de agua, de um timbre especializado, se bem que no caso da cascavel, a personalidade própria como gorjeio concede a uma sonoridade metálica –campanulada, que faz com que o som desta variação que nos recorda o instrumento de que, precisamente, toma o nome o de uma pequena sineta.
A especial sonoridade campanulada permita consoante final “N”.


Valor positivo: Até aos 6 Pontos.



GIRO=Gorgeio...........................................CASCAVEL
RITMO......................................................EMISSÃO SEMICONTINUO
SONORIDADE........................................... METÁLICA
TEXTO......................................................FONÉTICO LIMITADO

CONSOANTES E VOGAIS
Consoantes L, N
Vogal I I

EXEMPLOS
Linlinlin

PONTOS até ..............................................6 PUNTOS


1.5. Floreos Semiligados.
Os Floreios Semiligados são giros/gorjeios de ritmo semicontinuo, de timbre ou sonoridade, principalmente, metálica ou oco e texto fonético ilimitado;isto é nos floreios podem intervir todas as consoantes e vogais. 

O conceito de floreios, em certa medida, é residual; já que podemos qualificar como tais a todas aquelas variações que não tenham localização sistemática no resto das epigrafes do Código. 

Isso fez, que no seu dia, na casa da ficha de julgamento onde coloca-se os floreios fora o conjunto de coisas diversas e desordenadas onde cabiam muitos giros/gorjeios que na actualidade tem o seu próprio lugar no código e na ficha, mas que no passado, devido às limitações dos primeiros Códigos de Canto,não tinham. 
Pode-se dizer sem exagerar, que a gama de floreios que pode emitir o canário de Canto Timbrado Espanhol é ilimitada.

Valor positivo:Até.............................27 Pontos.


GIRO/GORJEIO................................FLOREIOS SEMILIGADOS
RITMO..............................................EMISSÃO SEMICONTINUA
SONORIDADE...................................METÁLICA OU OCA
TEXTO FONÉTICO............................ ILIMITADO
CONSOANTES E VOGAIS ..................Podem intervir no seu texto todas  
                                                          as consoantes e vogais.

EXEMPLOS                               
Lu lu lu...
Ti ti ti ...
Tui tui tui...


PONTOS...........................................Até 27 PONTOS



1.6. Floreios Lentos.

Sirvam para este epígrafe os conceitos apontados para o anterior, já que a única diferença que existe entre ambos apoia-se, fundamentalmente, no ritmo de emissão; que no caso dos floreios lentos terá que ser descontinuo.
Os floreios lentos constituem a parte mais bela e musical do canto do canário , até ao ponto de poder afirmar que trata-se da variação reinante do canário de Canto Timbrado Espanhol.

Valor positivo Até 30 Pontos.



GIRO.....................................................FLOREIOS LENTOS
RITMO...................................................EMISSÃO DESCONTINUA
SONORIDADE........................................METÁLICA OU OCA
TEXTO FONÉTICO................................. ILIMITADO

CONSOANTES E VOGAIS VOGAIS 
Podem intervir no seu texto todas as consoantes e vogais

EXEMPLOS 
Tuii tuii tuii
Tuio tuio tuio
Flioriio flioriio
Taa taa taa
Dooili dooili

Cueli cueli cueli


PONTOS......................................................Até 30 PONTOS


1.7. Campana.

A Campana é um giro/gorjeio de ritmo descontinuo, timbre ou sonoridade metálica (som do instrumento campana) e texto fonético relativamente limitado pela terminação em “N”,“NK” o “NG”. 
A consoante final “N” é a que confere a sonoridade acompanhada a este
giro/gorjeio. 
Consideramos mais adequado potenciar a terminação “NK”, no lugar de “NG”, já que a campainha, pelas suas especiais características sonoras, é um dos giros de canto do nosso canário que mais probabilidades tem de acusar gangosidade ou nasalidade e estas aumentam com a presença da consoante “G”.


Valor positivo: Até 6 Pontos.

Cascavel = sineta

Cascabeles - São de pequeno tamanho,com maior tem 25 mm e o menor 15mm de altura e foram fabricados com uma finíssima chapa de bronze os dois primeiros e com chapa de prata o terceiro.
A sua tipologia é completamente distinta. 
O primeiro deles está formado por dois casquetes acampanados separados por finíssima moldura, o superior leva argola e o inferior um orifício. 
A segunda peça apresenta um largo arranque com orifício circular e a chapa dobrasse na parte inferior em quatro sectores. 
Finalmente o terceiro exemplar tem dois casquetes semi esféricos rematados por uma pequena argola circular. 

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quinta-feira, 26 de julho de 2018

PREPARAÇÃO DO CANÁRIO PARA O CONCURSO

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Um mês antes do concurso é necessário colocar os passarinhos nas suas gaiolas e selecciona-los por famílias,num lugar habitado onde exista movimento de pessoas, para que se acostumem às pessoas,
seleccionados por famílias, num lugar habitado donde exista movimento de gente, para que se ainda pareça mentira eles percebem perfeitamente, que um canário seja arisco ou não o seja, basicamente depende disto; é também importantíssimo como é lógico a limpeza destas gaiolas.

O canário, uma vez que se muda da voadora para a gaiola, é conveniente te-lo uns dias vendo se entre eles com objecto de que não sofra nenhum tipo de trauma ao ver-se num espaço tão reduzido, tudo isto sabeis, mas creio que muitos não o fazem. 

É muito importante manter a mesma alimentação da gaiola de voo ( voadora) e sobre tudo, na agua é recomendável dar um choque vitaminico com objectivo de que o STRESS que sofrem se torne mais suportável.

Durante una semana devemos te-los nesta situação sem move-los, faz finca pé, da habitação onde estão os canários, deve estar em plena luz natural e eles completamente destapados. 

Na semana deve-se começar o treino, nesse momento pode colocá-los com uma cortina o suficientemente translúcida para que tenham perfeita luz dentro do transportadora, mas que ao mesmo tempo  evite que se vejam entre eles. 

É muito importante que na hora de formar as equipas, os animais sejam da mesma família e comprovar durante o mês de treino se existe algum exemplar com notas agudas, ou repetitivas, este exemplar chegado no caso tiramos para fora do resto. 
Na formação das das equipas é aconselhável  colocar o canário de mais poder, de cativar (empuje=empurre) ou como quereis chama-lo, no posto nº 4 e o tenor no nº 1, os dois restantes devem ser se quereis, os acompanhantes destes dois.

TREINO:

O treino deve-se realizar diariamente, durante um período de um mês.
É recomendável tirar-los a distintas horas do dia, não é conveniente tirar mais de uma vez, coisa que alguns o fazem e não é bom para o pássaro.
Do alimento, o autor fala no seguinte:

Deve-se dar uma papa composta com um complexo vitaminico, cada um é livre de dar o que quer aos seus canários ; com o dito composto vitaminico mistura-se com biscoito moído, ovo, cenoura, etc.
O autor coloca farinha de aveia, e dá gérmen de trigo, coloca levadura de cerveja.

Quantidades que se quereis saber, é colocar um quilo de biscoito, 600 gramas de cenoura, 3 ovos duros e logo estendo isto sobre una bandeja, e vai pondo uma camada fina de farinha de aveia, outra de gérmen de trigo, outra capita fina de levadura de cerveja, 2 ou 3 gramas aproximadamente de complexo vitaminico, completaremos a alimentação como é lógico, com alpista e sementes.


As sementes preocupam-me muito, Xavier informou e confirmou ao autor que um amigo seu que é biólogo, que tem feito umas análises do nabo, e qual não foi minha surpresa que o autor crê que os fungos formam-se no nabo quando a germinávamos, mas este senhor disse que contem fungos no próprio nabo seco tal como vem; então como é lógico isto ao fígado afecta-o muito e faz com eles 
e se comproveis uma coisa, todo o animal que consume mais nabo que alpista normalmente são os que mais mais afectados no aparelho digestivo.
O que é conveniente, a cada animal, (isto foi ensinado ao autor o “Sneider”, que é igual... a uns gostam mais da carne e a outros o pescado, para o mesmo como é lógico uns comem mais alpista e outros mais sementes, outros mais papa) e por suposto, há que dar-lhes a suficiente quantidade do que eles gostam, colocando os meios oportunos para que não se machuquem.


TRANSPORTE:

Eu sofri com o transporte de meus canários,
na minha carne o que nenhum de vocês passou.
Eu vi os meus canários depois de levá-los de Múrcia para Vilhena, caírem de mortos intoxicados na maleta do carro, e isso não o podeis comprovar senão com alguns aparelhos especiais que demonstram-te o grau de toxicidade que possa ter essa maleta pela falta de oxigénio e por qualquer gás que se tenha filtrado, e que o possa determinar com exactidão. O que não falha é levar ao animal destapado no assento traseiro ou no carro onde possa ir o animal aberto. O autor não aconselha nunca a maleta-transportadora, nunca. Que seja transportadora e não se passa nada? 
Sim,mas Xavier, aqui presente, depois da viagem do outro dia, de Sevilha a Écija, com o seu irmão Paulo, disse:
“Tirei os canários para que os escutar e tinha-os todos afectados, todos, que fazer, não me disseste, que não cantam e a surpresa que me eu levei hoje é que cantaram”.
Outra coisa que vejo, que Madrid põe em prática, é que uma vez finalizado a viagem, o canário temos que tirar e coloca-lo numa voadora e colocar agua limpa para que tome banho e estique e faça um pouco de exercício, isso logo que se possa fazer em primeiro lugar.

Logo outro tipo de considerações a ter em conta são as que afectam uma vez situado na sala de julgamento e queira fazer finca-pé no seguinte, que não se faz e antigamente fazia-se rigorosamente e é o seguinte; normalmente em todos os concursos coloca-se tudo no mesmo habitáculo, todos os canários,neste caso, há que procurar dentro do possível que não tenham contacto visual, nem auditivo directo. 

Rafa, observou o autor em Sevilha, que o homem coloca-os as suas transportadoras uma cortina diante que ele recomendou porque nos sítios que se vai, que por exemplo e que não reúnem as condições do local, este, que é enorme e podem-se  situar como se querem e não visto, mas num sitio reduzido é muito importante isso que ele colocou Rafa.
Os exemplares antes de entrar a concorrer devem colocar-se em bateria uns 15 minutos, para que comam e deixar assim que iniciem um pouco o canto, fazendo movimentos com as mãos, 
vai ver que eles vão ficar assustados, mas isto não se faz nunca, nada mais que da transportadora à mesa e logo o animal disse, que cante o teu pai, porque é assim. 

Isto sistematicamente em todos os concursos antigamente realizava-o a organização, o canaricultor não entrava e o transportador, o que entrava os canários, previamente enquanto eles estavam a concorrer na sala de julgamento estava preparando a bateria dos que entravam a continuação.
Isto deve fazer-se. E logo já para terminar, normas que creio que devemos respeitar estritamente; enquanto dura o julgamento de uma equipa não se pode sair, nem entrar no local de julgamento, o momento oportuno é quando se procede na entrada e saída de exemplares.
Capítulo especial merece que a conduta do criador, durante o período de julgamento, já que deve aguardar com absoluto silencio por respeito aos juízes, para que possam fazem bem as avaliações e aos donos dos exemplares.
porque há que ter em conta que são as ilusões e o trabalho de todo um ano, como é lógico uma vez terminado o julgamento permite-se todo o tipo de comentários aos aficionados acerca das qualidades daquele ou do outro canário.


UTRERA 1998!! (1º parte)
Por Francisco Alarcón

quarta-feira, 25 de julho de 2018

O sol irradia diferentes ondas de radiação

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O sol irradia diferentes ondas de radiação, e aquelas cuja a longitude oscila entre 400 a 800 mm (nanómetros; 1 nanómetro equivale à milionésima parte de 1 milímetro), são visíveis em forma de luz enquanto as mais curtas e as mais largas são invisíveis. As ondas mais curtas que podemos perceber são os raios luminosos violetas.
A estas ondas seguem outras que já não são visíveis, e que por isso designam-se com o nome de ultravioletas.
Estas irradiações ultravioletas podem separar-se mediante um prisma, de igual modo como se separam as radiações visíveis.
As ondas luminosas visíveis classificam-se a simples vista como vermelhas, alaranjadas, amarelas, etc., com grande número de graduações intermédias, mas a pele humana e animal estabelece, todavia, diferenças mais finas entre as radiações ultravioletas invisíveis. 
Cada longitude de onda põe em actividade um diferente aparelho cutâneo e com distintos resultados, a saber: A dilatação de vasos: As ondas de 250 e 297 mm descompõem um aminoácido que denomina-se histidina, produzindo uma substancia que dilata os vasos sanguíneos.
A vitaminação: As ondas de 262, 270, 280 y 293 nm actuam sobre uma gordura cutânea denominada colesterina. A esta gordura adere-se numa relação de 50.000/1, uma segunda gordura, a ergosterina. 
Esta ergosterina transforma-se numa baixa acção das quatro ondas mencionadas em vitamina D. Fora do organismo, quando a ergosterina é irradiada com luz ultravioleta, por exemplo, submetendo no leite que contem ergosterina na acção de uma lâmpada apropriada de luz ultravioleta, forma-se também em vitamina D. Pela irradiação da ergosterina pode-se preparar artificialmente grande quantidade de vitamina D .
Sem a vitamina D é impossível que os organismos animais podem unir o fósforo com o cálcio para formar os ossos, nem tão pouco formar a queratina com suficiente dureza para integrar a composição do bico e as unhas, pés, penas, etc., de distintos animais, não estando isento o homem. 
Quando falta a vitamina D produz-se o raquitismo nos animais jovens e osteomalacia nos animais adultos, além de outras anormalidades bem conhecidas.

A REPRODUÇÃO
A luminosidade é necessária para a reprodução, e para o canto, já que este último é uma manifestação sexual. Para uma boa reprodução necessita-se um mínimo de horas-luz por dia. O encurtamento dos dias, ou seja o número de horas-luz, traz como consequência a diminuição da actividade sexual. Paralelamente, desencadeia o fenómeno da muda, que não é mais que a preparação para enfrentar-se com a nova estação fria.
Desde há muito tempo sabe-se que a luz estimula a produção de ovos nas galinhas domésticas e em outras aves. As crónicas referem que na antiguidade os chineses colocavam de noite uma vela acendida junto à gaiola dos canários para estimula-los a cantar mais.
Muito depois, a princípios do século vinte, os agricultores do estado de Washington, nos Estados Unidos, comprovaram que podiam aumentar a produção de ovos no inverno colocavam no galinheiro uma lanterna (lâmpada) acendida, durante umas horas, todas as noites.
Porém, no passado pensava-se que a função da luz era principalmente a de aumentar o “dia de trabalho” do animal. Actualmente, se considera-se que exerce uma acção fisiológica: a luz entra pelos olhos e/ou pela pele da ave e chega ao cérebro estimulando a glândula pituitaria que secreta certas hormonas causantes da ovulação.
Por este motivo, a iluminação artificial do aviário com uma potencia mínima de luz é extremamente importante.
Para as fêmeas , um aumento da extensão do dia durante o período de crescimento estimulará sua maturação em forma antecipada. ao invés disso, uma diminuição da extensão do dia durante o período de crescimento retarda a maturidade sexual.
A luz afecta o aparelho reprodutor das aves mediante um mecanismo que compreende o cérebro, a glândula pituitaria, a tiróide, as glândulas suprarrenais e as glândulas genitais (gónadas). Nas aves, a diferença dos mamíferos, não requerem a presença de olhos para ter uma reacção fisiológica da luz. Tem a capacidade de perceber a luz directamente pelo cérebro mediante mecanismos todavia desconhecidos. Galinhas cegas podem responder à luz e aperceber-se quando a luz acende-se ou se apaga.
Isto significa que a luz passa pelas penas, a pele e os ossos para chegar ao cérebro. 
Porém, todos estes tecidos superficiais servem para filtrar grande parte da luz e só nos cumprimentos maiores de onda (laranja-vermelho) penetram no cérebro. Por isso é que o sistema reprodutor responde unicamente na luz laranja-vermelha (para a ovulação), em vez disso no sistema de engorda (frangos de corte, por exemplo), respondem melhor na luz verde-azul.
Nos canários, a cor verde favorece muito na operação de incubação e a tranquilizar muito mais efectivamente aos animais, com o qual a reprodução faz-se mais estável e segura.
As investigações tem demonstrado que para as aves requer-se, pelo menos, 0,5 bujías – pés para uma reacção reprodutora mínima. Também é importante compreender que a reacção das aves a luz não depende da extensão do dia ou da noite.
Tem-se compreendido que tem um período de sensibilidade à luz, que ocorre uma vez cada dia (período de 24 horas).
Ocorre 12 horas depois de acender-se as luzes e dura por um tempo de 4 a 6 horas. 
Chama-se a isto a fase fotossensível do dia. A luz diurna aumenta gradualmente durante uma época do ano e diminui nas outras. As horas diárias de luz natural por mês são as seguintes:

Janeiro-------------------------------10 horas
Fevereiro----------------------------11 horas
Março--------------------------------12 horas
Abril----------------------------------13 horas
Maio----------------------------------14 horas
Junho---------------------------------15 horas
Julho ---------------------------------14 horas
Agosto-------------------------------13 horas
Setembro---------------------------12 horas
Outubro-----------------------------11 horas
Novembro-------------------------10 horas
Dezembro--------------------------9 horas


As horas de luz contam-se desde meia hora antes da saída do Sol até meia hora depois de ocultar-se o Sol. Cientificamente falando, a intensidade mínima de luz para a produção de ovos e de sémen das aves é de 0,5 bujías-pie, quer dizer, 0,5 lumen/metro quadrado.
Isto consegue-se dando 3,3 watts de luz por metro quadrado de chão ou parede a iluminar que, traduzido a uma forma mais entendivel equivale a montar um foco de luz branca de 40 watts a una distancia de 1,80 m do chão da parede a iluminar.
Como nas galinhas calcula-se sobre a parte detrás dos pássaros, para chegar até ao chão diz-se que o foco deve estar a 2 metros de altura (no caso das galinhas poedeiras para criação).
Para os canários, também poderíamos adoptar o mesmo critério, mais iluminando à parede. Se por exemplo, há que iluminar uma parede de 3 m de largura por 3 m de alto (9 mts. quadrados), necessitam 3,3 x 9: 29,7 watts, o que é cumprido com demasia colocando um foco de 40 watts.
Podem-se usar focos de 25 w  e até de 15 w, se é necessário para fazer uma boa repartição da luz.
 O cálculo que temos exemplificado fornecimento o mínimo de luz, de maneira que também pode colocar dois focos de 25 watts perfeitamente ou dois focos de 15 watts. 
Sempre há que fornecer um pouco mais de luz que a que fornece o cálculo porque os focos ficam sujos com o pó e dão diariamente menos luz que quando estão limpos. Os focos devem limpar-se todas as semanas.
Também podem-se usar tubos fluorescentes, mas é mais delicado limpa-los.
No folheto “CANÁRIOS: OPERAÇÕES DE MANEJO”, damos melhores detalhes do mecanismo da acção da luz. Aqui estamos só expondo a sua importância.


EM CONSEQUÊNCIA:

Os canários, como qualquer outra ave ou animal, necessitam de luz.
Carece de todo fundamento científico o negar toda a luz que necessitam as aves, sejam eles canários ou pombos correio ou qualquer outro animal, incluído o Homem.
Muitos criadores vivem com a morte pintada nos seus animais por falta de luz suficiente
A doença Crónica Respiratória, a tuberculose, o raquitismo, a osteomalacia são signos representantes da falta de luz. Muitos canaricultores buscam afanosamente a comida salvadora ou o remédio mágico que lhes solucione os problemas que só os soluciona a luz. Por conservar as cores lipocrómicas das canários descuidam as cores melânicas de outros e a saúde geral do plantel.
Os aviários devem dispor de amplas janelas para alcançar uma excelente iluminação, e sem isso não é possível, devem contar com instalação eléctrica adequada para subministrar luz artificial quando faz falta. Não há que preocupar-se tanto das cores lipocrómicas exageradas porque, justamente, são cores alcançadas através de uma pigmentação antinatural manejada pelo homem para embelezar os animais.
Mas não devemos descuidar a enorme acção beneficiosa da luz que favorece na pele, nas penas, aos ossos, na formação da melanina, ao bico, nas unhas, etc., do canário.
Favorece o canto, na actividade muscular, a actividade celular, a actividade sexual, na reprodução,na criação, etc. Façamos de nossos aviários um bosque cheio de vida e não uma habitação de doentes crónicos.
Não saturemos os locais com uma quantidade excessiva de animais, com odores estranhos a amoníaco, sulfeto , dióxido de carbono, odores a sementes, a material humedecido, etc. A vida estabelece-se com luz e ar, duas coisas que normalmente falta em demasia em alguns criadores de canários.


RESUMINDO

Dar ênfase a estes conceitos em favor da luz para uma melhor vida dos canários, quer dizer:
– Favorece a acção dilatadora dos vasos sanguíneos.
– Favorece a formação e acção da vitamina D.
– Favorece na pigmentação da pele,penas, unhas e bico.
– Favorece na desinfecção da pele.
– Favorece na imunização da pele e do organismo.
– Favorece na pressão sanguínea e no aumento muscular.
– Favorece a eliminação das células mortas da pele.
– Favorece ao embelezamento do corpo.
– Favorece na irradiação celular.
– Favorece na  do sistema nervoso.
– Favorece na hormona da claridade.
– Favorece o amadurecimento sexual e na reprodução.

Como se transmite a base hereditária do canto?

É HEREDITÁRIO O CANTO DO CANÁRIO ? A pergunta chave da que  deve-se partir é se o canto do canário é hereditário ou n...