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terça-feira, 27 de novembro de 2018

Como se transmite a base hereditária do canto?


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É HEREDITÁRIO O CANTO DO CANÁRIO ?


A pergunta chave da que  deve-se partir é se o canto do canário é hereditário ou não. Uma das questões mais debatidas em etologia, ciência que estuda as pautas do comportamento animal, é precisamente a referida ao canto dos pássaros. 

Podíamos começar a citar autores e teorias, assim como experiências, mas só provocaria confusão ao leitor e converteriam numa difícil e tediosa tarefa a leitura destas linhas. 

Por esse motivo nos limitaremos-nos  a resumir as linhas gerais as que se desenvolvem no trabalho dos etólogos, ornitólogos e canaricultores mais prestigiosos que teem-se ocupado do tema.

Podemos distinguir três teorias, que, em definitiva, correspondem com as correntes maioritárias seguidas no seio da etologia num momento ou outro da sua curta historia.

1º) Em primeiro lugar, encontramos a aqueles que defendem que o canto dos pássaros é aprendido mediante a audição do canto de exemplares adultos.

2º) Por outra, outros autores consideram que o canto é inato e que as pautas para que este se desenvolvimento em cada espécie concreta dependem exclusivamente da herança genética.

3º) Em último lugar, encontramos uma postura ecléctica, intermédia, segundo na qual o inato e o adquirido ou aprendido se combinam-se. As pautas básicas do canto de cada espécie serem inatas mas existirá a possibilidade de enriquecer-lo mediante aprendizagem.

Num plano puramente científico a terceira teoria é a la mais seguida hoje em  dia e a que se corresponde em melhor medida com os estudos e experiências realizadas. Não há duvida de que o canto é hereditário, também pode haver uma parte aprendida, o que explica a habilidade que tem muitos pássaros de assimilar no seu canto aquilo que escutam, ainda que seja próprio do canto de outras espécies, ou inclusivamente aprender a imitar certos sons de pequenas aves no pequeno mundo que o rodeia . 



Este último extremo tem sido rectificado pelos ornitólogos nas suas observações de campo, chegando a assinalar espécies cujo canto nutre-se em grande medida de passagens de outras (os exemplos mais citados são o do estorninho pinto e o sinsonte americano). Também há famílias, como por exemplo ao das  aves passariformes da família das alaúdidas (cotovias, etc.), nas que a influência de umas espécies em outras da mesma família é patente, como aponta J. Roché. 

Em último lugar, há espécies que pela complexidade e riqueza do seu canto não só dificilmente copiam de outras sino que exercem uma clara influencia sobre elas (tal é o é o caso do rouxinol).


No plano da canaricultura, encontramos as seguintes posições, se bem la defensa de uma outra opção depende em muitas ocasiões dos próprios interesses dos criadores, já que uns tratam de justificar o seu sistema particular e outros por uma tendência, por uma valorizição determinada do cultivo da raça:


1º) Defensores da necessidade de utilizar canários adultos como maestros para educar aos jovens, já que consideram que o conjunto de giros que com conformam o canto da raça não se transmite geneticamente e é preciso que este seja inculcado através da audição dos citados professores. Esta posição não tem base científica alguma e qualquer criador pode observa-lo directamente na  sua casa.



2º) Aqueles que, ainda reconhecendo que o canto é hereditário, expõe a necessidade de complementa-lo com maestros. 

Esta postura supõe tomar ao pé da letra as conclusões de etologos e ornitólogos respeito aos pássaros cantores em condições naturais. Segundo o que tenho podido ler acerca do canário Malinois, em palavras de prestigiosos juízes internacionais da dita variedade, ou cultivo desta raça  baseia-se neste sistema de selecção. 
Se parte de uma base hereditária, que é a predisposição ao canto aquoso, e se complementa o repertório dos exemplares mediante a audição de um ou vários maestros, que em alguns casos estão especializados na execução de determinados tipos de giros. 

Isto explica o amplo repertório que possuem os exemplares de maior valia e o facto de que não existe ou limite de pontuação na raça belga.

Se bem as conclusões de etólogos e ornitólogos considero que são correctas e a postura dos criadores de Malinois está justificada pela origem e sistema de selecção da raça, não é admissível esta posição para o resto de raças de canários de canto. Devemos rejeitar esta postura, salvo no caso das excepções , ao considerar que o ensinamento com professores não só não é necessária ,mas que esconde, por parte da maioria dos seus defensores, a intenção de preservar o canto de exemplares de qualidade que já possuem, com o fim de evitar a incerteza que supõe ter que esperar até que o canto dos jovens canários madure. Esta prática impede a evolução do próprio canto do canário, posto que o pequeno canário  limitar-se-a a imitar o melhor que pode o canto do maestro. 



Por outro lado há que mencionar o tedioso de ter todos os anos o mesmo repertório canoro, com ligeiras variações no melhor dos casos, no nosso aviário.


3º) Em consonância com o exposto no parágrafo anterior, nós alinhamos com 
aqueles que defendem a todo o custo que o canto do canário é hereditário e que o trabalho de selecção realizado, com o objectivo de enriquecer o património genético canoro dos nossos canários e a variedade de repertório conseguida mediante o mesmo, fazem a desnecessária utilização de professores, já que supõe limitar as possibilidades de criação de novos giros e estrofes por parte dos nossos exemplares.

O método de selecção do canário Roller e do canário de Canto Espanhol (Timbrado), garantia que os exemplares destas raças transmitem a sua descendência toda a informação necessária para confeccionar um canto variado que reúna as características raciais exigidas pelos seus respectivos códigos.



Não obstante, há que realizar uma serie de qualificações a esta terceira postura. O canário pode realizar todo aquele som que o permita criar as distintas partes que compõe o seu complexo aparelho de canto, cuja a peça fundamental é o órgão de fonação, a seringe. A maior complexidade do aparelho de canto, maior capacidade interpretativa. 

Esta riqueza interpretativa não se limita só ao seu próprio canto, o canário é por natureza um, bom imitador [1], podendo, na maior parte dos casos, abandonar o repasso de seu canção para imitar ou copiar o canto de outros canários, voluntária (maestros) ou involuntariamente. 

Para favorecer que os nossos jovens canários consigam fazer aflorar o canto ao que os tem predisposto a herança recebida dos seus progenitores será necessário que evitemos que escutem o canto de pássaros adultos [2]. 

Podemos afirmar que o que o canário herda é a predisposição inata para  realizar una serie indeterminada, mas determinável, de giros, que se irán plasmando numa melodia através de um período de repasso, marcado pela morfologia, mais ou menos idónea, do exemplar e pelos factores que tem rodeado ao mesmo durante o processo de maturação [3]. 


Isto  faz que o canto dos jovens canários nos nossos aviários varie de um ano para outro, mas sempre guardando umas semelhanças estruturais; mais acusadas nas linhas trabalhadas em consanguinidade, ao supor que o trabalho destes, terá um maior cálculo numero de possibilidades canoras no animal: menor variação genótipica.


A riqueza genética dos canários de canto faz desnecessária  educação com professores, que supõe, como já temos apontado, empobrecer desnecessariamente o repertório canoro dos nossos exemplares, ao impedir que os canários jovens culminem na evolução do seu repasso, que sem duvida alguma traduziria-se  num canto distinto e com probabilidades certas de ser de maior qualidade que aquele que os temos forçado a imitar. 



A isto une-se que um exemplar educado com maestros não nos oferece as devidas garantias sobre o que vai  transmitir à sua descendência, o único que sabemos é a sua maior ou menor capacidade de imitação e assimilação, em relação ao que se tem incutido mediante a audição de exemplares adultos.

Em resumo do anteriormente exposto, o canto dos pássaros tem uma parte inata e outra adquirida, os criadores de raças de canários especializadas para a função canora buscamos o desenvolvimento da parte inata em detrimento da parte adquirida, com o  objectivo de desfrutar um padrão genético de canto o mais rico possível, que permita a nossos exemplares construir uma melodia baseada nos parâmetros de selecção desejados.

A maior parte das argumentações contrarias à base hereditária ou inata do canto de los pássaros que aqui defendemos, baseiam-se em conclusões erróneas extraídas a raiz de experimentos que, desde um principio, não ofereciam as adequadas garantias para conseguir seu objectivo. 

Por exemplo, citam-se frequentemente experiências realizadas com exemplares, de diferentes espécies, que tem sido colocados individualmente em lugares insonorizados e, incluso, descrevem-se experimentos baseados na observação de exemplares aos que se tem privado do sentido do ouvido. 
No primeiro caso, os exemplares isolados acusticamente realizavam um canto sumamente rudimentar, de grande pobreza e inclusivamente apreciava-se um claro infantilismo ou subdesenvolvimento no mesmo. 
No segundo caso, os exemplares surdos apenas conseguiam realizar um canto propriamente dito, mais bem emitiam uma sucessão de ruídos. 



Estes resultados faziam chegar à conclusão, para aqueles que os realizaram, de que o canto dos pássaros não era hereditário sino aprendido mediante a audição de exemplares adultos de sua mesma espécie.

Hoje em dia sabemos que para que o canto dos pássaros desenvolva é preciso que se deem a uma serie de estímulos que desencadeiam que o exemplar ponham em funcionamento os mecanismos físicos precisos que o possibilitem. Assim, a convivência de diferentes indivíduos num mesmo território ou voadora, faz-se que entre eles haja umas relações sociais nas que a rivalidade na hora de alimentar-se , de ocupar um determinado lugar nos poleiros, de estabelecer uma escala hierárquica, etc., façam aumentar os  instintos como o da territorialidade, fundamental para compreender o significado do canto, e que colocam em funcionamento as condições precisas para que se de o desenvolvimento hormonal que determina o processo de evolução do canto[4]. 



Um exemplar isolado carece por completo desses estímulos, o canto é uma forma de comunicação, com quem eles podem alcançar com a sua com comunicar se não tem outros congéneres com os que iniciam relações sociais, da índole que sejam? carece de estímulos externos que potenciem o desenvolvimento canoro.



A isto há que unir o feito de que os jovens pássaros  complementam-se entre si, aprendam uns com outros, durante o espaço de tempo em que o seu canto é só um repasso [5], os etólogos chamam a esta fase da evolução canora canção plástica, Já que supões um período de ensaio do que logo será o seu canto adulto ou canção estável [6]. 


Esta complementaridade entre os cantos dos canários novos é o fundamento de que não seja preciso utilizar maestros nos canários de canto, o trabalho do inato faz que com a só referencia do seu padrão genético podem-se alcançar belas e complexas melodias. A maior parte das espécies de pássaros que se utilizam nas experiências baseiam-se o seu canto de adulto, principalmente, no aprendido e por isso ao deixa-los isolados em grupo[7], sem adultos dos que podem copiar, seu canto, apesar de responder ao padrão básico da espécie, é muito menos variado que o dos exemplares que crescem em liberdade. 

Não se pode dar validade a umas observações feitas com pássaros de campo ou com espécies domésticas que não se tenham seleccionado para o canto.

Nestes casos  precisa-se a audição de adultos para conseguir canções mais ou menos complexas, mas é  pelo facto de que não tenha havido uma selecção que  atender aos padrões que utilizamos em canaricultura de canto. 


Quando se estrapola as conclusões baseadas em experiências realizadas com essas espécies a nosso campo de estudo, sem realizar as correspondentes formas/padrões, o único que estamos fazendo é confundir os criadores.
Como conclusão a este ponto, voltamos a repetir, já que não nos importa insistir uma e outra vez sobre o mesmo, que o trabalho dos canaricultores de canto  baseia-se em potenciar e desenvolvimento a base inata do mesmo, com isso criamos uma sólida base ou padrão genético para que os exemplares das respectivas raças sejam capazes de melhorar a variedade de repertório cada ano, sempre dentro das pautas de selecção das mesmas e sem ter que recorrer ao ensinamento  com maestros.

TRANSMISSÃO GENÉTICA DO CANTO

Neste ponto reflexionaremos acerca de uma série de questões de grande interesse para o canaricultor de canto, se bem que temos de advertir que em alguns casos trata-se de meras hipóteses de trabalho, ao não poder contar com uma confirmação científica do expressado. Referiremos principalmente dois temas:

1) Como se transmite a base hereditária do canto?.

2) Quem transmite mais o canto aos filhos, o pai ou a mãe?.

1) Como se transmite a base hereditária do canto?

Temos dito que o canário herda a predisposição inata para realizar uma serie de giros/gorjeios indeterminados que vão dando forma a uma melodia, através da influencia de factores tais como as condições anatómicas e as circunstancias em torno as quais se tem desenvolvido no animal.

A informação que determina os diferentes caracteres dos indivíduos se encontra-se, como já sabe o leitor, os genes, que ocupam um determinado lugar nos cromossomas, os quais encontram-se por casais, em estado diploide. 

Cada progenitor já que tem contribuem a sua prole a metade do seu conjunto dotação cromossómico, já que as gametas ou células reprodutoras tão só são portadores de um número haploide de cromossomas, a metade da constituição genética do animal. 
Do número total de cromossomas, dois constituem o par de cromossomas que marcam o sexo dos animais e por isso são denominados cromossomas sexuais, o resto são denominados autossomas. 
O número de cromossomas varia em cada espécie, no homem são 46, enquanto que no canário são 18, distribuídos em nove pares [8]. 

Retornando aos cromossomas sexuais, estes denominam-se X e Y, no caso dos mamíferos, e Z e W, no caso das aves.
Nos mamíferos, os machos possuem um cromossoma sexual X e um cromossoma sexual Y, as fêmeas  possuem dois cromossomas X, os machos determinam o sexo da descendência mediante o cromossoma sexual Y.

Nas aves ocorre ao revés, os machos possuem os dois cromossomas sexuais iguais, Z Z, e as fêmeas tem um cromossoma Z e um cromossoma W, com o que são estas as que determinam o sexo das crias. 
O número de machos e de fêmeas, na base ao anterior, deveria ser em teoria igual, como se vê na seguinte tabela:


_________________
CROMOSSOMAS Z W 

_________________
_Z Z Z Z W________
Z Z Z Z W_________


Da anterior tabela depreende-se que há o mesmo número de possibilidades de que saiam machos de que saiam fêmeas. 
Todos sabemos, por experiência, que o azar é caprichoso e que não sempre se obtém  o mesmo número de machos que de fêmeas. 

Isto serve para dar-nos conta de que apesar de ter que observar as leis da genética, muitas vezes, a aleatoriedade das combinações faz que os resultados não sejam os desejados e esperados.

O canto dos pássaros, em quanto que é perceptibilidade pelos nossos sentidos, é um desses caracteres externos que conformam o fenotipo, como já se tem apontado a lo largo destas linhas.
A função canora corresponde aos machos, as fêmeas não normalmente não sabem cantar, apesar de que há algumas que emitem uma serie de sons que nos recordam o repasso a canção plástica dos jovens machos, mas que não alcançam o tom e a intensidade do canto dos machos, nem as características musicais que se encontram,nas raças de canários especializados (ritmo, harmonia e melodia).

A principal causa de que são dadas nas  fêmeas cantarinas é um desequilíbrio produzido por um excesso de hormonas masculinas no sangue, muitas vezes da-se nas fêmeas adultas depois da temporada de criação ou nas fêmeas velhas. o feito de que a emissão do canto seja prerrogativa quase absoluta dos machos leva-nos a expor se é um carácter ligado ao sexo o um carácter de transmissão livre (cujos genes reguladores encontram-se nos autossomas, nos cromossomas sexuais), mas condicionado por aquele.
As consequências de uma ou outra posição são de crucial importância para o trabalho da base genética do canto do canário. 
Lamentavelmente, e num plano estritamente científico, não me é possível  decidir-me por uma ou outra postura. porém, como hipóteses de trabalho, parte-se de que os genes que regem o canto ( um ou vários casais), tal como o entendemos no nosso passatempo, transmitem-se ligados ao sexo, eles estariam localizados no cromossoma sexual Z. 

O padrão genético de canto transmitiria-se da mesma forma que qualquer outro carácter ligado ao sexo.

Mas ainda que seja essa hipótese fora correcta, não podemos duvidar do resto dos genes presentes nos outros 16 cromossomas do canário, que determinam aspectos tão importantes como os caracteres morfológicos o anatómicos do pássaro. Tão pouco devemos duvidar a influencia dos factores meio ambientais. Dois exemplares com a mesma combinação genética nunca seriam iguais por essa influencia meio ambiental (na qual deve introduzir-se o factor humano).

As suas características morfológicas fazem do canário uma verdadeira caixa de música, en la que si uma peça não encaixa de tudo, mal poderemos esperar que o som seja perfeito. O canário de canto requer-se de um tipo, que devera ser observado pelo criador. Cada raça de canários de canto tem uma estrutura morfológica típica, que é a que marca, junto a um aparelho de canto especial, as diferenças sonoras já conhecidas pelos aficionados. Deveremos seguir pelo standard da raça que cultivemos para realizar os cruzamentos. 


A este respeito e como característica geral dos canários de canto, amplia a sua capacidade peitoral, como não podia ser de outra forma, ao albergar um sistema respiratório muito desenvolvimento. 
Para terminar a referencia sobre a importância da anatomia do bom cantor, ressaltemos que por muita que seja a qualidade genética de um exemplar, não que se refere ao canto, se não se vê acompanhada de umas condições físicas e de um aparelho de canto adequado dificilmente poderá aflorar.

No referente aos factores externos ou meio ambientais, seria pretensioso tentar fazer uma relação de todos os factores que incidem no desenvolvimento do canário, dado que seria impossível enumerar-los sem duvidar de algum. 

Por isso diremos que o criador deve favorecer o correcto desenvolvimento físico de seus exemplares, tendo em conta que neste influem desde a forma em que a fêmea alimenta-os, até o mais ligeiro catarro. 
Também deveremos procurar, como já temos dito varias vezes, que nada possa desviar os jovens canários do desenvolvimento do seu repertório (repasso) .

2) ¿Quem transmite mais herditáriamente o canto dos filhos, o pai ou a mãe?

Entre os canaricultores encontramos dos possíveis respostas a esta questão:

Por um lado, encontramos a que chamo postura tradicional, que conta com um grande número de defensores e que durante muito tempo tem sido a resposta maioritária no seio do nosso passatempo para a pergunta levantada. 

Os seguidores desta forma de pensamento afirmam que é a fêmea a que mais influencia tem no canto dos filhos ou, dito de outro modo, a que maior informação aporta a seu padrão genético de canto, não é estranho ouvir ou ler que a fêmea influi uns 60% ou mais no canto da sua prole renovada.

Por outro lado e baseando-se nos conhecimentos científicos, em especial na genética, encontramos uma segunda postura que, frente à resposta anterior, carente de fundamento científico algum, explica que o canário, como todo ser vivo, recebe a partes iguais na informação genética dos seus progenitores. 
A consequência lógica disto é que a influencia no canto dos filhos se reparte a partes iguais, em teoria, entre ambos pais. 

Outra coisa é que por factores morfológicos ou por factores externos no canto do jovem canário se tenha  fazia um ou outro lado. 
Assim, por exemplo, quando morfologicamente o filho parece-se mais a um dos progenitores, cujos os genes terão dominado aos do outro, ou, também, quando este copia a melodia de outros exemplares, da linha paterna ou materna.

Podem dar-se dominâncias dos genes que regem a herança do canto de um dos reprodutores, tema do que deixa muito, por não dizer tudo, que estudar, mas isto ocorre tanto a respeito aos genes da mãe como aos do pai.
Não existe nenhuma regra geral que apoie que a mãe tem mais influencia que o pai no canto da sua descendência, nem ao contrario.

Quando a herança de um progenitor, no aspecto canoro, prima sobre a do outro, deve-se a circunstancias concretas, que não admitem generalização.

Aqueles que defendem na preeminência da herança materna sobre a paterna no canto fazem-no ao constatar o feito empírico e lógico de que o canto dos filhos é diferente ao do pai. 


Mas por isso é assim porque, na maior parte dos casos, é o fruto da interrelação de ambas heranças, independentemente de qual prima no caso concreto, no porque a fêmea  aporte más que o macho. Quando cruzamos um canário verde com uma canária amarela dá-se uma herança intermédia, produto da qual os exemplares resultantes são pios ou manchados, a distribuição das zonas lipócromicas ou melanicas produz-se ao azar, há exemplares mais verdes e exemplares mais amarelos, além disso, em ocasiões, aparecem exemplares verdes ou amarelos.
No exemplo anterior, podemos dizer que a herança materna influi mais na cor da descendência por apresentar estas zonas amarelas na plumagem ?. 
Da mesma maneira,vemos que há canários produto desse cruzamento em cujo plumagem prima uma cor ou outra, sem que haja outro motivo, em principio, é que haja azar para tal. 
O mesmo ocorre com a base genética do canto do canário, o azar determinará que domine a linha materna ou a paterna, ou que haja uma condominancia ou herança intermédia.

Podemos resumir todo o que foi dito até agora, dizendo que há que ter sempre presente a teoria, mas também temos que ter em conta que a teoria é isso, teoria, e que na realidade não se cumpre sempre,no máximo quando falamos de Genética. Imaginemos por um instante que conhecemos todas as características que podem aportar uns pais a sua descendência, oxalá fora possível, neste suposto sucederia o mesmo que se conhecemos todos os números que vão  integrar o desejado Gordo da Lotaria do Natal mas ignoramos a sua ordem final. O azar é caprichoso e por muito que o ego humano lo lamente, não está nas nossas mãos o controlo pleno sobre os mecanismos da herança. Ninguem pode saber, com absoluta certeza, que ao fazer um cruzamento, se o produto do mesmo vai ser bom, medíocre ou mau. 
Como se pode dizer “nunca se sabe de onde pode saltar a lebre”.

terça-feira, 24 de julho de 2018

Definição de Giro em português




giro /Giro
(grego gúrosoucírculoespaço circular)

prefixo

Exprime a noção de movimentoespecialmente movimento circular (ex.: autogirolevogiro).

Palavras relacionadas:
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gi·ro 
(grego gúrosoucírculoespaço circular)

substantivo masculino

1. Movimento em torno de um eixoem torno de si mesmo ou em volta de um objecto. = ROTAÇÃOVOLTA

2. Movimento circular de quem passeia (ex.: vamos dar um giro). = PASSEIOVOLTA

3. Uso de palavras desnecessárias ou evasivasrodeio de palavras. = CIRCUNLÓQUIODIVAGAÇÃO

4. Orientação.

5. Circulação (de letras de câmbio).

6. Movimento comercial.

7. Tarefalida.

8. Percurso feito para vigiar algo ou para distribuir ou recolher alguma coisa. = RONDA

9. Turno ou vez de uma actividade.

10. [Portugal: Madeira]  Título de transporte recarregável da área metropolitana do Funchal.

11. [Jogos Jogo de quatro parceiros no bilhar (dois contra dois).

adjectivo

12. [Portugal]  Bonitolindo (ex.: saia gira).

13. [Portugal]  Elegante (ex.: estás girahoje).

14. [Portugal]  Interessantecom qualidade (ex.: livro giro).

15. [Portugal]  Que tem qualidades positivas (ex.: ele teve uma atitude gira).

16. [Geometria Diz-se de ângulo que mede 360 graus. = COMPLETO

Palavras relacionadas:
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ge·rir Conjugar

verbo transitivo e intransitivo

Administrardirigir (negócios).

Palavras relacionadas:
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gi·rar Conjugar

verbo intransitivo

1. Dar voltas em torno do seu eixo.

2. Descrever uma curva.

3. Andar em giro.

4. Circular.

5. Ir andandoser levado.

6. Andarter circuitoter cursocorrer.

7. [Informal]  Passear.

8. [Figurado]  Agitar-selidar.

9. Negociar.

verbo transitivo

10. Circundarpercorrer em volta.

11. [Brasil]  Endoidecerficar maluco.

Palavras relacionadas:
giracircularcocãogirotegirogirarpercorrergravitar



"giro", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/giro [consultado em 24-07-2018].

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

GENÉTICA Y HERENCIA EN LA CANARICULTURA DE CANTO - Genética e herança na canaricultura de canto

GENÉTICA

GENÉTICA E HERANÇA NA CANARICULTURA DE CANTO

ÍNDICE:

1) INTRODUÇÃO
2) HERANÇA E SEUS MECANISMOS : GENÉTICA
3) GENOTIPO CANORO: SISTEMA DE CONTROLO DO CANTO
4) MELHORAMENTO GENÉTICO
5) ASPECTOS GENÉTICOS NO DESENVOLVIMENTO DE UMA ESTIRPE: CONSANGUINIDADE, VIGOR HÍBRIDO E CONTROLO DA CONSANGUINIDADE
6) CONCLUSÕES
7) BIBLIOGRAFIA


1) INTRODUÇÃO :

Interessa conhecer como se transmite as capacidades canoras através da hereditariedade, mediante os genes herdados. A canaricultura do canário de canto Timbrado Espanhol tem a dificuldade de ser adicionado sobre outros tipos de criação , devido à complexidade da actividade canora e o deficiente conhecimento da sua fisiologia; isto acrescenta  complexidade e  compreensão da herança do canto.
Todo programa de canaricultura tem como objectivo o melhoramento genético.
Neste processo de melhoramento genético, interessa muito conhecer que propriedades do canto são dependentes do genotipo e quais de sua iteração com os factores meio ambientais mais influentes, até concretizar o fenótipo. Assim, ao analisar qualquer aspecto do canto, poderíamos distinguir se este é mais dependente da dotação genética, e portanto  , ou dos factores ambientais modificáveis, em cujo caso seria não hereditário .  coloca-se hipóteses que o canto aprendido sem a possibilidade de imitação de um modelo adulto, logra que a execução do dito  canto reflecte melhor o genotipo dos canários, sem ver-se falseado pela imitação do canto de outro pássaro. Assim, a selecção dos indivíduos, realizada segundo o seu canto, poderá equivaler a uma selecção dos genotipos mais adequados no processo de melhoramento genético. Outra hipótese alternativa afirma que a descontinuidade realizada no canto do Timbrado não é reflexo dos genes, senão do processo de aprendizagem ao que tem sido submetidos, e que qualquer canário não descontinuo, cantaria uma canção descontinua, se assim o aprenderam de um modelo adulto na voadora; esta mesma hipótese acrescenta-se que se um pássaro de linha descontinua fora educado com machos não descontínuos, aquele cantaria de forma não descontinua. Estas hipóteses expostas nos empurram ao tentar conhecer mais profundamente o mecanismo do canto, sua aprendizagem e sua relação com o genotipo canoro do Timbrado.
No presente artigo desenvolveremos os seguintes pontos de interesse, relacionados com a genética do canto dos nossos canários: faremos uma revisão da hereditariedade e a genética aplicadas aos canários; descreveremos os componentes do genótipo canoro; por último, colocamos alguns critérios úteis para o melhoramento dos nossos canários de canto, assim como para a criação em consanguinidade e do fomento do “vigor híbrido”.

2) HEREDITARIEDADE E SEUS MECANISMOS : GENÉTICA


Neste ponto desenvolveremos aspectos sobre a hereditariedade e genotipo, cromossomas e genes, hereditariedade qualitativa e quantitativa, hetero cromossomas e autosomas, e sobre os gâmetas ou células sexuais : Herança e Genotipo: em sentido amplo e biológico, herança/hereditariedade  significa a transmissão dos caracteres biológicos dos progenitores aos seus descendentes. Tal como a conhecemos hoje, a essência da herança baseada na fecundação das células sexuais masculinas e femininas dando lugar ao ovo, embrião, feto e, por último, ao animal adulto, não foi conhecida em profundidade até à metade do século XX, quando Watson e Crick em 1953 propuseram o modelo básico do ácido desoxirribonucleico (ADN) como suporte da informação genética.

1. É importante distinguir qual é esta informação genética que se herda desde um animal até aos seus descendentes. Convêm esclarecer que as características morfológicas, de produção, de canto, etc., que apresenta um determinado canário, são o produto da acção da informação genética escrita nos seus genes e da do meio ambiente no que tem desenvolvido. Assim, compreenderemos que dois canários filhos dos mesmos pais, possam expressar distinto canto, não só por não ter idêntica informação genética, se não dependendo se tem nascido em distinto mês do ano, se tem tido distinta alimentação, se tem crescido com distinta luminosidade em voadoras, se tem tido distinto estímulo auditivo (professor um e o outro não, etc.): todos esses são factores que constituem no meio ambiente que tem influído sobre a informação genética, muito similar de ambos os irmãos. a variabilidade não é sempre das características concretas de um canário está altamente relacionada com os seus genes: Na proporção dessas características que depende dos seus genes, chama-se herdabilidade .

2. Os caracteres com uma alta herdabilidade permitem conhecer os exemplares com melhores genes, a partir do conhecimento das suas qualidades. Em geral, os caracteres de canto nos canários, assim como de conformação e de produção de gado  tem uma herdabilidade de tipo médio-alto, enquanto que os caracteres reprodutivos tem uma herdabilidade baixa. Pois bem, a esta informação que está nos genes, que regula todas as características dos canários e que transmitem aos seus descendentes, chama.se o “genotipo”; as características que concretamente apresentam os nossos exemplares, suma da acção da informação genética mais a do ambiente, conhece-se-o como “fenotipo”.                                             
O que se herda é o genotipo, não o fenotipo; isto quer dizer que, no canário cantor herdam-se umas capacidades para o canto, mas não a canção concreta que tenha o macho, que pode tê-la aprendido ou não, nem as faculdades de canto que tenha desenvolvido, graças à interacção com o seu meio ambiente.

b) Cromossomas e genes: as cadeias de ADN1 dão lugar aos “cromossomas”3, que agrupam-se por pares com uma forma de "tranças": um que se recebe da mãe e outro do pai. Estas duas cadeias ou cromossomas possuem lugares, um em frente do outro onde  escreve-se por duplicado a informação para desenvolver cada uma de las características do animal, podendo ser estas informações idênticas ou diferentes: se são idênticas, diz-se que há “homozigotia” e, se são diferentes, diz-se que há “heterozigotia” para uma característica concreta. 
Dentro de um cromossoma, cada lugar com a sua informação correspondente recebe o nome de “gene”, e aos pares de lugares dos cromossomas emparelhados com as suas informações para um mesmo carácter, recebe o nome de “alelo”. Quando os dois genes de um alelo são idênticos ou homozigotos,  manifesta-se sem problema no fenotipo a característica em questão, mas se os dois genes



de um alelo são diferentes, podem ocorrer duas coisas: que o fenotipo expresse a acção de um dos dois genes do alelo, o que o fenotipo não expressa a nenhum dos genes do alelo, senão uma mistura de ambos: no primeiro caso, diz-se que o gene que se expressa no fenotipo é “dominante” respeito ao outro que chama-se “recessivo”, enquanto que no segundo caso, diz-se que existe “domínio” a respeito aos dois genes; para que um gene recessivo expresse-se no fenotipo, é necessário que se apresente em homozigotia, como o branco recessivo nos canários. No canário de cor  dão-se muitas dominâncias a respeito a genes recessivos, como as seguintes: branco dominante domina sobre o amarelo, oxidação sobre diluição, no pastel sobre pastel, no opala sobre opala, no satiné sobre satiné, no marfim sobre marfim, presença de eumelanina negra sobre melanina castanha castanho, negro bruno sobre Ágata, Ágata sobre isabela, plumagem intensa sobre plumagem nevada, etc. Estes genes podem alterar a sua informação por alguma circunstância concreta, sofrendo o que se chama “mutação”, que se transmitirá igualmente aos seus descendentes.

c) Herança qualitativa e quantitativa: A transmissão dos genes que regulam um carácter qualitativo, como são as características de cor e textura da pena, que acabamos de citar, tanto os mutados como os não mutados, constituem a chamada “herança qualitativa”. Esta realiza-se, como é sabido, seguindo as leis de Mendel 3. contudo, existem outras características não qualitativas e mais complexas, como aquelas que regulam todas as funções relacionadas com o canto do canário, que estão reguladas pela conjunção de numerosos genes que interagem entre si formando como uma rede. Estas funções são as seguintes:

    a) desenvolvimento, manutenção e funcionalidade do “Sistema de controlo do canto”, composto pela “Rede de núcleos cerebrais” que, possibilitam o “Modelo do mecanismo de aprendizagem” característico do canário, e pela “Modulação hormonal” sobre os núcleos cerebrais, sobre a anatomia das estruturas relacionadas com a fonação, e sobre a coordenação neuro-muscular necessária para a execução do do canto 4, 5.

     b) controlo dos períodos de aprendizagem evolucionando entre as fases da canção plástica ou de modificação activa do canto,  e da la de canção estáveis.

    c) Diferenciação sexual do cérebro que é devido mas a esta rede de genes e não tanto a uma diferenciação hormonal, gónada-dependentes;

    d) comportamento social derivado do uso do canto, para funções de defesa territorial, de cortejo, de formação de colónias, etc. Todos os genes envolvidos na regulação do canto através das funções citadas transmitem-se em conjunto sem seguir as leis da “herança mendeliana” e regem-se por critérios de “herança quantitativa”; não se podem estudar gene a gene, senão mediante o uso exaustivo da estatística .

d) Hetero cromossomas e autossomas : O número de cromossomas existentes dentro dos núcleos das células é constante para cada espécie, ainda que  varia de uma espécie a outra; assim, enquanto que o homem possui possui 46 cromossomas ou 23 pares deles, o canário possui 40 cromossomas ou 20 pares: uno procede de la madre e outro do pai . O par de cromossomas que determinam o sexo recebem o nome de cromossomas sexuais ou “heterocromossomas”, e o ao resto chamam-se “autossomas”. Na raça humana, a transmissão do cromossoma Y do par de hetero cromossomas XY dos varões (as fêmeas tem XX) determinam o sexo masculino, sendo portanto os varões os que determinam o sexo; nos canários a transmissão do cromossoma W do par de heterocromossomas ZW das fêmeas  (os machos tem ZZ) determinam o sexo feminino: sendo a fêmea, portanto, quem determina o sexo, ao transmitir o cromossoma W3. 
Este cromossoma W das aves fêmeas  é muito reduzido  muito reduzido de tamanho e carece prácticamente de informação genética, a excepção de determinar o sexo. Por esta circunstancia, dependendo de si um gene que se herda está nos cromossomas sexuais, ou não, diz-se que uma qualidade se herda “ligada ao sexo” ou “não ligada ao sexo”, respectivamente; no caso afirmativo, o gene em questão se alojará no cromossoma Z e, dependendo de que seu descendente seja macho ou fêmea, se oporá a outro gene de outro cromossoma Z com o que faz par, no primeiro caso, ou não se oporá a nenhum outro gene, pois o cromossoma W das fêmeas  praticamente carece de acção genética. No canário  transmitem-se os seguintes factores ligados ao sexo: marfim, pastel, satiné, melanina Isabela, melanina castanha, melanina Ágata, melanina negro bruno, etc.

e) Gâmetas ou células sexuais: agora nos toca ver como esta informação genética armazenada nos cromossomas, dentro do núcleo de las células de los progenitores, pode chegar a conformar um organismo novo ao que transmitem dita informação. Efectivamente, tanto o macho como a fêmea, tem a capacidade de gerar nos seus órgãos sexuais, testículos e ovários, unas células chamadas sexuais ou gâmetas - espermatozóides e óvulos- respectivamente, que se diferenciam do resto de células do organismo em duas coisas: uma por ter só a metade de cromossomas, 23 no caso das pessoas e 20 no  caso dos canários: tem perdido pois seus pares de cromossomas correspondentes graças a um processo chamado “meiose”1; a outra é a de haver sofrido previamente um processo de intercâmbio de genes entre las pares de cromossomas procedentes da mãe e do pai, possuindo os novos cromossomas das células sexuais genes de ambos, misturados ao acaso. 
Esta é a razão pela qual a dotação genética dos espermatozóides e óvulos de um mesmo individuo são distintos entre si e, em consequência, dois irmãos dos mesmos pais tem um distinto genotipo, podendo ser um canário magnífico cantor e seu irmão de ninho um péssimo cantor. Quando um espermatozóide fecunda um óvulo da canária, se unem os dois núcleos de las células sexuais e dão lugar ao ovo fecundado que, sumando os cromossomas de um e outro, volte a ter o número normal de cromossomas da sua espécie. Este ovo fecundado, por divisão e diferenciação  sucessivamente governadas pelo genotipo herdado e baixo na influencia do meio ambiente, da lugar a um novo individuo.

3) GENOTIPO CANORO: SISTEMA DE CONTROLO DO CANTO

A informação que está nos  genes e que regula todas as funções relacionadas com o canto dos canários e que se transmitem aos seus descendentes, conforme o genotipo canoro. Nos seguintes parágrafos  compararemos o genotipo com o fenotipo canoro, Falaremos dos componentes do genotipo.

a) Genotipo e fenotipo canoro: como veremos mais adiante,la dotação genética de cada pássaro cantor determina o desenvolvimento de uma rede de núcleos cerebrais relacionados com o controlo do canto que tem uma estrutura e funções canoras específicas para cada espécie; também determina a formação do eje hipotálamo-hipofisário-genital que se encarregará do controlo das hormonas sexuais, como a testosterona, que modulará a função desses núcleos e outras estruturas canoras. A rede de núcleos cerebrais, junto com o eje hipotálamo-hipofisário-genital, conformam o chamado  “Sistema de controlo do Canto”. Este sistema faz o possível  desenvolvimento de uns mecanismos naturais –mecanismos básicos do canto-



que governam a aprendizagem , manutenção e renovação das estações do comportamento canoro, fundamentalmente durante os períodos n os que aprendem com mais facilidade: “Período crítico de aprendizagem” ou “Período sensitivo”. Este período, junto com o “sexo cerebral” e o comportamento social associado ao uso do canto também estão determinados pela herança genética (Figura 3).
Este genotipo sofre a interacção com factores meio ambientais, que conduz ao desenvolvimento de uma estrutura nervosa e a um canto específico para cada individuo, formando um determinado fenotipo canoro.
Dentre destes factores meio ambientais, destacam-se pela sua importância a experiência auditiva, a experiência social, os níveis sucessivos de testosterona no sangue -dependentes do funcionamento de estruturas hipotalámicas, ad-renal e testiculares estimulados pela duração da luz do dia (fotoperiodo)-, a alimentação e estado de saúde.

É importante ter em conta, portanto, que quando analisamos o canto dos nossos canários, o que estamos analisando é o resultado da interacção entre os seus genotipos e os factores meio ambientais aos que tem estado expostos. A exposição, ou não, a qualquer a destes factores meio ambientais e à diferente medida da exposição durante o desenvolvimento, podem modificar o resultado final do canto (fenotipo), ainda que existira uma similitude significativa no genotipo dos pássaros sobre os que actuam: portanto, temos que ter em conta esta consideração, pois o canto não sempre refleja um determinado genotipo, se não  há que conhecer tambem os factores meio ambientais que tem influido durante o desenvolvimento.
Em consequência, se na canaricultura alteráramos o normal funcionamento do “sistema de controlo do canto”, modificando os “mecanismos básicos do canto”, -por exemplo lesionando algum núcleo cerebral-, o canto resultante seria um canto patológico, não uma variação natural do canto estereotipado da espécie. Pelo contrario, a modificação e optimização dos factores ambientais influentes sobre estes “mecanismos básicos do canto” -como p isolamento auditivo, o uso de sobre-estimulação auditiva mediante a audição prolongada da radio, a modificação das horas de luz no dia ou fotoperiodo e/ou da interacção social, ou a adaptação do correcto estado de saúde que garanta adequados níveis de testosterona, etc.-, poderia optimizar de forma natural o canto. Rede de núcleos cerebrais e sua relação com o Modelo do mecanismo de aprendizagem ou Mecanismos básicos do canto: A rede de núcleos cerebrais, está formado por duas vias (Figura 4). 
A primeira é a via motora descendente, que envia seus neurónios até à seringe e músculos respiratórios, e controla a execução do canto e a respiração; a função desta via é necessária para a produção do canto e a sua aprendizagem durante a fase sensorial-motora. A segunda é a via auditiva ascendente, que transporta a informação auditiva criada na cóclea (ouvido) hasta los núcleos cerebrais, e participa na discriminação, codificação e, provavelmente, memorização do som , tanto do canto procedente de um modelo adulto como do próprio canto vocalizado; assim, participa na fase sensorial de aprendizagem e pode ser o lugar onde se memoriza uma “ficha auditiva”, assim como donde registará-se-a a diferença entre os sons ouvidos do modelo adulto e os vocalizados pelo próprio pássaro 10 . 
Esta percepção, memorização e comparação do próprio canto respeito a outros permite elaborar uma informação com a diferença constatada -“erro acústico”- e enviar aos núcleos motores umas ordens para corrigir o dito  “erro acústico”, confirmando-se assim um mecanismo de ajuste automático do canto, Modelo de aprendizagem o “feed-back auditivo” (Figura 5). Estes conhecimentos tem-se comprovado evidenciando que os estímulos auditivos


do canto desencadeiam nestas estruturas a expressão de genes zenk, que aumentam a plasticidade neuronal; quer dizer, desencadeiam processos moleculares e celulares associados a genes que modificam os circuitos relacionados com o canto e a memorização.

a) Modulação hormonal sobre los núcleos cerebrais e do canto: As hormonas são substancias libertadas no organismo, que produzem um efeito biológico determinado  nas células que tem receptores específicos para cada uma delas. A união das hormonas com seus receptores, induz um determinado efeito biológico; as hormonas não actuam sobre as células que não tem os seus receptores específicos.
Las hormonas esteróides sexuais (andrógenos e estrógenios) são produzidas nas glândulas supra renais e nas gónadas, mas, nos canários, também , e de forma mais importante,no cérebro . A associação entre as hormonas sexuais e o canto tem sido conhecida desde antigamente, constatando a relação estreita entre o período de criação e a produção de canto. Desde a década dos anos 70, identificaram-se núcleos cerebrais relacionados com o canto, constatando-se também que estes núcleos estava, modulados por estas hormonas sexuais, ao apresentar  um número abundante de receptores e aos andrógenios e estrógenios ; receptores que são mais abundantes durante a época de criação e menos depois dela.
Hoje  pode-se afirmar que o desenvolvimento e posterior atrofia dos núcleos cerebrais e do canto, são dependentes da estações -duração do dia ou fotoperiodo-, e estão determinados pelos níveis  sanguíneos de testosterona testicular (Figura 6). Sabe-se  também que o tamanho do repertório do canto dos canários, depende do tamanho de alguns dos seus núcleos do telencéfalo anterior. A testosterona é transportada ao cérebro e ali é degradada pela enzima aromatase aos metabolitos  secundários activos que actuam  sobre os receptores dos núcleos cerebrais aumentando o seu desenvolvimento e, em consequência, a produção do canto. Além disso, a testosterona induz uma hipertrofia dos músculos seríngeos, preparando-os para um aumento na produção do canto. Há que ter presente que os níveis de testosterona possam ser  também alterados pelas  interacções sociais (interacção com fêmeas , com outros machos, ou necessidade de defender um território) e pelo próprio canto da ave.
Como resumo podemos dizer que as acções das hormonas esteróides sexuais sobre o sistema de controlo do canto as podemos classificar em três tipos:

1) Acção organizativa durante o desenvolvimento : organiza as estruturas cerebrais responsáveis do canto, dando lugar, provavelmente, ao dimorfismo sexual e ao comportamento canoro: os machos cantam mais que as fêmeas  .
Efectivamente, o estímulo precoce com a testosterona as fêmeas  durante períodos críticos do desenvolvimento, dá lugar a uma estrutura cerebral e a um comportamento canoro masculino de forma permanente, ainda que  com menor repertório de sílabas

2) Acção estimulante : a  contribuição  de testosterona nos canários adultos, estimula o crescimento das estruturas cerebrais relacionadas com o canto e estimula o rendimento canoro, fazendo cantar também as fêmeas . A diferença de quando se administra durante o desenvolvimento, estas trocas  duram nada mais que enquanto os níveis desta hormona permanecem altos: as trocas não são permanentes.


3) produz neurogenesis: a contribuição de testosterona no canário adulto dá lugar a um aumento da sobrevivência e a um recrutamento de novos neurónios determina os núcleos cerebrais e a seus arredores, contribuindo o seu desenvolvimento e sua reparação .

4) MELHORAMENTO GENÉTICO:


Para avançar no melhoramento genético dos nossos canários, segundo umas prioridades nas características do seu canto e/ou morfológicas, nós devemos basear em dois princípios: seleccionaremos os indivíduos melhor dotados para as características que interessem e acasalemos estes indivíduos seleccionados. 

Além disso, é preciso trabalhar com uma população bem definida e uniforme, para o qual é necessário que a população com a que trabalhamos seja fechada, que dizer que  seus indivíduos não se reproduzam com animais diferentes a esta população. Portanto, é conveniente aclarar uma série de conceitos básicos acerca das populações de canários en los que intentamos conseguir uma melhoria genética, como são a relação entre a morfologia e a actividade canora, a relação entre a transmissão do canto e o sexo, a raça, estirpe, linha, etc.
As raças raças estão definidas fundamentalmente por características morfológicas e, também, por características de comportamento e produção: no caso do canário de canto pela actividade canora. Não se conhece nenhuma característica/s genética/s que caracterize com garantia a uma raça ou que nos assegure que um animal pertence a ela; além disso, os genes que regulam a actividade canora dos canários não são bem conhecidos e, provavelmente, como outras actividades de produção em outros animais, seja regulada por um conjunto amplo de genes e a sua transmissão  rege-se segundo critérios de herança quantitativa.
A relação entre morfologia e actividade canora, igual que a de produção em outros animais, é muito duvidosa, posto que provavelmente influencia mais no canto a associação de genes não conhecidos que o regulam, que os genes que regulam as características morfológicas; seleccionar uma determinada morfologia não resulta na melhor actividade canora, ainda que seleccionar segundo a actividade canora desejada pode trazer como consequência um tipo morfológico que depois, como reflexo inevitável, associaremos como bom para a actividade canora: exemplo, pescoço curto, tórax e cabeça largos para o timbrado, ??, etc.
Frequentemente os velhos criadores relacionam a transmissão dos genes relacionados com o canto e o sexo dos pássaros: assim, uns dizem que as fêmeas tem mais influencia nesta transmissão, outros, pelo contrario, dão mais preponderância aos machos, enquanto que outros repartem esta preponderância a partes iguais da seguinte forma: nos acasalamentos, as fêmeas, ao acasalarem , eles fornecem ADN à descendência mais a do seu pai , enquanto que os machos o fazem mais de sua mãe; isto quer dizer, que as fêmeas teriam mais influencia em conformar a genética relacionada com o canto dos varões, enquanto que os machos com a das fêmeas  (assente na crença mais difundida na frase “as fêmeas  dão os machos e os machos dão às fêmeas  ”). 
Contudo, não parece provável que na herança do canto tenha relação com o sexo, a ser esta uma herança poligénica e estar situados nos genes em diversos cromossomas; isto faz improvável a herança ligada a heterocromossomas, e improvável também que haja algum tipo de dominância para algum gene relacionado com o canto, que pudera apresentar alguma dominância no sexo masculino. 
Não obstante, a última palavra serão as futuras investigações.
Dentro de cada espécie, o seguinte escalão na diferenciação segundo as características morfológicas e/ou de produção ou actividade canora é a raça (nos canários, raça timbrado espanhol, raça Malinois, raça Roller, etc.), e dentro desta podem-se diferenciar diversas estirpes, e por sua vez dentro das estirpes podem diferenciar-se diversas linhas 9.
 A extirpe é uma população fechada  dentro de uma raça ou variedade dela submetida a um processo de selecção ao largo de gerações segundo as características preferidas, com uma constituição genética definida, ao qual se consegue-se a partir da terceira geração,e na que se observa uniformidade entre as suas aves, o qual se consegue-se a partir da quinta geração. 
A extirpe é a base fundamental do melhoramento genético, tanto em população única como para cruzamentos com outras; nela seleccionam-se os reprodutores, mas estes acasalam-se à vontade do criador em geral e a sorte: a raça é demasiado amplia e necessitamos de uma população mais concreta com  que trabalhar. Dentro de uma estirpe podem formar-se sub-populações, também fechadas, ao seleccionar uns acasalamentos muito concretos entre alguns reprodutores, também concretos, e dar lugar assim a linhas determinadas, que são muito consanguíneos.

5) ASPECTOS GENÉTICOS NO DESENVOLVIMENTO  DE UMA FAMÍLIA : CONSANGUINIDADE, VIGOR HÍBRIDO E CONTROLO DA CONSANGUINIDADE.



Consanguinidade e cruzamento: O sistema de acasalamento mediante consanguinidade seguido da selecção é um caminho mais curto e seguro que só a selecção para obter bons resultados e, às vezes, o único caminho para fixar mutações e caracteres, e dar lugar à aparição de novas raças de canários. Efectivamente, o "out-breeding", segundo a terminologia anglo-saxônica, o acasalamento de exemplares sem nenhum  tipo de consanguinidade produz-se muita “heterozigotia", mas a percentagem de indivíduos de óptima qualidade costuma ser baixo, ao redor de 15%, fruto de muitas vezes do azar nas combinações dos genes: não é, portanto, um método aconselhável , ainda que os indivíduos terão maior "vigor híbrido": maior resistência frente às doenças e frente a meios adversos, incluído o stress, comportamento e atitude, com mais viveza e actividade, melhor reprodução, etc., expressando o individuo com mais facilidade a constituição genética seleccionada para uma qualidade determinada. Entende-se por cruzamento 9 ou acasalamento de indivíduos de populações diferentes. Estes cruzamentos podem usar-se para diversos objectivos, como a introdução de genes novos (poderiam introduzir novidades no canto ou nas características morfológicas), substituição de umas estirpes por outras mediante cruzamentos absorventes (substituir uma estirpe por outra de mais valor, mediante retro-cruzamentos com a estirpe nova), utilização de certa complementaridade entre estirpes (conjunção de aspectos relacionados com o canto ou outros aspectos), utilização do vigor híbrido (para baixar o grau de consanguinidade em populações excessivamente consanguíneas), ou para formação de novas estirpes ou populações sintéticas (estirpes produto da síntese de outras duas ou três). As vezes, utiliza-se o termo de híbrido para denominar ao produto do cruzamento, intencional de não corresponder-se com o verdadeiro significado que tem esta palavra desde tempos antigos: cruzamento viável mas não fértil, de animais de duas espécies distintas, como é o caso do asno e da égua para produzir a mula.
Contudo, ao trabalhar com populações fechadas ou estirpes –como temos visto ser conveniente para o melhoramento genético dos canários de canto-, iremos aumentando o nível de consanguinidade progressivamente, em função do tamanho efectivo da população: número de reprodutores usados em cada geração.

 Falamos de consanguinidade ou endogamia quando existe um grau de parentesco entre dois seres vivos que pertencem à mesma espécie: estão relacionados através de um antecedente comum; isto  pode se ver analisando a árvore genealógica ou pedigree dos indivíduos, como veremos mais adiante. O efeito principal da consanguinidade é o aumento da homozigotia e diminuição da heterozigotia. 
Isto produz efeitos beneficiosos e prejudiciais na criação de qualquer animal, pelo que é um método de cruzamento que requer um equilíbrio entre estes dois tipos de efeitos. O efeito beneficioso mais importante da consanguinidade como método de reprodução é o de produzir um aumento do aparecimento da homozigotia de caracteres óptimos recessivos. Os efeitos negativos da consanguinidade são variados: perde-se "heterozigotia", dando lugar ao aparecimento de homozigotia de genes recessivos para factores letais e de genes recessivos e  com uma frequência superior ao normal, já que muitos destes genes permanecem ocultos em estado heterozigótico nas populações não endogámicas. A perca  do vigor híbrido, dá lugar à "depressão endogámica", caracterizada no canário por uma diminuição da capacidade reprodutora  uma menor postura, alterações da incubação e,talvez , menor qualidade dos ovos e do desenvolvimento  da descendência, diminuição do peso e do tamanho , a uma menor resistência às doenças, maior sensibilidade nas variações ambientais, diminuição da vitalidade, etc.
Para controlar equilibradamente a consanguinidade é necessário chegar ao estrito registo da mesma mediante uma árvore genealógica e utilizar programas de acasalamento sucessivos pré-estabelecidos para obter um grau desejado de consanguinidade. Em consequência, devemos usar para os nossos exemplares de canários uma ficha para apontar o pedigree; isto ajudará-nos a reconhecer o mecanismo por ele que se transmite um determinado carácter e o grau de consanguinidade nos acasalamentos que realizamos.



A consanguinidade está tipificada segundo várias classes; estreita ou "inbreeding": de primeiro grau -pais / filhos, irmãos/irmãs - e de segundo grau - avôs /netos e filhos de pai ou de mãe-; mediana, de terceiro grau -bisavô/ bisneto e tio-sobrinho- e quarto grau entre primos irmãos; e aumenta - desde grau 5º a 10º - que é a chamada "line-breeding".

Elementos que compõe a linguagem  da árvore  genealógica: O sexo masculino representa-se por um quadrado e o feminino por um círculo; as gerações representam-se por linhas horizontais e enumeram-se com números romanos, e cada membro de uma geração  numera-se com números árabes; os cruzamentos representam-se por um traço horizontal que une os casais, e do traço horizontal sai um vertical que abarca a todos os filhos ; com dupla linha representam-se os acasalamentos consanguíneos: cada carácter que se estuda representa-se preenchendo o quadrado ou círculo com um sombreado determinado. Na Figura 7, representamos a terminologia descrita.

6) CONCLUSÕES:


1) As características canoras que mostra um exemplar não são a expressão directa do seu genotipo, senão do seu fenotipo; isto quer dizer, da conjunção do genotipo com o meio ambiente a que esteve exposto; em consequência, é importante conhecer quais destas características formam parte do genotipo e se transmitem, e quais não se transmitem .

2) A canaricultura de canto Timbrado Espanhol requer uma sabedoria na eleição dos progenitores, mas também a arte de conjugar os factores ambientais óptimos para actuem sobre o génotipo  das crias.

3) As características de canto dos canários estão reguladas pela conjunção de numerosos genes que interagem entre sí, formando como uma rede; estes genes transmitem-se em conjunto segundo critérios de “Herança Quantitativa”, não segundo as leis de Mendel.

4) O “Genotipo” dos canários de canto regula a actividade canora através da função que realiza o “Sistema de Controlo do Canto” por meio dos “Núcleos Cerebrais” e a sua “Modulação Hormonal”; através, também, do controlo dos “Períodos Sensitivos de Aprendizagem”, da “Diferenciação Sexual Cerebral” e do ”Comportamento Social”.

5) A composição genética de irmãos dos mesmos  pais não é idêntica, devido ao processo de “Meiose”.

6) A rede de núcleos cerebrais, estimulada pelas hormonas sexuais, forma um “circuito” que permite ao canário chegar a possuir um canto estereotipado adulto, graças ao que memoriza o canto que ouve, compara-o com o que executa ele mesmo , e é capaz de adaptar mediante o treino o seu canto já memorizado: estes são os “Mecanismos Básicos do Canto”.

7) O melhoramento  genético dos canários requer seleccionar os indivíduos melhor dotados e acasala-los entre si , dentro de uma população fechada e uniforme .

8) A possível associação de uma morfologia determinada com uma óptima actividade canora, não é causal.

9) Não dispomos de dados objectivos que sustentem razoavelmente uma prioridade associada ao sexo na transmissão do canto.

10) A canaricultura mediante populações fechadas carrega a vantagem de conseguir  a homozigotia dos caracteres canoros óptimos; sem contudo, o risco de “Depressão Endogámica” obrigando a controlar o grau de consanguinidade; é necessário, pois, trabalhar com árvore genealógica e esquemas concretos de reprodução.

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