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terça-feira, 27 de novembro de 2018

Como se transmite a base hereditária do canto?


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É HEREDITÁRIO O CANTO DO CANÁRIO ?


A pergunta chave da que  deve-se partir é se o canto do canário é hereditário ou não. Uma das questões mais debatidas em etologia, ciência que estuda as pautas do comportamento animal, é precisamente a referida ao canto dos pássaros. 

Podíamos começar a citar autores e teorias, assim como experiências, mas só provocaria confusão ao leitor e converteriam numa difícil e tediosa tarefa a leitura destas linhas. 

Por esse motivo nos limitaremos-nos  a resumir as linhas gerais as que se desenvolvem no trabalho dos etólogos, ornitólogos e canaricultores mais prestigiosos que teem-se ocupado do tema.

Podemos distinguir três teorias, que, em definitiva, correspondem com as correntes maioritárias seguidas no seio da etologia num momento ou outro da sua curta historia.

1º) Em primeiro lugar, encontramos a aqueles que defendem que o canto dos pássaros é aprendido mediante a audição do canto de exemplares adultos.

2º) Por outra, outros autores consideram que o canto é inato e que as pautas para que este se desenvolvimento em cada espécie concreta dependem exclusivamente da herança genética.

3º) Em último lugar, encontramos uma postura ecléctica, intermédia, segundo na qual o inato e o adquirido ou aprendido se combinam-se. As pautas básicas do canto de cada espécie serem inatas mas existirá a possibilidade de enriquecer-lo mediante aprendizagem.

Num plano puramente científico a terceira teoria é a la mais seguida hoje em  dia e a que se corresponde em melhor medida com os estudos e experiências realizadas. Não há duvida de que o canto é hereditário, também pode haver uma parte aprendida, o que explica a habilidade que tem muitos pássaros de assimilar no seu canto aquilo que escutam, ainda que seja próprio do canto de outras espécies, ou inclusivamente aprender a imitar certos sons de pequenas aves no pequeno mundo que o rodeia . 



Este último extremo tem sido rectificado pelos ornitólogos nas suas observações de campo, chegando a assinalar espécies cujo canto nutre-se em grande medida de passagens de outras (os exemplos mais citados são o do estorninho pinto e o sinsonte americano). Também há famílias, como por exemplo ao das  aves passariformes da família das alaúdidas (cotovias, etc.), nas que a influência de umas espécies em outras da mesma família é patente, como aponta J. Roché. 

Em último lugar, há espécies que pela complexidade e riqueza do seu canto não só dificilmente copiam de outras sino que exercem uma clara influencia sobre elas (tal é o é o caso do rouxinol).


No plano da canaricultura, encontramos as seguintes posições, se bem la defensa de uma outra opção depende em muitas ocasiões dos próprios interesses dos criadores, já que uns tratam de justificar o seu sistema particular e outros por uma tendência, por uma valorizição determinada do cultivo da raça:


1º) Defensores da necessidade de utilizar canários adultos como maestros para educar aos jovens, já que consideram que o conjunto de giros que com conformam o canto da raça não se transmite geneticamente e é preciso que este seja inculcado através da audição dos citados professores. Esta posição não tem base científica alguma e qualquer criador pode observa-lo directamente na  sua casa.



2º) Aqueles que, ainda reconhecendo que o canto é hereditário, expõe a necessidade de complementa-lo com maestros. 

Esta postura supõe tomar ao pé da letra as conclusões de etologos e ornitólogos respeito aos pássaros cantores em condições naturais. Segundo o que tenho podido ler acerca do canário Malinois, em palavras de prestigiosos juízes internacionais da dita variedade, ou cultivo desta raça  baseia-se neste sistema de selecção. 
Se parte de uma base hereditária, que é a predisposição ao canto aquoso, e se complementa o repertório dos exemplares mediante a audição de um ou vários maestros, que em alguns casos estão especializados na execução de determinados tipos de giros. 

Isto explica o amplo repertório que possuem os exemplares de maior valia e o facto de que não existe ou limite de pontuação na raça belga.

Se bem as conclusões de etólogos e ornitólogos considero que são correctas e a postura dos criadores de Malinois está justificada pela origem e sistema de selecção da raça, não é admissível esta posição para o resto de raças de canários de canto. Devemos rejeitar esta postura, salvo no caso das excepções , ao considerar que o ensinamento com professores não só não é necessária ,mas que esconde, por parte da maioria dos seus defensores, a intenção de preservar o canto de exemplares de qualidade que já possuem, com o fim de evitar a incerteza que supõe ter que esperar até que o canto dos jovens canários madure. Esta prática impede a evolução do próprio canto do canário, posto que o pequeno canário  limitar-se-a a imitar o melhor que pode o canto do maestro. 



Por outro lado há que mencionar o tedioso de ter todos os anos o mesmo repertório canoro, com ligeiras variações no melhor dos casos, no nosso aviário.


3º) Em consonância com o exposto no parágrafo anterior, nós alinhamos com 
aqueles que defendem a todo o custo que o canto do canário é hereditário e que o trabalho de selecção realizado, com o objectivo de enriquecer o património genético canoro dos nossos canários e a variedade de repertório conseguida mediante o mesmo, fazem a desnecessária utilização de professores, já que supõe limitar as possibilidades de criação de novos giros e estrofes por parte dos nossos exemplares.

O método de selecção do canário Roller e do canário de Canto Espanhol (Timbrado), garantia que os exemplares destas raças transmitem a sua descendência toda a informação necessária para confeccionar um canto variado que reúna as características raciais exigidas pelos seus respectivos códigos.



Não obstante, há que realizar uma serie de qualificações a esta terceira postura. O canário pode realizar todo aquele som que o permita criar as distintas partes que compõe o seu complexo aparelho de canto, cuja a peça fundamental é o órgão de fonação, a seringe. A maior complexidade do aparelho de canto, maior capacidade interpretativa. 

Esta riqueza interpretativa não se limita só ao seu próprio canto, o canário é por natureza um, bom imitador [1], podendo, na maior parte dos casos, abandonar o repasso de seu canção para imitar ou copiar o canto de outros canários, voluntária (maestros) ou involuntariamente. 

Para favorecer que os nossos jovens canários consigam fazer aflorar o canto ao que os tem predisposto a herança recebida dos seus progenitores será necessário que evitemos que escutem o canto de pássaros adultos [2]. 

Podemos afirmar que o que o canário herda é a predisposição inata para  realizar una serie indeterminada, mas determinável, de giros, que se irán plasmando numa melodia através de um período de repasso, marcado pela morfologia, mais ou menos idónea, do exemplar e pelos factores que tem rodeado ao mesmo durante o processo de maturação [3]. 


Isto  faz que o canto dos jovens canários nos nossos aviários varie de um ano para outro, mas sempre guardando umas semelhanças estruturais; mais acusadas nas linhas trabalhadas em consanguinidade, ao supor que o trabalho destes, terá um maior cálculo numero de possibilidades canoras no animal: menor variação genótipica.


A riqueza genética dos canários de canto faz desnecessária  educação com professores, que supõe, como já temos apontado, empobrecer desnecessariamente o repertório canoro dos nossos exemplares, ao impedir que os canários jovens culminem na evolução do seu repasso, que sem duvida alguma traduziria-se  num canto distinto e com probabilidades certas de ser de maior qualidade que aquele que os temos forçado a imitar. 



A isto une-se que um exemplar educado com maestros não nos oferece as devidas garantias sobre o que vai  transmitir à sua descendência, o único que sabemos é a sua maior ou menor capacidade de imitação e assimilação, em relação ao que se tem incutido mediante a audição de exemplares adultos.

Em resumo do anteriormente exposto, o canto dos pássaros tem uma parte inata e outra adquirida, os criadores de raças de canários especializadas para a função canora buscamos o desenvolvimento da parte inata em detrimento da parte adquirida, com o  objectivo de desfrutar um padrão genético de canto o mais rico possível, que permita a nossos exemplares construir uma melodia baseada nos parâmetros de selecção desejados.

A maior parte das argumentações contrarias à base hereditária ou inata do canto de los pássaros que aqui defendemos, baseiam-se em conclusões erróneas extraídas a raiz de experimentos que, desde um principio, não ofereciam as adequadas garantias para conseguir seu objectivo. 

Por exemplo, citam-se frequentemente experiências realizadas com exemplares, de diferentes espécies, que tem sido colocados individualmente em lugares insonorizados e, incluso, descrevem-se experimentos baseados na observação de exemplares aos que se tem privado do sentido do ouvido. 
No primeiro caso, os exemplares isolados acusticamente realizavam um canto sumamente rudimentar, de grande pobreza e inclusivamente apreciava-se um claro infantilismo ou subdesenvolvimento no mesmo. 
No segundo caso, os exemplares surdos apenas conseguiam realizar um canto propriamente dito, mais bem emitiam uma sucessão de ruídos. 



Estes resultados faziam chegar à conclusão, para aqueles que os realizaram, de que o canto dos pássaros não era hereditário sino aprendido mediante a audição de exemplares adultos de sua mesma espécie.

Hoje em dia sabemos que para que o canto dos pássaros desenvolva é preciso que se deem a uma serie de estímulos que desencadeiam que o exemplar ponham em funcionamento os mecanismos físicos precisos que o possibilitem. Assim, a convivência de diferentes indivíduos num mesmo território ou voadora, faz-se que entre eles haja umas relações sociais nas que a rivalidade na hora de alimentar-se , de ocupar um determinado lugar nos poleiros, de estabelecer uma escala hierárquica, etc., façam aumentar os  instintos como o da territorialidade, fundamental para compreender o significado do canto, e que colocam em funcionamento as condições precisas para que se de o desenvolvimento hormonal que determina o processo de evolução do canto[4]. 



Um exemplar isolado carece por completo desses estímulos, o canto é uma forma de comunicação, com quem eles podem alcançar com a sua com comunicar se não tem outros congéneres com os que iniciam relações sociais, da índole que sejam? carece de estímulos externos que potenciem o desenvolvimento canoro.



A isto há que unir o feito de que os jovens pássaros  complementam-se entre si, aprendam uns com outros, durante o espaço de tempo em que o seu canto é só um repasso [5], os etólogos chamam a esta fase da evolução canora canção plástica, Já que supões um período de ensaio do que logo será o seu canto adulto ou canção estável [6]. 


Esta complementaridade entre os cantos dos canários novos é o fundamento de que não seja preciso utilizar maestros nos canários de canto, o trabalho do inato faz que com a só referencia do seu padrão genético podem-se alcançar belas e complexas melodias. A maior parte das espécies de pássaros que se utilizam nas experiências baseiam-se o seu canto de adulto, principalmente, no aprendido e por isso ao deixa-los isolados em grupo[7], sem adultos dos que podem copiar, seu canto, apesar de responder ao padrão básico da espécie, é muito menos variado que o dos exemplares que crescem em liberdade. 

Não se pode dar validade a umas observações feitas com pássaros de campo ou com espécies domésticas que não se tenham seleccionado para o canto.

Nestes casos  precisa-se a audição de adultos para conseguir canções mais ou menos complexas, mas é  pelo facto de que não tenha havido uma selecção que  atender aos padrões que utilizamos em canaricultura de canto. 


Quando se estrapola as conclusões baseadas em experiências realizadas com essas espécies a nosso campo de estudo, sem realizar as correspondentes formas/padrões, o único que estamos fazendo é confundir os criadores.
Como conclusão a este ponto, voltamos a repetir, já que não nos importa insistir uma e outra vez sobre o mesmo, que o trabalho dos canaricultores de canto  baseia-se em potenciar e desenvolvimento a base inata do mesmo, com isso criamos uma sólida base ou padrão genético para que os exemplares das respectivas raças sejam capazes de melhorar a variedade de repertório cada ano, sempre dentro das pautas de selecção das mesmas e sem ter que recorrer ao ensinamento  com maestros.

TRANSMISSÃO GENÉTICA DO CANTO

Neste ponto reflexionaremos acerca de uma série de questões de grande interesse para o canaricultor de canto, se bem que temos de advertir que em alguns casos trata-se de meras hipóteses de trabalho, ao não poder contar com uma confirmação científica do expressado. Referiremos principalmente dois temas:

1) Como se transmite a base hereditária do canto?.

2) Quem transmite mais o canto aos filhos, o pai ou a mãe?.

1) Como se transmite a base hereditária do canto?

Temos dito que o canário herda a predisposição inata para realizar uma serie de giros/gorjeios indeterminados que vão dando forma a uma melodia, através da influencia de factores tais como as condições anatómicas e as circunstancias em torno as quais se tem desenvolvido no animal.

A informação que determina os diferentes caracteres dos indivíduos se encontra-se, como já sabe o leitor, os genes, que ocupam um determinado lugar nos cromossomas, os quais encontram-se por casais, em estado diploide. 

Cada progenitor já que tem contribuem a sua prole a metade do seu conjunto dotação cromossómico, já que as gametas ou células reprodutoras tão só são portadores de um número haploide de cromossomas, a metade da constituição genética do animal. 
Do número total de cromossomas, dois constituem o par de cromossomas que marcam o sexo dos animais e por isso são denominados cromossomas sexuais, o resto são denominados autossomas. 
O número de cromossomas varia em cada espécie, no homem são 46, enquanto que no canário são 18, distribuídos em nove pares [8]. 

Retornando aos cromossomas sexuais, estes denominam-se X e Y, no caso dos mamíferos, e Z e W, no caso das aves.
Nos mamíferos, os machos possuem um cromossoma sexual X e um cromossoma sexual Y, as fêmeas  possuem dois cromossomas X, os machos determinam o sexo da descendência mediante o cromossoma sexual Y.

Nas aves ocorre ao revés, os machos possuem os dois cromossomas sexuais iguais, Z Z, e as fêmeas tem um cromossoma Z e um cromossoma W, com o que são estas as que determinam o sexo das crias. 
O número de machos e de fêmeas, na base ao anterior, deveria ser em teoria igual, como se vê na seguinte tabela:


_________________
CROMOSSOMAS Z W 

_________________
_Z Z Z Z W________
Z Z Z Z W_________


Da anterior tabela depreende-se que há o mesmo número de possibilidades de que saiam machos de que saiam fêmeas. 
Todos sabemos, por experiência, que o azar é caprichoso e que não sempre se obtém  o mesmo número de machos que de fêmeas. 

Isto serve para dar-nos conta de que apesar de ter que observar as leis da genética, muitas vezes, a aleatoriedade das combinações faz que os resultados não sejam os desejados e esperados.

O canto dos pássaros, em quanto que é perceptibilidade pelos nossos sentidos, é um desses caracteres externos que conformam o fenotipo, como já se tem apontado a lo largo destas linhas.
A função canora corresponde aos machos, as fêmeas não normalmente não sabem cantar, apesar de que há algumas que emitem uma serie de sons que nos recordam o repasso a canção plástica dos jovens machos, mas que não alcançam o tom e a intensidade do canto dos machos, nem as características musicais que se encontram,nas raças de canários especializados (ritmo, harmonia e melodia).

A principal causa de que são dadas nas  fêmeas cantarinas é um desequilíbrio produzido por um excesso de hormonas masculinas no sangue, muitas vezes da-se nas fêmeas adultas depois da temporada de criação ou nas fêmeas velhas. o feito de que a emissão do canto seja prerrogativa quase absoluta dos machos leva-nos a expor se é um carácter ligado ao sexo o um carácter de transmissão livre (cujos genes reguladores encontram-se nos autossomas, nos cromossomas sexuais), mas condicionado por aquele.
As consequências de uma ou outra posição são de crucial importância para o trabalho da base genética do canto do canário. 
Lamentavelmente, e num plano estritamente científico, não me é possível  decidir-me por uma ou outra postura. porém, como hipóteses de trabalho, parte-se de que os genes que regem o canto ( um ou vários casais), tal como o entendemos no nosso passatempo, transmitem-se ligados ao sexo, eles estariam localizados no cromossoma sexual Z. 

O padrão genético de canto transmitiria-se da mesma forma que qualquer outro carácter ligado ao sexo.

Mas ainda que seja essa hipótese fora correcta, não podemos duvidar do resto dos genes presentes nos outros 16 cromossomas do canário, que determinam aspectos tão importantes como os caracteres morfológicos o anatómicos do pássaro. Tão pouco devemos duvidar a influencia dos factores meio ambientais. Dois exemplares com a mesma combinação genética nunca seriam iguais por essa influencia meio ambiental (na qual deve introduzir-se o factor humano).

As suas características morfológicas fazem do canário uma verdadeira caixa de música, en la que si uma peça não encaixa de tudo, mal poderemos esperar que o som seja perfeito. O canário de canto requer-se de um tipo, que devera ser observado pelo criador. Cada raça de canários de canto tem uma estrutura morfológica típica, que é a que marca, junto a um aparelho de canto especial, as diferenças sonoras já conhecidas pelos aficionados. Deveremos seguir pelo standard da raça que cultivemos para realizar os cruzamentos. 


A este respeito e como característica geral dos canários de canto, amplia a sua capacidade peitoral, como não podia ser de outra forma, ao albergar um sistema respiratório muito desenvolvimento. 
Para terminar a referencia sobre a importância da anatomia do bom cantor, ressaltemos que por muita que seja a qualidade genética de um exemplar, não que se refere ao canto, se não se vê acompanhada de umas condições físicas e de um aparelho de canto adequado dificilmente poderá aflorar.

No referente aos factores externos ou meio ambientais, seria pretensioso tentar fazer uma relação de todos os factores que incidem no desenvolvimento do canário, dado que seria impossível enumerar-los sem duvidar de algum. 

Por isso diremos que o criador deve favorecer o correcto desenvolvimento físico de seus exemplares, tendo em conta que neste influem desde a forma em que a fêmea alimenta-os, até o mais ligeiro catarro. 
Também deveremos procurar, como já temos dito varias vezes, que nada possa desviar os jovens canários do desenvolvimento do seu repertório (repasso) .

2) ¿Quem transmite mais herditáriamente o canto dos filhos, o pai ou a mãe?

Entre os canaricultores encontramos dos possíveis respostas a esta questão:

Por um lado, encontramos a que chamo postura tradicional, que conta com um grande número de defensores e que durante muito tempo tem sido a resposta maioritária no seio do nosso passatempo para a pergunta levantada. 

Os seguidores desta forma de pensamento afirmam que é a fêmea a que mais influencia tem no canto dos filhos ou, dito de outro modo, a que maior informação aporta a seu padrão genético de canto, não é estranho ouvir ou ler que a fêmea influi uns 60% ou mais no canto da sua prole renovada.

Por outro lado e baseando-se nos conhecimentos científicos, em especial na genética, encontramos uma segunda postura que, frente à resposta anterior, carente de fundamento científico algum, explica que o canário, como todo ser vivo, recebe a partes iguais na informação genética dos seus progenitores. 
A consequência lógica disto é que a influencia no canto dos filhos se reparte a partes iguais, em teoria, entre ambos pais. 

Outra coisa é que por factores morfológicos ou por factores externos no canto do jovem canário se tenha  fazia um ou outro lado. 
Assim, por exemplo, quando morfologicamente o filho parece-se mais a um dos progenitores, cujos os genes terão dominado aos do outro, ou, também, quando este copia a melodia de outros exemplares, da linha paterna ou materna.

Podem dar-se dominâncias dos genes que regem a herança do canto de um dos reprodutores, tema do que deixa muito, por não dizer tudo, que estudar, mas isto ocorre tanto a respeito aos genes da mãe como aos do pai.
Não existe nenhuma regra geral que apoie que a mãe tem mais influencia que o pai no canto da sua descendência, nem ao contrario.

Quando a herança de um progenitor, no aspecto canoro, prima sobre a do outro, deve-se a circunstancias concretas, que não admitem generalização.

Aqueles que defendem na preeminência da herança materna sobre a paterna no canto fazem-no ao constatar o feito empírico e lógico de que o canto dos filhos é diferente ao do pai. 


Mas por isso é assim porque, na maior parte dos casos, é o fruto da interrelação de ambas heranças, independentemente de qual prima no caso concreto, no porque a fêmea  aporte más que o macho. Quando cruzamos um canário verde com uma canária amarela dá-se uma herança intermédia, produto da qual os exemplares resultantes são pios ou manchados, a distribuição das zonas lipócromicas ou melanicas produz-se ao azar, há exemplares mais verdes e exemplares mais amarelos, além disso, em ocasiões, aparecem exemplares verdes ou amarelos.
No exemplo anterior, podemos dizer que a herança materna influi mais na cor da descendência por apresentar estas zonas amarelas na plumagem ?. 
Da mesma maneira,vemos que há canários produto desse cruzamento em cujo plumagem prima uma cor ou outra, sem que haja outro motivo, em principio, é que haja azar para tal. 
O mesmo ocorre com a base genética do canto do canário, o azar determinará que domine a linha materna ou a paterna, ou que haja uma condominancia ou herança intermédia.

Podemos resumir todo o que foi dito até agora, dizendo que há que ter sempre presente a teoria, mas também temos que ter em conta que a teoria é isso, teoria, e que na realidade não se cumpre sempre,no máximo quando falamos de Genética. Imaginemos por um instante que conhecemos todas as características que podem aportar uns pais a sua descendência, oxalá fora possível, neste suposto sucederia o mesmo que se conhecemos todos os números que vão  integrar o desejado Gordo da Lotaria do Natal mas ignoramos a sua ordem final. O azar é caprichoso e por muito que o ego humano lo lamente, não está nas nossas mãos o controlo pleno sobre os mecanismos da herança. Ninguem pode saber, com absoluta certeza, que ao fazer um cruzamento, se o produto do mesmo vai ser bom, medíocre ou mau. 
Como se pode dizer “nunca se sabe de onde pode saltar a lebre”.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

PREPARAÇÃO DO CANÁRIO PARA O CONCURSO

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Um mês antes do concurso é necessário colocar os passarinhos nas suas gaiolas e selecciona-los por famílias,num lugar habitado onde exista movimento de pessoas, para que se acostumem às pessoas,
seleccionados por famílias, num lugar habitado donde exista movimento de gente, para que se ainda pareça mentira eles percebem perfeitamente, que um canário seja arisco ou não o seja, basicamente depende disto; é também importantíssimo como é lógico a limpeza destas gaiolas.

O canário, uma vez que se muda da voadora para a gaiola, é conveniente te-lo uns dias vendo se entre eles com objecto de que não sofra nenhum tipo de trauma ao ver-se num espaço tão reduzido, tudo isto sabeis, mas creio que muitos não o fazem. 

É muito importante manter a mesma alimentação da gaiola de voo ( voadora) e sobre tudo, na agua é recomendável dar um choque vitaminico com objectivo de que o STRESS que sofrem se torne mais suportável.

Durante una semana devemos te-los nesta situação sem move-los, faz finca pé, da habitação onde estão os canários, deve estar em plena luz natural e eles completamente destapados. 

Na semana deve-se começar o treino, nesse momento pode colocá-los com uma cortina o suficientemente translúcida para que tenham perfeita luz dentro do transportadora, mas que ao mesmo tempo  evite que se vejam entre eles. 

É muito importante que na hora de formar as equipas, os animais sejam da mesma família e comprovar durante o mês de treino se existe algum exemplar com notas agudas, ou repetitivas, este exemplar chegado no caso tiramos para fora do resto. 
Na formação das das equipas é aconselhável  colocar o canário de mais poder, de cativar (empuje=empurre) ou como quereis chama-lo, no posto nº 4 e o tenor no nº 1, os dois restantes devem ser se quereis, os acompanhantes destes dois.

TREINO:

O treino deve-se realizar diariamente, durante um período de um mês.
É recomendável tirar-los a distintas horas do dia, não é conveniente tirar mais de uma vez, coisa que alguns o fazem e não é bom para o pássaro.
Do alimento, o autor fala no seguinte:

Deve-se dar uma papa composta com um complexo vitaminico, cada um é livre de dar o que quer aos seus canários ; com o dito composto vitaminico mistura-se com biscoito moído, ovo, cenoura, etc.
O autor coloca farinha de aveia, e dá gérmen de trigo, coloca levadura de cerveja.

Quantidades que se quereis saber, é colocar um quilo de biscoito, 600 gramas de cenoura, 3 ovos duros e logo estendo isto sobre una bandeja, e vai pondo uma camada fina de farinha de aveia, outra de gérmen de trigo, outra capita fina de levadura de cerveja, 2 ou 3 gramas aproximadamente de complexo vitaminico, completaremos a alimentação como é lógico, com alpista e sementes.


As sementes preocupam-me muito, Xavier informou e confirmou ao autor que um amigo seu que é biólogo, que tem feito umas análises do nabo, e qual não foi minha surpresa que o autor crê que os fungos formam-se no nabo quando a germinávamos, mas este senhor disse que contem fungos no próprio nabo seco tal como vem; então como é lógico isto ao fígado afecta-o muito e faz com eles 
e se comproveis uma coisa, todo o animal que consume mais nabo que alpista normalmente são os que mais mais afectados no aparelho digestivo.
O que é conveniente, a cada animal, (isto foi ensinado ao autor o “Sneider”, que é igual... a uns gostam mais da carne e a outros o pescado, para o mesmo como é lógico uns comem mais alpista e outros mais sementes, outros mais papa) e por suposto, há que dar-lhes a suficiente quantidade do que eles gostam, colocando os meios oportunos para que não se machuquem.


TRANSPORTE:

Eu sofri com o transporte de meus canários,
na minha carne o que nenhum de vocês passou.
Eu vi os meus canários depois de levá-los de Múrcia para Vilhena, caírem de mortos intoxicados na maleta do carro, e isso não o podeis comprovar senão com alguns aparelhos especiais que demonstram-te o grau de toxicidade que possa ter essa maleta pela falta de oxigénio e por qualquer gás que se tenha filtrado, e que o possa determinar com exactidão. O que não falha é levar ao animal destapado no assento traseiro ou no carro onde possa ir o animal aberto. O autor não aconselha nunca a maleta-transportadora, nunca. Que seja transportadora e não se passa nada? 
Sim,mas Xavier, aqui presente, depois da viagem do outro dia, de Sevilha a Écija, com o seu irmão Paulo, disse:
“Tirei os canários para que os escutar e tinha-os todos afectados, todos, que fazer, não me disseste, que não cantam e a surpresa que me eu levei hoje é que cantaram”.
Outra coisa que vejo, que Madrid põe em prática, é que uma vez finalizado a viagem, o canário temos que tirar e coloca-lo numa voadora e colocar agua limpa para que tome banho e estique e faça um pouco de exercício, isso logo que se possa fazer em primeiro lugar.

Logo outro tipo de considerações a ter em conta são as que afectam uma vez situado na sala de julgamento e queira fazer finca-pé no seguinte, que não se faz e antigamente fazia-se rigorosamente e é o seguinte; normalmente em todos os concursos coloca-se tudo no mesmo habitáculo, todos os canários,neste caso, há que procurar dentro do possível que não tenham contacto visual, nem auditivo directo. 

Rafa, observou o autor em Sevilha, que o homem coloca-os as suas transportadoras uma cortina diante que ele recomendou porque nos sítios que se vai, que por exemplo e que não reúnem as condições do local, este, que é enorme e podem-se  situar como se querem e não visto, mas num sitio reduzido é muito importante isso que ele colocou Rafa.
Os exemplares antes de entrar a concorrer devem colocar-se em bateria uns 15 minutos, para que comam e deixar assim que iniciem um pouco o canto, fazendo movimentos com as mãos, 
vai ver que eles vão ficar assustados, mas isto não se faz nunca, nada mais que da transportadora à mesa e logo o animal disse, que cante o teu pai, porque é assim. 

Isto sistematicamente em todos os concursos antigamente realizava-o a organização, o canaricultor não entrava e o transportador, o que entrava os canários, previamente enquanto eles estavam a concorrer na sala de julgamento estava preparando a bateria dos que entravam a continuação.
Isto deve fazer-se. E logo já para terminar, normas que creio que devemos respeitar estritamente; enquanto dura o julgamento de uma equipa não se pode sair, nem entrar no local de julgamento, o momento oportuno é quando se procede na entrada e saída de exemplares.
Capítulo especial merece que a conduta do criador, durante o período de julgamento, já que deve aguardar com absoluto silencio por respeito aos juízes, para que possam fazem bem as avaliações e aos donos dos exemplares.
porque há que ter em conta que são as ilusões e o trabalho de todo um ano, como é lógico uma vez terminado o julgamento permite-se todo o tipo de comentários aos aficionados acerca das qualidades daquele ou do outro canário.


UTRERA 1998!! (1º parte)
Por Francisco Alarcón

quarta-feira, 25 de julho de 2018

O sol irradia diferentes ondas de radiação

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O sol irradia diferentes ondas de radiação, e aquelas cuja a longitude oscila entre 400 a 800 mm (nanómetros; 1 nanómetro equivale à milionésima parte de 1 milímetro), são visíveis em forma de luz enquanto as mais curtas e as mais largas são invisíveis. As ondas mais curtas que podemos perceber são os raios luminosos violetas.
A estas ondas seguem outras que já não são visíveis, e que por isso designam-se com o nome de ultravioletas.
Estas irradiações ultravioletas podem separar-se mediante um prisma, de igual modo como se separam as radiações visíveis.
As ondas luminosas visíveis classificam-se a simples vista como vermelhas, alaranjadas, amarelas, etc., com grande número de graduações intermédias, mas a pele humana e animal estabelece, todavia, diferenças mais finas entre as radiações ultravioletas invisíveis. 
Cada longitude de onda põe em actividade um diferente aparelho cutâneo e com distintos resultados, a saber: A dilatação de vasos: As ondas de 250 e 297 mm descompõem um aminoácido que denomina-se histidina, produzindo uma substancia que dilata os vasos sanguíneos.
A vitaminação: As ondas de 262, 270, 280 y 293 nm actuam sobre uma gordura cutânea denominada colesterina. A esta gordura adere-se numa relação de 50.000/1, uma segunda gordura, a ergosterina. 
Esta ergosterina transforma-se numa baixa acção das quatro ondas mencionadas em vitamina D. Fora do organismo, quando a ergosterina é irradiada com luz ultravioleta, por exemplo, submetendo no leite que contem ergosterina na acção de uma lâmpada apropriada de luz ultravioleta, forma-se também em vitamina D. Pela irradiação da ergosterina pode-se preparar artificialmente grande quantidade de vitamina D .
Sem a vitamina D é impossível que os organismos animais podem unir o fósforo com o cálcio para formar os ossos, nem tão pouco formar a queratina com suficiente dureza para integrar a composição do bico e as unhas, pés, penas, etc., de distintos animais, não estando isento o homem. 
Quando falta a vitamina D produz-se o raquitismo nos animais jovens e osteomalacia nos animais adultos, além de outras anormalidades bem conhecidas.

A REPRODUÇÃO
A luminosidade é necessária para a reprodução, e para o canto, já que este último é uma manifestação sexual. Para uma boa reprodução necessita-se um mínimo de horas-luz por dia. O encurtamento dos dias, ou seja o número de horas-luz, traz como consequência a diminuição da actividade sexual. Paralelamente, desencadeia o fenómeno da muda, que não é mais que a preparação para enfrentar-se com a nova estação fria.
Desde há muito tempo sabe-se que a luz estimula a produção de ovos nas galinhas domésticas e em outras aves. As crónicas referem que na antiguidade os chineses colocavam de noite uma vela acendida junto à gaiola dos canários para estimula-los a cantar mais.
Muito depois, a princípios do século vinte, os agricultores do estado de Washington, nos Estados Unidos, comprovaram que podiam aumentar a produção de ovos no inverno colocavam no galinheiro uma lanterna (lâmpada) acendida, durante umas horas, todas as noites.
Porém, no passado pensava-se que a função da luz era principalmente a de aumentar o “dia de trabalho” do animal. Actualmente, se considera-se que exerce uma acção fisiológica: a luz entra pelos olhos e/ou pela pele da ave e chega ao cérebro estimulando a glândula pituitaria que secreta certas hormonas causantes da ovulação.
Por este motivo, a iluminação artificial do aviário com uma potencia mínima de luz é extremamente importante.
Para as fêmeas , um aumento da extensão do dia durante o período de crescimento estimulará sua maturação em forma antecipada. ao invés disso, uma diminuição da extensão do dia durante o período de crescimento retarda a maturidade sexual.
A luz afecta o aparelho reprodutor das aves mediante um mecanismo que compreende o cérebro, a glândula pituitaria, a tiróide, as glândulas suprarrenais e as glândulas genitais (gónadas). Nas aves, a diferença dos mamíferos, não requerem a presença de olhos para ter uma reacção fisiológica da luz. Tem a capacidade de perceber a luz directamente pelo cérebro mediante mecanismos todavia desconhecidos. Galinhas cegas podem responder à luz e aperceber-se quando a luz acende-se ou se apaga.
Isto significa que a luz passa pelas penas, a pele e os ossos para chegar ao cérebro. 
Porém, todos estes tecidos superficiais servem para filtrar grande parte da luz e só nos cumprimentos maiores de onda (laranja-vermelho) penetram no cérebro. Por isso é que o sistema reprodutor responde unicamente na luz laranja-vermelha (para a ovulação), em vez disso no sistema de engorda (frangos de corte, por exemplo), respondem melhor na luz verde-azul.
Nos canários, a cor verde favorece muito na operação de incubação e a tranquilizar muito mais efectivamente aos animais, com o qual a reprodução faz-se mais estável e segura.
As investigações tem demonstrado que para as aves requer-se, pelo menos, 0,5 bujías – pés para uma reacção reprodutora mínima. Também é importante compreender que a reacção das aves a luz não depende da extensão do dia ou da noite.
Tem-se compreendido que tem um período de sensibilidade à luz, que ocorre uma vez cada dia (período de 24 horas).
Ocorre 12 horas depois de acender-se as luzes e dura por um tempo de 4 a 6 horas. 
Chama-se a isto a fase fotossensível do dia. A luz diurna aumenta gradualmente durante uma época do ano e diminui nas outras. As horas diárias de luz natural por mês são as seguintes:

Janeiro-------------------------------10 horas
Fevereiro----------------------------11 horas
Março--------------------------------12 horas
Abril----------------------------------13 horas
Maio----------------------------------14 horas
Junho---------------------------------15 horas
Julho ---------------------------------14 horas
Agosto-------------------------------13 horas
Setembro---------------------------12 horas
Outubro-----------------------------11 horas
Novembro-------------------------10 horas
Dezembro--------------------------9 horas


As horas de luz contam-se desde meia hora antes da saída do Sol até meia hora depois de ocultar-se o Sol. Cientificamente falando, a intensidade mínima de luz para a produção de ovos e de sémen das aves é de 0,5 bujías-pie, quer dizer, 0,5 lumen/metro quadrado.
Isto consegue-se dando 3,3 watts de luz por metro quadrado de chão ou parede a iluminar que, traduzido a uma forma mais entendivel equivale a montar um foco de luz branca de 40 watts a una distancia de 1,80 m do chão da parede a iluminar.
Como nas galinhas calcula-se sobre a parte detrás dos pássaros, para chegar até ao chão diz-se que o foco deve estar a 2 metros de altura (no caso das galinhas poedeiras para criação).
Para os canários, também poderíamos adoptar o mesmo critério, mais iluminando à parede. Se por exemplo, há que iluminar uma parede de 3 m de largura por 3 m de alto (9 mts. quadrados), necessitam 3,3 x 9: 29,7 watts, o que é cumprido com demasia colocando um foco de 40 watts.
Podem-se usar focos de 25 w  e até de 15 w, se é necessário para fazer uma boa repartição da luz.
 O cálculo que temos exemplificado fornecimento o mínimo de luz, de maneira que também pode colocar dois focos de 25 watts perfeitamente ou dois focos de 15 watts. 
Sempre há que fornecer um pouco mais de luz que a que fornece o cálculo porque os focos ficam sujos com o pó e dão diariamente menos luz que quando estão limpos. Os focos devem limpar-se todas as semanas.
Também podem-se usar tubos fluorescentes, mas é mais delicado limpa-los.
No folheto “CANÁRIOS: OPERAÇÕES DE MANEJO”, damos melhores detalhes do mecanismo da acção da luz. Aqui estamos só expondo a sua importância.


EM CONSEQUÊNCIA:

Os canários, como qualquer outra ave ou animal, necessitam de luz.
Carece de todo fundamento científico o negar toda a luz que necessitam as aves, sejam eles canários ou pombos correio ou qualquer outro animal, incluído o Homem.
Muitos criadores vivem com a morte pintada nos seus animais por falta de luz suficiente
A doença Crónica Respiratória, a tuberculose, o raquitismo, a osteomalacia são signos representantes da falta de luz. Muitos canaricultores buscam afanosamente a comida salvadora ou o remédio mágico que lhes solucione os problemas que só os soluciona a luz. Por conservar as cores lipocrómicas das canários descuidam as cores melânicas de outros e a saúde geral do plantel.
Os aviários devem dispor de amplas janelas para alcançar uma excelente iluminação, e sem isso não é possível, devem contar com instalação eléctrica adequada para subministrar luz artificial quando faz falta. Não há que preocupar-se tanto das cores lipocrómicas exageradas porque, justamente, são cores alcançadas através de uma pigmentação antinatural manejada pelo homem para embelezar os animais.
Mas não devemos descuidar a enorme acção beneficiosa da luz que favorece na pele, nas penas, aos ossos, na formação da melanina, ao bico, nas unhas, etc., do canário.
Favorece o canto, na actividade muscular, a actividade celular, a actividade sexual, na reprodução,na criação, etc. Façamos de nossos aviários um bosque cheio de vida e não uma habitação de doentes crónicos.
Não saturemos os locais com uma quantidade excessiva de animais, com odores estranhos a amoníaco, sulfeto , dióxido de carbono, odores a sementes, a material humedecido, etc. A vida estabelece-se com luz e ar, duas coisas que normalmente falta em demasia em alguns criadores de canários.


RESUMINDO

Dar ênfase a estes conceitos em favor da luz para uma melhor vida dos canários, quer dizer:
– Favorece a acção dilatadora dos vasos sanguíneos.
– Favorece a formação e acção da vitamina D.
– Favorece na pigmentação da pele,penas, unhas e bico.
– Favorece na desinfecção da pele.
– Favorece na imunização da pele e do organismo.
– Favorece na pressão sanguínea e no aumento muscular.
– Favorece a eliminação das células mortas da pele.
– Favorece ao embelezamento do corpo.
– Favorece na irradiação celular.
– Favorece na  do sistema nervoso.
– Favorece na hormona da claridade.
– Favorece o amadurecimento sexual e na reprodução.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Variação no tamanho dos ovos, a espessura da casca e do conteudo de metais e calcio nas cascas em relação com a ordem de postura e ou desenvolvimento embrional numa ave canora pequena

Resultado de imagem para Acrocephalus scirpaceus

Ainda que haja um numero considerável de estudos que examinam o efeito da ordem de postura dos ovos nos níveis de elementos e várias substâncias químicas, nenhum deles tem tido em conta a presença ou ausência do desenvolvimento embrionário nos ovos;
Neste estudo realizado mediram a  forma, tamanho e a morfometrıa (longitude, largura, volume e massa), a espessura da casca e as concentrações nas cascas e nos conteúdos  dos ovos com e sem embrião de cálcio e 10 outros metais (incluindo elementos essências: cromo, cobre, níquel, manganésio,ferro, cobalto, zinco e magnésio; e dos elementos não essenciais: chumbo e cádmio), através da ordem de postura dos ovos nos   Acrocephalus scirpaceus.

Encontraram um aumento significativo no volume dos ovos com  e sem embrião,e um incremento na longitude e na massa dos ovos com embrião com a ordem de postura. As analises confirmaram diferenças significativas relacionadas com a ordem de postura entre ovos com e sem embrião ́na concentração ́n dos elementos medidos nas cascas (Cu, Cd, Pb, Mn, Fe y Zn) e nos conteúdos dos ovos (Pb). As analises da relação ́n entre a ordem depois tais as concentrações de elementos medidos n as cascas revelaram um incremento significativo na concentração de Mg e Ca nos ovos com embrião,e uma diminuição significativa dos conteúdos de ovos sem embrião ou ́não,e de Cu,Cd, Mn e Co nos conteúdos com embrião.
Os  resultados indicam que a ordem de postura na presença de um embrião, n são os factores críticos  responsáveis da variação em algumas características da morfometrıa dos ovos e nas  concentrações de elementos nas cascas...

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

ELEMENTOS A TER EM CONTA PARA A CRIAÇÃO NORMAL DE CANÁRIOS

ELEMENTOS A TER EM CONTA 
PARA A CRIAÇÃO NORMAL DE CANÁRIOS









TRIÂNGULO DA VIDA  

















A obtenção de resultados positivos na criação e reprodução de qualquer espécie animal poderá-se obter só se o criador tem a capacidade de saber combinar da melhor maneira os três principais factores que determinam ao sucesso ou ou fracasso dos nossos objectivos, e são os seguintes : Alimentação, Património Genético e o Ambiente.

Estes três factores são representados, pelo conhecido geneticista Walter, mediante um diagrama e que o mesmo Sr. Walter denomina " O Triângulo da Vida "sendo o lado da base o que representa o património genético, um dos outros dois lados representam a Alimentação e o outro lado representa o Ambiente ( entendendo com este termino tudo aquilo que tem a com as doenças ,as curas, o clima, o tipo de aviário, o espaço territorial, o grau de humidade e de luminosidade e sobre tudo a atenção e capacidade do criador com os seus animais).
A superfície do triângulo representa o individuo e a dita superfície, obviamente variara (conseguintemente variará também as condições de saúde, de fertilidade, de adaptação ao ambiente. etc) se alonga-se ou se ainda encurta-se que seja um só do seus três lados.
O triângulo da vida; segundo o geneticista Sr. Walter representa-se com um triângulo ( A,B,C ) e cujos lados ( A,C, e B,C ) são iguais e na base do triângulo ( A, B ) e que representa ao individuo será maior e isto indica que o criador tem sabido coordenar os factores ( Ambiente, Alimentação, Património Genético) do modo mais racional, obtendo um resultado óptimo.


Em troca se o triângulo A-B-C, o lado A-C, é mais curto por causa de uma deficiência alimentar isto comportara uma menor superfície do dito triângulo. Para obter um óptimo resultado, todos os seus três lados deveram estar no perfeito equilíbrio para assim obter a máxima superfície da sua área.

Ao exemplo do triângulo A-B-C , de lados totalmente iguais e uma superfície máxima é a indicação clara de que o criador tem sabido coordenar ao máximo os factores que influenciam sobre o pássaro, já que este expressaram ao máximo todas as características de seu próprio património herdado, de saúde, de adaptação ao ambiente e poderá gozar de uma máxima fertilidade.


Se ao contrario, sobrealimentamos o pássaro ou o que damos  de uma alimentação errónea, obtém-se uma superfície menor, e que corresponde a uma menor vitalidade do sujeito em questão, com toda a consequência que isto trás.
Argumentações similares podem-se realizar para o lado que representa o ambiente e para o lado que representam o Património Genético.

Em definitivo para conseguir resultados positivos na criação dos nossos pássaros deveremos ter em conta se os três lados ou melhor dizer se os factores principais do triângulo da vida estão todos bem coordenados de modo que se possa obter a máxima superfície, ou as melhores condições que o possamos dar aos nossos pássaros e que este não possa expressar o máximo das suas possibilidades individuais.

Por isto os criadores que desejam obter do seu aviário máximo de satisfações deveram fazer todos os esforços necessários ao fim de que nenhum dos seus lados do triângulo os factores principais seja deficitário ou ao contrário exorbitante as necessidades vitais dos pássaros que criamos já que uma alimentação quantitativamente rica ou excessiva em certos princípios alimentícios , e que resulta contraproducentes.


A ) MEIO AMBIENTE

1º Higiene

2º Superlotação excesso de aves

3º Humidade (Bactérias-fungos-Esporas-Antibióticos)
4º Temperatura
5º Ventilação: é por diferença nivelada ou forçada.
6º Iluminação


B ) ALIMENTAÇÃO
1º Sementes: Mistura-hidratos de carbono
2º Papa : (Proteínas mais de 16%)
3º Agua
4º Verdura
5º Frutas
6º Sementes (germinadas ou fervidas)


C ) GENÉTICA
1º) Selecção
2º) Sanidade


Trataremos agora de explicar alguns dos factores que afectam a manutenção dos nossos exemplares e tudo aquilo que ocasiona inconvenientes no nosso aviário.

O primeiro problema que surge é a má alimentação, se relacionarmos os nossos costumes, com a forma alimentar europeia estas assemelham-se.

Uma maneira de poder dar-nos conta que isto é certo, é durante o período das festas de fim de ano, onde são comuns as frutas secas, os torrões, o pão doce, e outros produtos que resultam de um alto valor calórico, para a nossa época onde a temperatura é alta.


Ao contrário na Europa do Norte, esses alimentos são compatíveis já que eles tem uma temperatura muito baixa.
A raiz disto, faz-se o mesmo com os canários, não variamos a alimentação, segundo o clima que tenhamos.

Começamos a dar-lhes comida forte em Agosto-Outubro e continuamos ao começar a criação, e logo a temporada finaliza em Abril-Maio, e ocorre que a alimentação segue sendo a mesma que quando começamos (forte), com um alto poder proteico, por tanto, devemos baixar o consumo de proteínas segundo os meses.

O costume de estender a temporada da criação, em meses quentes e continuamos com a mesma alimentação forte. Não se tem trocado nos meses de temporada quente, ocasionando para os meses de Dezembro, Janeiro, Fevereiro, o exemplar acumule um excesso de proteínas o que lhes ocasiona as mal chamadas “pestes ” ou granos nas patas ou detrás da traqueia produzindo o tradicional boqueo (Fevereiro-Março)

Menciono que é um excesso de proteínas, devido a la informação recolhida durante muitos anos e provenientes de diferentes canaricultores, que comentaram ao autor que lhes davam biscoito tradicional ou elaborado comercialmente e aos que lhes adicionavam proteína e vitaminas, que na época de temperaturas baixas é correcto, mas não deve ser a mesma para os meses quentes.

O excesso produz-se porque da-se-lhes aos exemplares a mesma alimentação no inverno que no verão .

As proteínas acumulam-se e devido a que seu organismo não as consome sucede que de alguma forma tem que libertar, observando muitas vezes umas crostas nos dedos, que se colocarmos o exemplar ao ar livre, damos-lhe só agua e alpiste, o canário  salva-se e não morre. Em alguns casos temos referências que tanto o dedo como a unha não o perdem. Há canaricultores que curam essas cristas/crostas externamente, mas não tem em conta que no seu interior fica a infecção.
Se num exemplar uma crosta sai por dentro da traqueia, essa crosta aumenta e que produz é uma  asfixia parcial até que bloqueia a sua respiração totalmente (boqueo). A este canário não se  pode salvar com antibióticos ou outros remédios já que o grano por natureza cresce e o asfixia e ao tentar dar-lhe algum remédio, como este não pode tragar afoga-se e morre.
Sobre alimentação: baseia-se em tudo o que foi mencionado anteriormente que é a má alimentação nos meses quentes, considerando que não é o único que pode prejudicar a criação dos nossos exemplares, também há que ter em conta as seguintes condições normais para a boa manutenção do plantel, que será apresentada abaixo.  
Baseando-nos numa escala de 30 dias, temos durante todo o mês uma alimentação de semente e agua aos 100%, logo encontramos uma percentagem de 33% em higiene, baseando-se numa limpeza cada 2 dias.A Respeito a estar superpovoado temos 6 exemplares por metro cúbico como máximo. Se colocamos 1 ou 2 exemplares mais por metro cúbico, produz-se um superpovoamento.
Se um aviário tem 5x3x3 mts. = 45 mts cúbicos, teremos uma capacidade de 270 exemplares com crias incluídas (se saírem uma media de 3).
Para ter este aviário temos que colocar 50 casais em criação , e assim obtemos 150 crias, estando no limite normal destas dimensões.

Mas nós nestas dimensões colocamos 100 gaiolas em criação. Se utilizamos o mesmo conceito que o anterior teremos 500 exemplares no aviário e por conseguinte a população aumentará ao 12 exemplares por metro cúbico, em vez de 6 exemplares, elevando-se ao dobro do exposto, onde aparecerá a falta de oxigénio e o ar estará viciado, começando assim os riscos de excesso de população super .

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Humidade : aproximadamente entre 50% a 70% seria a adequada para a época de criação. Se temos escassa humidade haverá problemas com os ovos que estão em incubação, pois estes perdem humidade e a câmara de ar aumenta seu volume e desloca-se para o embrião um lado do ovo até asfixia-lo, isto ocorre a partir do décimo dia de incubação. 
Além disso um ambiente muito seco favorece ao desenvolvimento dos vírus. Uma alta percentagem de humidade, resulta prejudicial já que no aviário aparecerão fungos, aumentaram as bactérias,terão mais parasitas, etc.

Para os aviários que não são de planta baixo por não ter tanta humidade recomenda-se com um borrifador para  molhar os ovos, ou bem fabricar vapor, colocando um recipiente com agua fazendo-a ferver e procurando ter o ambiente ventilado.


Temperatura : temos uma percentagem entre 25º a 35º que é o aconselhável para lograr o clima perfeito, caso contrário poderiam apresentar  inconvenientes, pois o excesso de temperatura modifica o meio ambiente, isto podemos-o modificar aumentando a ventilação.


Ventilação : É a ventilação de um aviário “ar puro”, com um percentagem mínima de troca total de ar cada 20 minutos, ou salvo que tenhamos uma ventilação permanente, caso contrario temos superpopulação. A falta de oxigénio e uma elevada temperatura fazem subir as bactérias, os fungos e  nos descontrola-nos  o aviário .
Ao aparecer tudo isto, começamos a dar-lhes antibióticos e podemos notar que se descontrola de tal forma que começam a morrer os exemplares. Para evitar todo isto devemos recrear o clima novamente e retirar os exemplares mais doentes para outro sitio.

Alimentação de papa  : é suficiente fornecer nesta época de repouso, que será suficiente com um copo pequeno por exemplar, uma ou duas vezes por semana, na época de criação deve-se dar a quantidade necessária todos os dias. 
Bactérias : aqui a percentagem não se relaciona com as que tem o exemplar dentro de seu organismo. Devem sempre apresentar uma percentagem maior que a dos antibióticos a administrar porque se os valores de antibióticos superam ao das bactérias, matamos a vida e o exemplar não reproduz.
Relacionamos aos antibióticos com anti-vida (das bactérias).

Caso contrario é o dos probióticos, que são os estimuladores das bactérias.
O ponto de vista do autor  é que nunca se deve dar antibióticos salvo em casos necessários e pontuais.
O uso abusivo de antibióticos, produz bactérias cada vez mais resistentes a estes, não resultando efectivos ao administra-los. Recordamos que os antibióticos não são vacinas, não previnem doenças infecciosas, só as tratam. 

Administrar preventivamente antibióticos, não resulta e é ineficaz, senão também prejudicial, aumentando assim a margem de erro , já que muitas vezes não o necessitam e obstaculizamos o verdadeiro quadro de doença.

Há  canaricultores utilizam-o sistematicamente e não tem problemas, mas o que não alcançam a descobrir que tem uma superlotação isto é excesso de canários no aviário e que se não o combatem com antibióticos morrem-se  os exemplares.

Tem um desequilíbrio de bactérias, fungos, etc. e devem equilibrar-lo com os antibióticos. Nem todos os canaricultores pode diagnosticar este problema.

Devem ter em conta que nem todos os aviários são iguais já que um canaril com um meio ambiente normal não apresentará problema algum, salvo em casos particulares onde se deve administrar doses de antibióticos para tratamento do exemplar doente.

Tanto a orientação, como a localização (em piso térreo  ou primeiro andar ), a limpeza e a humidade, são factores que se devem tratar de manter um aviário, para assim ter um equilíbrio perfeito.


Não resulta o mesmo criar um exemplar em San Juan, Salta, Bs. como., ou Mar de prata , porque os climas variam segundo os meses e a região.
Por isso devem adaptar esta nota ao lugar da zona em que se encontram.
Controlo parasitário ( interno ): como mínimo desparasitar-los uma vez ao ano, que normalmente é quando regressamos dos concursos campeonato.

Quando um exemplar tem parasitas estes alojam-se em diferentes lugares do mesmo, mas ao eliminarmos levam uma porção de tecido animal.
Lá temos que administrar algum tipo de pro-biótico para recompor a flora intestinal. 

Controlo parasitário (externo): Neste caso deve-se administrar aos exemplares com uma gota de IVOMEC ao bico e 5 partes de PROPIRENGLICOL misturados, que você  pode administrar com um hisopo na coxa ou rabadilha, que ao deitar suavemente entra o medicamento para a corrente sanguínea. Com isto evitaremos piolhos na criação, piolhos de pena e as tradicionais escamas nas patas. 
Temos que tomar a precaução de realizar este tratamento depois do período dos campeonatos, já que ao estar exposto os nossos exemplares podem regressar infectados.

Este processo  deve-se realizar a todos os exemplares se for em dias contrários poderiam não fazer efeito,  já que se trazemos um exemplar de outro local, todo o trabalho será em vão  porque a vacina tem um poder residual de 72 horas.


Proteínas : Em épocas de repouso só uns 15% do contrario teremos um excesso de proteínas que é que a causa de muitos problemas para o plantel.

Na época de criação para canários até aos 18% de proteínas .

Descontrolo 
Alimentação : agua e semente, que senão as trocamos  todos os dias deterioram-se e sujam produzindo stress por falta de agua e micoses por sementes podres.

Higiene : Se a limpeza do canaril é 2 vezes por cada 10 dias notaremos um leve descontrolo ao que o sumamos a excessiva humidade, os fungos, as bactérias que proliferam e a superlotação que resulta é prejudicial.

Superlotação  : se colocarmos mais exemplares do que realmente deve-se, produziremos uma superlotação; 18 exemplares por metro cúbico produz superlotação e com a excessiva humidade que produzem no meio ambiente declinará.

Alimentação  : como já dissemos na época de repouso é suficiente com uns 15 % de proteínas administrado 3 vezes por semana. Se excedemos a percentagem de proteínas e a frequência da mesma, produzirá-se um excesso proteico que produzirá, seguramente, ácido úrico o qual provocará crostas nas articulações e outro males.

Bactérias : Quando estes aumentam por distintos factores já vistos, é necessário a administração de antibióticos, mas ¿quem disse até quando e quais?
O canaril  que tem um foco de infecção devem administrar doses de antibióticos, o que distorce o meio ambiente do canaril. Só devemos recorrer aos antibióticos respeitando o anteriormente dito e receitados por profissionais.


Controlo parasitário : Alguns dão todos os meses anti-parasitários e antibióticos deduzindo que há um problema no aviário, mas realmente não se sabem se é necessário a administração  de ambos medicamentos. 
Mas pensamos no que estamos falhando e asesorémo nos com alguma pessoa idónea.

Proteínas : No inverno e na época de criação estes podem chegar até ao 18% e no verão não só há que dar-lhes os 10% que é suficiente, com o que evitaríamos inconvenientes no canaril. Evidentemente qualquer destes factores ao variar, produzem um efeito cascata donde que descontrola-nos todo o plantel.

Resultado de imagem para canarios carmelitas

GENÉTICA:Respeito ao item de genética  o autor não fará referência aos cruzamentos sistemáticos em si , só tratará sobre a genética que todo o canaricultor deve saber primordialmente, que é a observação dos exemplares que não rende as condições desejadas: se uns canários que fenotípicamente são muito bons e os filhos saem  com tara ou defeitos há que saber detectar que dos dois é o problema, (trocando-o com distintos casais ).
Isso seria a genética que todos devemos interpretar ao colocar os canários em criação “a observação” e “ os resultados” para assim detectar estes defeitos.

1º) A selecção dos machos e as fêmeas  que vão ser acasalados (acasalamento), o macho sem duvida deve ser um exemplar que pelo  seu canto, tenha demonstrado ser herdeiro de una extraordinária seringe mas além disso pela variedade do seu canto, haver herdado igualmente um cérebro com um bom desenvolvimento da área cerebral do canto.
Se é importante a selecção do macho é por igual ao da fêmea, já que contribuirá com um 50 % da transferência hereditária de um bom canto. 

Como a fêmea não canta a transferência hereditária deve assumir-se, da qualidade de canto do seu pai, de maneira pois, que a selecção das fêmeas fará-se-a  pelo  conhecimento que se tenha da qualidade de canto do seu progenitor .

É motivo de desqualificação a presença de olhos vermelhos, penas frisadas ou a presença de factor vermelho. Não são motivo de desqualificação, ou popa , ou la cola em forma de abanico que apresentam alguns exemplares

2 º) Saúde : quando incorporamos exemplares, devemos observar a saúde porque exemplares sãos no seu fenotipo podem procriar filhos doentes genotípicamente, exemplos: intestinal, respiratório, (fígado). Isto pode-se detectar observando no exemplar, uma mancha negra ou cinzenta escura no abdómen ( fígado alargado).
Não deve apresentar doenças nas vias respiratórias, para isso deve auscultar-se aproximando o peito do canário ao ouvido se apresentar assobios ou som crepitantes (ruído crepitante, semelhante ao que produz-se ao torcer-se o cabelo) o exemplar deve ser separado. verificar-se de que não apresente defeito ou doenças no bico.
Tamanho-Proporção e Forma.
Considerará-se muito bom o exemplar que tendo uma longitude de aproximadamente de 13 a 15 cm. presente as seguintes características:
Cabeça: redonda, grande, bico curto, cónico com base grande, olhos vivos e brilhantes, localizado na linha imaginaria do fecho do bico.
Cuello proporcionado ao largo do corpo.
DORSO: largo, deve formar um único bloque com as asas, que devem apoiar-se natural e simetricamente sobre a base da cola. Visto de perfil deve formar uma linha quase recta com o pescoço e da cola.
COLA: em sua justa medida, relacionada com o corpo, nem curta nem larga.
PATAS: devem ser fortes e robustas, em sua justa medida, com dedos fortes e seguros no agarrar o poleiro.
PEITO: visto de perfil deve ser redondeado e visto de frente, largura.
IMPRESSÃO GERAL:
Neste ponto envolve-se as condições de higiene e saúde do exemplar e em suma  todos os demais considerando que formam em conjunto a la unidade estética do canário.
Dará certamente óptima impressão o canário que além de ser perfeito , e se apresente perfeitamente limpo e saudável .
Uma vez observado estes itens, procederemos a colocar em criação os nossos exemplares.
De tudo isto, comparando e analizando o autor chegou à conclusão que não se deve subministrar antibióticos indiscriminadamente e que há que adaptar-se às condições climáticas do lugar que temos.
Cada criador deverá adoptar isto ao seu meio ambiente e corrigir aquilo que o clima do seu lugar requeira.
Autor :JUAN ANTONIO MESSINA
Juez de F.A.C.

Canarios timbrado floreado