terça-feira, 24 de julho de 2018

Audio, Educação e Confusões



Uma das consequências do uso de meios digitais para a educação dos canários timbrados é a distribuição indiscriminada de audios, motivado principalmente pela naturalidade com que isto se faz com qualquer tipo de material digital e porque a maior parte dos que distribuem não são os criadores do material que distribuem pelo que não há sentimento de culpa algum, pelo contrário, para eles tudo está plenamente justificado, em alguns casos com a desculpa de ajudar os outros . Longe de querer entrar neste áspero assunto  para evitar ferir susceptibilidades desnecessariamente, e por isso até aqui deixo-o como introdução.

O fácil acesso a muitos audios ou giros/gorjeios por parte de uma grande base dos aficionados por um lado tem ocasionado que muitos aficionados, em especial os que começam os usem sem realmente entender a cabalidade que estão usando como modelo de educação para os seus canários.

O autor está de acordo em proporcionar uma base para o começo, para incentivar o crescimento do  passatempo e um nível mínimo de competitividade, e com este propósito neste mesmo blog facilita-se a descarga de dois audios, mas isto é muito diferente da distribuição indiscriminada e massiva de todo material que se obtenha de qualquer fonte. Esta base deve ser trabalhada com a orientação que cada criador lhe queira dar.

Ironicamente, um bom audio, com a combinação e com uma boa genética (i.e. canários seleccionados por capacidade para a aprendizagem), pode obter algum criador para fazer alguns prémios sem querer conhecer conhecer o código de canto (que não consiste unicamente, de passo em identificar todos os giros/gorjeios).

Por um lado, encontraremos aficionados satisfeitos com os resultados obtidos e por outro lado outros frustrados pelas pontuações alcançadas pelos seus exemplares, alguns ainda que ainda "partindo a cabeça" para explicar-se o motivo.




Um bom audio é o ponto de partida e nesse sentido deve estar correctamente adaptado na capacidade de aprendizagem do seus exemplares, pode fazer mas hacerlo mais patente, um audio que pode funcionar às mil maravilhas num canaril pode fazer mediocremente em outros ou pior ainda pode causar estragos.

Uma das maneiras de garantir a adaptabilidade é na selecção dos exemplares pela sua capacidade de aprendizagem tratando na medida do possivel, claro está, de não trocar radicalmente a estrutura do audio e minimizar na variabilidade dos giros/gorjeios que o compõem.

A impaciência e o desespero por obter prémios ocasiona em trocas radicais no audio, ainda que si entender suas consequências, e na introdução de exemplares a direita e esquerda para atingir o tom no ano seguinte. o autor reserva-se a opinião sobre esta maneira de proceder, no imediato e o facilitismo predominam sobre as virtudes principais dos canaricultores; a paciência e o trabalho. Os prémios devem ser uma consequência do trabalho e não o produto de um atalho ao produto final, e que, obtendo desta forma, é de natureza efémera e volátil.


Infelizmente a comercialização de exemplares está associada ao resultado nos concursos e já sabeis o resto da historia.

Todos temos que vender ou oferecer exemplares ao final de cada temporada por um tema de capacidade de manejo, mas uma coisa muito distinta é essa, em contraposição na necessidade imperiosa para alcançar uma ficha decente ou um prémio para melhorar um melhor preço de venda.

Difícil é competir em alguma disciplina sem compreender o cabal do regulamento que regula , é como jogar ao futebol só dando pontapés na bola com o objectivo de mete-la na baliza contraria, sí, esse é o principio básico, mas para poder jogar correctamente deves saber que é um “fora de jogo”, um penalti ou uma mão.

Igual sucede com tudo e a canaricultura de canto não é a excepção, se não se conhece o código de canto cometem-se erros, alguns em termos de composição outros em termos de estrutura e interpretação.

Um dos erros mais comuns, sobre tudo para aqueles que começam é a confusão entre giros/gorjeios e cito os mais comuns.

1.-Confundir floreios lentos com floreios, sendo os primeiros de natureza descontinua e os primeiros semi-continua. É o ritmo de emissão o que os diferencia. Os audios geralmente estão mais orientados para os Floreios lentos que para os Floreios, e o aficionado tende erroneamente a pensar que uma boa qualificação em Floreios Lentos gera uma equivalente em Floreios.

2.- Floreios Lentos com Cascavel: o som da cascavel deve apreciar-se claramente, o do Floreio normalmente ser o esforço de tratar de imitar uma nota que é um pouco “antipática” para alguns aficionados já que geralmente degenerar-se facilmente com o "cio" e está muito correlacionada com o timbre metálico sendo a excepção aqueles exemplares que possuem em cascavel e não em timbre metálico. 
Por outro lado, a posição de pico e seu movimento na emissão da Cascavel são uma ajuda visual infalível.

3.- Há execuções deficientes, boas e muito boas: o feito que um exemplar execute um giro/gorjeio não significa que tem uma pontuação de forma automática, há que avaliar COMO ou executa, tem cloqueios francamente maus, outros bons e outros muito bons, é por isso que há uma escala para qualificar cada giro/gorjeio, isto pareceria ser ignorado por alguns aficionados. A dicção é muito importante para a avaliação do giro/gorjeio, ao igual quando uma pessoa fala não é o mesmo que pronuncie uma palavra de forma devida ou que a encurta incorrectamente, certamente entenderemos o que digo, ainda não o disser correctamente, mas não por isso podemos dar-lhe a mesma valorização.

4.- O audio é a ficha, uma ficha deficiente limitará os resultados:
Se o audio contem defeitos, é muito possível muito possível que os exemplares que aprendam dele também isso.
De igual maneira se o audio só contem certos giros/gorjeios, é muito provável que os gorjeios dos nossos exemplares se circunscrevam a eles, se este é a sua única fonte de aprendizagem.

Outras virtudes necessárias e desejadas, dependem mais das capacidades genéticas dos exemplares que da sua disposição no audio objectivo, todos aqueles criadores que tem já educando com audio sabem de sobra que cada exemplar interpreta e executa a sua maneira o material de aprendizagem e um dos aspectos que mais se valorizam é a qualidade dos exemplares.

Um exemplar mal acasalado entre dois giros/gorjeios diferente podem gerar uma falta na hora da execução. A capacidade de improvisação é também uma característica notória dos bons exemplares, i.e. começar a execução do repertório de uma maneira distinta em cada ocasião como normalmente fazem alguns exemplares.

Desafortunadamente para los detractores dos sistemas de educação os exemplares educados NÃO SÃO IGUAIS, todo o contrário, existem muitas diferenças entre cada exemplar como bem sabemos os que usamos esta metodologia. Agora bem, não desaproveitemos a oportunidade de imprimir o nosso toque pessoal e distintivo a nosso audio objectivo, porque, ¿Que mérito tem usar o trabalho de outro? Nenhum.

-



- Crias canários? - ¡Que raro és jovem! - Mas porque fazes?  Coleccionas? –

Devo reconhecer que, antes estas perguntas, salvo contadas excepções, a minha paciência esgota-se em forma exponencial. Tudo isto, claro está, depois de ter tratado de responde-las, no passado, da maneira mais didáctica possível a fim de incorporar algum aficionado mais a las filas da ornitologia desportiva e em particular as do canário timbrado. Depois da cara estupefacta do nosso interlocutor, que demonstra um desconhecimento absoluto da paixão da ornitologia, sucede-se a típica pergunta de quantos tens e se estão todos juntos ou algo parecido.

E em última instância,olham-te, como se de um louco se trata,e possivelmente despedem-se com uma palmadita no ombro e umas palavras suspiradas a título de murmúrio:

- Que bem jovem, não tinha nem ideia que existe esse passatempo – Uma vez  afastam-se em busca de outra pessoa para conversar além dos seus temas  quotidianos.
Possivelmente, a partir de aí te convertas e num bicho raro e em qualquer conversação donde intervenha  o nosso surpreendido interlocutor inicial normalmente salta ou :

- Ah não sabes qual é o passatempo deste? 
Cria canários e treina-os que cantem raro . ¡Não pode ser! – 
salta o outro - e como é isso? - e ai vamos como no monopólio quando cais na famosa "casa" VÁ DIRECTAMENTE PARA A PRISÃO. Entende-se um pouco da opressão?

E é que se não é outro que disse que o seu avozinho criava uns canários fabulosos ou que tem um colega no metro que é campeão ou tem umas pombas com a la cola rara, e com isso vais um pouco mais salvo, para eles não és um psicopata, senão que pertences a um clube de loucos.
E de novo o autor sente-se como Bill Murray quando soa o despertador no “el día de la marmota” (um filme  que ninguém deveria perder).

O certo do caso é que a paixão pela canaricultura desportiva se mesma paulatinamente por diferentes factores, e comento alguns:

Disponibilidade de espaço (-): O autor é um dos poucos que quando vai num carro vendo edifícios  fixo-me particularmente nas varandas e vou tratando de estabelecer a sua potencialidade como possíveis aviários. irracional?

Pode ser, não sei se é paixão ou já há  rasgos de fanatismo.
Faz uns anos a paixão pela criação de aves era muito mais comum e não soava a ser estranha à  maioria das pessoas, a migração da população rural a las grandes cidades junto com a redução, em alguns casos minimalista, da superfície dos apartamentos que constituem-se em um desafio para um desafio  para os criadores de aves e em particular a dos canários de canto.

Não se trata só de encontrar um espaço milagrosamente, além disso terá que contar com o consentimento do teu conjugue, além que há que contar com que nenhum membro da comunidade que vive no teu piso ponha uma queixa pela contaminação sonora que as tuas aves ou teu sistema de educação (se aplica) produzam.
Que dizer da utópica necessidade de dispor de três espaços: criação, adultos e educação(ou não educação).
A disponibilidade de espaços, sem duvida, uma condição crítica, necessária mas não suficiente.

Falta de divulgação (+): Ainda quando em termos gerais, a divulgação tem sido um dos aspectos que tem evoluído positivamente, pela grande potencialidade que encerra. A divulgação da  paixão que se tem constituído um autêntico salva-vidas, não só da canaricultura desportiva senão de muitas outras paixões ou passatempos.

As publicações em blogs ou em diferentes instâncias de redes sociais como Facebook, YouTube, WhatsApp, Instagram e muitas outras, permitem-lhes a outros aficionados desde qualquer lado do mundo compartir experiências em forma de multimédia em forma quase instantânea, é assim como os interessados conhecem os resultados de qualquer concurso, fotografias ou vídeos dos eventos ou ler algum artigo de algum entendido sobre algum tema de interesse.

No passado, ter acesso, na profundidade e amplitude de recursos, da forma em que se dispõe actualmente era impossível, apenas alguns artigos em revistas unicamente disponíveis “no papel” (analógicas, seria ou  término “respectivo” actual) e algum que outro livro eram os meios disponíveis para que o interessado criador aprofunda sobre seu gosto em particular.
O foco da divulgação mediante as redes sociais foca-se numa audiência cativa ou a grupos de aficionados que ao menos mostram interesse no tema, mas não na audiência potencial, e esta é a  forma de fazer crescer o "passatempo".

Neste sentido, a divulgação mediante reportagens televisivas e notas de imprensa que servem para despertar o interesse das pessoas com interesse potencial mas carentes da iniciativa ou dos meios para começar com o passatempo.
Outro médio de alto potencial, mas em menos preço por sociedades e aficionados é a exibição de exemplares nos concursos. 

Desafortunadamente a exibição é uma prática em desuso, os aficionados sempre andam com pressas e a duras penas levam seus exemplares a concorrer e os retiram apenas terminam de ser julgados, este pragmatismo permite suster a participação do passatempo existente mas fraco favor para o futuro.
Quem não se recorda no passado os aficionados com as mãos entrelaçadas fazia atrás, observando e escutando os exemplares premiados e fazendo perguntas sobre as suas virtudes canoras, talvez a não exibição nos concursos careça de aplicabilidade em concursos de baixa participação, mas sim naqueles de renome e com alta afluência de criadores.





Claridade Conceptual
Um dos principais  propulsores de qualquer passatempo é a clarificação de objectivos que se persegue e que ao fim ao cabo o sentido de competitividade entre os aficionados.
O desconhecimento do código ainda por parte dos novos aficionados e outros não tão novos conduz a desacertos na condução dos aviários que ultimamente incidem no fracasso nos concursos. 

Os poucos aficionados que se incorporam no passatempo, eles geralmente vão pela mão de amigos e colegas cujas tendências e conhecimentos condicionam o principiante numa determinada direcção, situação que só muda se produzir uma evolução na compreensão da canaricultura de canto e o concede espaço, a sua vez, a seus gostos pessoais.
Nos aspectos positivos, a realização de workshops e conferências que divulgam e contribuem no esclarecimento de conceitos básicos do passatempo.
Em traços gerais, a claridade conceptual na canicultura de canto continua sendo uma assinatura pendente.



Divide e Perderás: desde muito antes de seu reconhecimento como raça, o canário timbrado espanhol (e todos os nomes que o queiramos colocar para dizer que isto é outra coisa) tem sido objecto de acesas polémicas e sistemáticas desqualificações pelos aficionados pertencentes às diferentes tendências.

Nunca houve pleno acordos e sempre algum experiente tornou e politizou o passatempo para fins narcisistas ou de protagonismo pessoal.
Esta permanente e  fonte esgotadora de desacordos em torno do timbrado espanhol tem mudado muitos aficionados que preferem evitar a polémica permanente e a intolerância dos seus protagonistas em favor da tendência da sua preferência.

Pode-se falar de outros aspectos que influem positivamente como bastião de um nutrido sector deste passatempo como o é na difusão e o acesso aos sistemas digitais de educação,contudo, em termos gerais a amplitude de opções, a falta de claridade e a falta de uma visão comum nos métodos e no objectivo final (apesar da negação de alguns) são factores de bloqueio importante para o crescimento desta paixão.

Talvez na situação actual seja o produto da constante exacerbar pela evolução e não na busca do perfeccionismo do já claramente definido, tudo isto claro está, ocultando um individualismo pouco favorável ao colectivo do passatempo.

Definição de Giro em português




giro /Giro
(grego gúrosoucírculoespaço circular)

prefixo

Exprime a noção de movimentoespecialmente movimento circular (ex.: autogirolevogiro).

Palavras relacionadas:
.

gi·ro 
(grego gúrosoucírculoespaço circular)

substantivo masculino

1. Movimento em torno de um eixoem torno de si mesmo ou em volta de um objecto. = ROTAÇÃOVOLTA

2. Movimento circular de quem passeia (ex.: vamos dar um giro). = PASSEIOVOLTA

3. Uso de palavras desnecessárias ou evasivasrodeio de palavras. = CIRCUNLÓQUIODIVAGAÇÃO

4. Orientação.

5. Circulação (de letras de câmbio).

6. Movimento comercial.

7. Tarefalida.

8. Percurso feito para vigiar algo ou para distribuir ou recolher alguma coisa. = RONDA

9. Turno ou vez de uma actividade.

10. [Portugal: Madeira]  Título de transporte recarregável da área metropolitana do Funchal.

11. [Jogos Jogo de quatro parceiros no bilhar (dois contra dois).

adjectivo

12. [Portugal]  Bonitolindo (ex.: saia gira).

13. [Portugal]  Elegante (ex.: estás girahoje).

14. [Portugal]  Interessantecom qualidade (ex.: livro giro).

15. [Portugal]  Que tem qualidades positivas (ex.: ele teve uma atitude gira).

16. [Geometria Diz-se de ângulo que mede 360 graus. = COMPLETO

Palavras relacionadas:
.

ge·rir Conjugar

verbo transitivo e intransitivo

Administrardirigir (negócios).

Palavras relacionadas:
.

gi·rar Conjugar

verbo intransitivo

1. Dar voltas em torno do seu eixo.

2. Descrever uma curva.

3. Andar em giro.

4. Circular.

5. Ir andandoser levado.

6. Andarter circuitoter cursocorrer.

7. [Informal]  Passear.

8. [Figurado]  Agitar-selidar.

9. Negociar.

verbo transitivo

10. Circundarpercorrer em volta.

11. [Brasil]  Endoidecerficar maluco.

Palavras relacionadas:
giracircularcocãogirotegirogirarpercorrergravitar



"giro", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/giro [consultado em 24-07-2018].

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Valorização do canto



III - Valorização do canto.

1.- Questões chaves na valorização do canto.
O primeiro passo a dar pelo juiz quando um canário começa a cantar, uma vez considere que o exemplar se ha metido en canto (cogiendo la entonación adequada e definindo os diferentes giros/gorjeios ou variações) como requisito prévio e imprescindível prévio para uma correcta valorização, é analisar a canção emitida atendendo as características das suas qualidades sonoras e musicais.

Lembrar o seguinte  :

1.1.-Qualidades do som.

  1) Tom: O feito de que o canário de Canto Timbrado Espanhol seja a raça que emite no seu canto um registo tonal mais elevado e que considera-se como tenor dos canários (sendo o barítono o Malinois Waterslager e o baixo o Harz Roller) não quer dizer que as suas canções sejam estridentes ou desagradáveis ao ouvido, todo lo contrario.
O registo tonal do Timbrado deve ser quanto mas amplo melhor, para assim poder em jogo os seus imbatíveis dotes musicais, através das mais belas e complicadas modulações vocais.
Não deve haver no canto trocas bruscas de tonalidade que possam dar lugar a sons que rompam a linha melódica da canção, bem por excesso (estridências) ou por defeito (tom excessivamente pobre).

2) Intensidade: A intensidade do canto deve ser em todo momento a adequada.
O canário deve jogar com a potencia ou força da sua voz, com o que que se consegue uma série de matizes musicais que embelezam extremamente o canto. Deve evitar-se a emissão de giros/gorjeios ou canções tanto com um grau de intensidade demasiado alto, que resultaria em estridências, com  um grau de intensidade pobre.

 3) Timbre: Já sabemos que o timbre é a qualidade que personaliza ou som e  permite-nos identificar a seu emissor.
No canto de todo o canário encontraremos passagens, principalmente, de três tipos de timbre ou sonoridade: metálica, oca e aquosa.

Nas raças de canários de canto encontramos uma sorte de especialização, com clara relação com o registo tonal que possuem :

__________________________________________________
Raça                         Registo tonal              Timbre metálico    
Timbrado                  Alto                              Metálico                
Malinois                   Médio                          Aquoso                   
Roller                       Baixo                            Oco                        


Como vemos, o timbre de voz do Canário de Canto Timbrado Espanhol é, por definição, brilhante, metálico; ainda que tambem encontramos no seu canto partes de timbre ou sonoridade oca e aquosa. A maior variedade e contrastes, mais atractivo resulta seu canto.

1.2.- Qualidades da música.

1) Ritmo: O ritmo de emissão do canto do Timbrado Espanhol deve ser quanto mais
pausado melhor.

2) Melodia: Enquanto a sucessão de sons ligados com sentido musical, deve ser
rica e variada.

3) Harmonia : dado que a harmonia é um dos conceitos que se considerar na ficha de julgamento
 que se mencionará dela mais adiante.

2.-Três perguntas a responder.
Para começar a analise e valorização dos diferentes gorjeios/giros que o canário expressa
na sua canção devemos responder a três perguntas:

1) QUE GORJEIO / GIRO DISSE O CANÁRIO?

2) COMO O DISSE?

3) ONDE O DISSE ?

3.-Valorização dos gorjeios/giros.

1) IDENTIFICAÇÃO DO GORJEIO/GIRO :

 Responde à 1ª pergunta.

a) A Análise do texto fonético (consonantes e vogais) para determinar de qual das
distintas variações do canto o nosso canário se trata.
Nesta tarefa serve-nos tarefa uma classificação dos gorjeios/giros em atenção a composição do seu texto fonético (limitado ou ilimitado).
Nos gorjeios/giros de texto fonético limitado se realizar-se-a  a identificação através das consoantes e vogais típicas que os configuram.

b) Estudo do ritmo de emissão (continuo, semi-continuo e descontinuo), já que há gorjeios/giros que comparten nas mesmas consoantes e vogais e só se podem distinguir atendendo à sua  cadencia de emissão. Neste sentido consideraram-se:

 Gorjeios/Giros de ritmo continuo: aqueles que nos dá a impressão de que o som sucede-se sem sem solução de continuidade;  sucede-se sem solução de continuidade; ao nosso ouvido que é capaz de discernir as diferentes sílabas que o canário produz-se pelo denominado fenómeno de persistência sensorial (nosso cérebro cree estar escutando um mesmo som continuo).

Gorjeios/Giros de ritmo semi-continuo: en éstos nuestro ouvido já pode distinguir cada
uma das sílabas que compõem  o gorjeio/giro, apesar de emiti-las de forma muito próxima entre si.

Gorjeios/Giros de ritmo descontinuo: a separação entre as diferentes sílabas ou palavras do gorjeio/giro são ainda mais marcadas (denominamos palavras aos diferentes sons que constituem um gorjeio/giro ou variação e que estão formados por duas ou mais sílabas misturadas).

Esta classificação não deve ser considerada rigidamente, já que um mesmo tipo de gorjeios/giros  pode ser emitido com ritmos diferentes.
Por exemplo e como excepções que confirmam a regra, os cloqueios, al igual que os floreios, podem ser emitidos com ritmo semi-continuo ou com ritmo descontinuo.


2) ANÁLISE DO GORJEIO/GIRO:

Responde à 2ª  3ª preguntas.


a) PUREZA DA DICÇÃO :

-Deficiente: apenas distinguem-se as consoantes que intervém no gorjeio/giro.

-Regular: O som das consoantes prima sobre as vogais.

-Boa: Equilíbrio na pronunciação de consoantes e vogais.

-Muito BoaAs consoantes percebem-se claramente mas prima o som das vocais, fazendo que o som resulte mais suave e agradável.

b) Forma de emissão :

-Ter em atenção ao tom: recto ou modulado (ascendente, descendente ou ondulado).
Se consideraram-se de mais valor os gorjeios/giros emitidos de forma modulada, sendo a sua ordem de mérito de maior ao menor valor o seguente:

a) Modulação ondulada;
b) Modulação descendente; e
c) Modulação ascendente.

-Em atenção à intensidade: (matizes musicais ou modulação da intensidade, consistentes na capacidade do exemplar para jogar com a intensidade do som do gorjeio/giro; exemplo in crescendo, in descendo, forte,
fortissimo, piano, pianissimo, etc.)

-Em atenção ao ritmo: capacidade do exemplar de alterar o ritmo musical do gorjeio/giro (por exemplo: aumentando ou diminuindo a cadencia de emissão).

-Complexidade fonética do gorjeio/giro (em atenção a las consoantes e vocais que intervém  no mesmo).
-Duração do gorjeio/giro: a duração do gorjeio/giro não pode ser nem muito breve nem muito
prolongada.

c) BELEZA: MUSICALIDADE INTRINSICA (do gorjeio/giro em si mesmo) e EXTRÍNSECA
(do gorjeio/giro dentro da canção ou melodia do canário).

4.-Aplicação das pontuações.


Sendo todas as pontuações correspondentes aos diferentes gorjeios/giros ou passagens da
ficha de julgamento três ou múltiplo desta quantidade, isso leva-nos a considerar como prática técnica no julgamento  os seguintes detalhes:

1º) Quando há varias formas de emissão de um mesmo tipo de gorjeios/giros, a valorização realizar-se da forma mais fria e objectiva possível, atendendo à qualidade media dos mesmos.

Temos de evitar ser benevolentes pela presença de gorjeios/giros de extremado valor junto a outros medíocres ou defeituosos ou, ao contrário, demasiado severos ao considerar os defeituosos por encima das virtudes.

2º) Só se pontuaram aqueles gorjeios/giros que tenham, como mínimo, uma qualidade aceitável ou suficiente.
Os deficientes, quando não constituíam motivo de penalização, não se tomaram em consideração salvo para matizar a pontuação daquelas outras variações realizadas pelo exemplar e enquadradas no mesmo apartado da ficha de julgamento.

3º) A escala de pontuação dos diferentes gorjeios/giros divide-se em três escalões:

a) O primeiro terço da escala de pontuação será atribuído aqueles que os gorjeios/giros que se
consideram regulares, suficientes ou aceitáveis.

b) O segundo terço da escala de pontuação será atribuído  aqueles gorjeios/giros que se
considerem bons.

c) O  terceiro terço da escala de pontuação  será atribuído aqueles gorjeios/giros que se
consideram muito bons, excelentes o superiores.

4º) A pureza da dicção e a forma de emissão do gorjeio/giro determinará ou escalão ou
terço da pontuação.

5º) A beleza ou musicalidade do gorjeio/giro servirá-nos para ter uma forma da pontuação final.

continua brevemente...

quinta-feira, 3 de maio de 2018

ANTIBIÓTICOS NA CRIAÇÃO ?SIM OU NÃO ?

RECONOCER TIMBRADOS AUTENTICOS - Reconhecer timbrados autênticos.

ELIMINAR EM 30 SEGUNDOS ÁCAROS ETC

Vinagre de maçã para desparasitar canários

Ajo en el agua a los pajaritos - agua com alho aos canários

COMO LIMPIO LOS HUEVOS DE EXCREMENTO -como limpar os ovos com excremento.

LA CRIA CONTINUA CON DIFICULTAD - A criação continua com dificuldade-2018

LOS 3 GRANDES PROBLEMAS DE LOS MACHOS - Os 3 grandes problemas dos machos

COMO HE SOLUCIONADO LA CRIA - Como o autor solucionou o problema da criação.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Iniciação : Sinergia na apresentação de lotes individuais



Quando se organizam os lotes em equipas, o objectivo principal é a homogeneidade do canto especialmente no tom e intensidade, "persegue-se" a percepção da harmonia e o cantar em uníssono. 
Quando você escolhe os canários de um lote individual o ênfase deve estabelecer-se em destacar as virtudes individuais de cada exemplar a ser julgado tomando em conta, obviamente, a compatibilidade em términos de registo tonal. 
Fraco favor nós fazemos se colocarmos num lote de individuais exemplares com variações muito significativas em intensidade de voz provocando que um dos exemplares prácticamente anule a dos seu(s) companheiro(s) ao cantar. 

Isto é um dos princípios básicos que a maioria dos aficionados domina. Possivelmente estabelecemos nos nossos lotes no principio da temporada dos concursos e salvo que o resultado seja pobre nós geralmente não devemos alterar a arquitectura do lote (“se não estiver estragado, não o arranje”).



O objectivo é que o juiz possa valorizar os atributos individuais de cada exemplar, no interessando tanto la simultaneidade na execução contudo, desde que confeccionamos os lotes estabelecem-se um grau de interacção entre los integrantes do mesmo, em muitos casos de dominância por parte de um dos canários, situação que não é fácil de reconhecer já que os exemplares efectivamente cantam e podem até “render” para o aficionado. 


Deve-se avaliar  constantemente (especialmente entre concursos) o repertório em termos de extensão e qualidade variando a ordem, trocando  companheiros e variando os lotes entre dois e três integrantes buscando a combinação que faça ressaltar a todos seus membros.

Uma vez que fixamos um lote, se há problemas geralmente é só mudar a ordem e só se um dos exemplares não canta ou não rende buscamos substituir o exemplar. Tudo o que foi mencionado parece óbvio, mas só torna-se patente se há problemas nos concursos, eles geralmente não são analisados as diferenças em extensão e qualidade de repertório que possam resultar de encontrar “a combinação perfeita” que maximize os resultados. 

E ainda sim segue-se o processo, em principio,deve-se rever periodicamente, já que a evolução dos exemplares podem variar acelerando-se para algum deles através de um produto que produza estimulo sexual antecipado.

Este último caso pode ocasionar que o exemplar encelado lastre a seu parceiro 
ou que lo opaque (ainda que de forma muito subtil) impedindo a execução da totalidade do seu repertório em termos de extensão e qualidade. 
Um factor que contribui a redução deste última ressalva é o uso de exemplares de idades similares. 
Em resumo, é necessária e a constante reavaliação  dos lotes na procura máxima de rendimento dos exemplares e por fim dos resultados nos concursos.

in Timbrados Panamá
Resultado de imagem para Bom ano de 2018

quinta-feira, 29 de junho de 2017

O canto do Canário Descontinuo - Canário Cantor Español

Estamos numa fase do canto, donde os jovens canários começam a dar os seus primeiros passos, os mais adultos, nascidos em Fevereiro-Março, começam a soar melhor. 
Os mais mais atrasados, destas ninhadas, pois vão a um ritmo mas inferior. Vão ao seu ritmo.
O bonito de trabalhar nesta raça e com este sistema de trabalho já enumerado e explicado é que conseguimos dois objectivos todos os anos:

- Um canto diferente em cada temporada.
– Um canto diferente em cada grupo/ voadora.

Pode-se adicionar um terceiro objectivo, que esta implícito nos outros dois e que hoje vou falar:


UM CANTO NÃO ESTEREOTIPADO.


Todas as raças de canto estabelecidas tem-se caracterizado por ter um canto estereotipado, isto quer dizer umas notas ou gorjeios/giros determinados com a sua pronunciação fonética adequada e sobre tudo com uma determinada composição fonética. 
Por isto mesmo, muitas delas, tem feito de seu método de trabalho para a preparação dos seus jovens canários a copia, chama-se emprego de canários adultos chamados canários "maestros" adultos ou gravações destes na sua melhor época ou pior ainda, gravações informáticas com o repertório dos distintos gorjeios/giros. 
O sistema de trabalho é simples , criar canários com boas faculdades para cantar e para copiar. Por ultimo assegurar-nos que tenham sempre disponível a copia e para isto pois lo idóneo e as gravações do canto todas as horas do dia. Com este método de trabalho esta claro que o canto do canário vai ser parecido se não igual ao que nós o colocamos na copia ou gravação. 
Desta copia o canário creia ou copia sua canção. 
Trabalhar assim, por outro lado totalmente respeitável, não vou ser eu quem diga o contrário, implica como sempre umas vantagens e os contras. 
Estamos apostando por dar-lhe todo o valor ao factor meio ambiental, preparando os canários com o canto que queremos que copiem. Estamos sem duvida estereotipando o canto. 
Cada ano, vamos a obter uns resultados parecidos, se não iguais, e um canto em conclusão semelhante com poucas variações. 
O objectivo é emitir umas determinadas notas ou gorjeios/giros, com uma estrutura fonética delimitada e quando melhor seja a reprodução desta, melhor será o resultado.
Se tem como objectivo um canto estereotipado.
A vantagem a meu entender, que temos os que trabalhamos com esta raça é que não queremos um canto estereotipado. 
Essa é a conclusão mais grande e importante.
Queremos que cada ano, cada ninhada, cante de maneira diferente e que nos surpreenda cada ano com coisas boas e também más, que de tudo há. 
Para isso estamos a apostar por reduzir ao mínimo o factor da copia, evitando-a em todo o possível, chamam-se pais-padres, gravações ou outros pássaros de canto.
Apostando pela capacidade genética que tem os canários desta raça de emitir determinados sons que por ultimo formam uma canção e um canto meritório, com uma musicalidade própria do talento de cada individuo o grupo.
Os giros/gorjeios ou notas da nossa ficha, são realmente importantes e que dão potencialidade ao canto que queremos obter nos nossos canários, são basicamente dois:

Adornos lentos e Adornos compostos. Ambos são gorjeios/giros de composição fonética ilimitada e de máx . Pontuação 19 pontos
O qual é completamente lógico, com o que queremos deste canário. 
https://lh6.googleusercontent.com/proxy/ENpq6ODoFhBps6Cq0gESmfkjgeKcOOiYa-CfK3SLR4viESDn5jrFf7GYny_pshlAWbDoY2WFLZxjXuNUAVwsCuJGS9nc2jgrsXOkrbXVKvyRHnw=s0-d




Um canto não estereotipado, que temporada atrás temporada nos surpreenda, não só de ano em ano, senão de grupo em grupo cada ano.
Seguindo a analise da ficha. 
Observa-se que há outra secção de gorjeios/giros de transição e outro de gorjeios/giros de agua. 
Com uma pontuação máx. de 4 pontos.
Desta maneira estamos primando a emissão de notas ou gorjeios/giros de composição fonética ilimitada frente aos de composição fonética limitada, chamam-se gorjeios/giros de agua e transição, muito mais fácil , habituais e pouco meritórios.
Noutras secções da ficha de julgamento, qualificam-se em base as particularidades do exemplar ao cantar, isto quer dizer as suas faculdades, voz, dicção, musicalidade/complexidade e por último a variedade que possa ter este exemplar no seu canto.
Na zona das faltas, encontram-se as rascadas, estridências, nasalidades, excessiva prolongamento dos gorjeios/giros e precipitação. Aqui logicamente tenta-se penalizar todos os sons que soam mal ao ouvido .
A presença de gorjeios/giros ou notas de emissão continua, será penalizada e o dito canário não será pontuado como pertencente a esta raça.
É uma ficha de acordo com o que procura, ao que nos gosta.
Em resumo: 
Canário de grande voz, dicção, musicalidade, lentidão e que se baseia na sua canção em gorjeios/giros de composição fonética ilimitada, chame-se adornos e adornos compostos emitidos de maneira descontinua desterrando e penalizando os giros contínuos dos nossos canários.
Resumindo mas todavia:
Um canto não estereotipado que ano atrás ano que nos surpreenda de grupo em grupo
traduzido Pedro Boavida

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Variação no tamanho dos ovos, a espessura da casca e do conteudo de metais e calcio nas cascas em relação com a ordem de postura e ou desenvolvimento embrional numa ave canora pequena

Resultado de imagem para Acrocephalus scirpaceus

Ainda que haja um numero considerável de estudos que examinam o efeito da ordem de postura dos ovos nos níveis de elementos e várias substâncias químicas, nenhum deles tem tido em conta a presença ou ausência do desenvolvimento embrionário nos ovos;
Neste estudo realizado mediram a  forma, tamanho e a morfometrıa (longitude, largura, volume e massa), a espessura da casca e as concentrações nas cascas e nos conteúdos  dos ovos com e sem embrião de cálcio e 10 outros metais (incluindo elementos essências: cromo, cobre, níquel, manganésio,ferro, cobalto, zinco e magnésio; e dos elementos não essenciais: chumbo e cádmio), através da ordem de postura dos ovos nos   Acrocephalus scirpaceus.

Encontraram um aumento significativo no volume dos ovos com  e sem embrião,e um incremento na longitude e na massa dos ovos com embrião com a ordem de postura. As analises confirmaram diferenças significativas relacionadas com a ordem de postura entre ovos com e sem embrião ́na concentração ́n dos elementos medidos nas cascas (Cu, Cd, Pb, Mn, Fe y Zn) e nos conteúdos dos ovos (Pb). As analises da relação ́n entre a ordem depois tais as concentrações de elementos medidos n as cascas revelaram um incremento significativo na concentração de Mg e Ca nos ovos com embrião,e uma diminuição significativa dos conteúdos de ovos sem embrião ou ́não,e de Cu,Cd, Mn e Co nos conteúdos com embrião.
Os  resultados indicam que a ordem de postura na presença de um embrião, n são os factores críticos  responsáveis da variação em algumas características da morfometrıa dos ovos e nas  concentrações de elementos nas cascas...

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

ELEMENTOS A TER EM CONTA PARA A CRIAÇÃO NORMAL DE CANÁRIOS

ELEMENTOS A TER EM CONTA 
PARA A CRIAÇÃO NORMAL DE CANÁRIOS









TRIÂNGULO DA VIDA  

















A obtenção de resultados positivos na criação e reprodução de qualquer espécie animal poderá-se obter só se o criador tem a capacidade de saber combinar da melhor maneira os três principais factores que determinam ao sucesso ou ou fracasso dos nossos objectivos, e são os seguintes : Alimentação, Património Genético e o Ambiente.

Estes três factores são representados, pelo conhecido geneticista Walter, mediante um diagrama e que o mesmo Sr. Walter denomina " O Triângulo da Vida "sendo o lado da base o que representa o património genético, um dos outros dois lados representam a Alimentação e o outro lado representa o Ambiente ( entendendo com este termino tudo aquilo que tem a com as doenças ,as curas, o clima, o tipo de aviário, o espaço territorial, o grau de humidade e de luminosidade e sobre tudo a atenção e capacidade do criador com os seus animais).
A superfície do triângulo representa o individuo e a dita superfície, obviamente variara (conseguintemente variará também as condições de saúde, de fertilidade, de adaptação ao ambiente. etc) se alonga-se ou se ainda encurta-se que seja um só do seus três lados.
O triângulo da vida; segundo o geneticista Sr. Walter representa-se com um triângulo ( A,B,C ) e cujos lados ( A,C, e B,C ) são iguais e na base do triângulo ( A, B ) e que representa ao individuo será maior e isto indica que o criador tem sabido coordenar os factores ( Ambiente, Alimentação, Património Genético) do modo mais racional, obtendo um resultado óptimo.


Em troca se o triângulo A-B-C, o lado A-C, é mais curto por causa de uma deficiência alimentar isto comportara uma menor superfície do dito triângulo. Para obter um óptimo resultado, todos os seus três lados deveram estar no perfeito equilíbrio para assim obter a máxima superfície da sua área.

Ao exemplo do triângulo A-B-C , de lados totalmente iguais e uma superfície máxima é a indicação clara de que o criador tem sabido coordenar ao máximo os factores que influenciam sobre o pássaro, já que este expressaram ao máximo todas as características de seu próprio património herdado, de saúde, de adaptação ao ambiente e poderá gozar de uma máxima fertilidade.


Se ao contrario, sobrealimentamos o pássaro ou o que damos  de uma alimentação errónea, obtém-se uma superfície menor, e que corresponde a uma menor vitalidade do sujeito em questão, com toda a consequência que isto trás.
Argumentações similares podem-se realizar para o lado que representa o ambiente e para o lado que representam o Património Genético.

Em definitivo para conseguir resultados positivos na criação dos nossos pássaros deveremos ter em conta se os três lados ou melhor dizer se os factores principais do triângulo da vida estão todos bem coordenados de modo que se possa obter a máxima superfície, ou as melhores condições que o possamos dar aos nossos pássaros e que este não possa expressar o máximo das suas possibilidades individuais.

Por isto os criadores que desejam obter do seu aviário máximo de satisfações deveram fazer todos os esforços necessários ao fim de que nenhum dos seus lados do triângulo os factores principais seja deficitário ou ao contrário exorbitante as necessidades vitais dos pássaros que criamos já que uma alimentação quantitativamente rica ou excessiva em certos princípios alimentícios , e que resulta contraproducentes.


A ) MEIO AMBIENTE

1º Higiene

2º Superlotação excesso de aves

3º Humidade (Bactérias-fungos-Esporas-Antibióticos)
4º Temperatura
5º Ventilação: é por diferença nivelada ou forçada.
6º Iluminação


B ) ALIMENTAÇÃO
1º Sementes: Mistura-hidratos de carbono
2º Papa : (Proteínas mais de 16%)
3º Agua
4º Verdura
5º Frutas
6º Sementes (germinadas ou fervidas)


C ) GENÉTICA
1º) Selecção
2º) Sanidade


Trataremos agora de explicar alguns dos factores que afectam a manutenção dos nossos exemplares e tudo aquilo que ocasiona inconvenientes no nosso aviário.

O primeiro problema que surge é a má alimentação, se relacionarmos os nossos costumes, com a forma alimentar europeia estas assemelham-se.

Uma maneira de poder dar-nos conta que isto é certo, é durante o período das festas de fim de ano, onde são comuns as frutas secas, os torrões, o pão doce, e outros produtos que resultam de um alto valor calórico, para a nossa época onde a temperatura é alta.


Ao contrário na Europa do Norte, esses alimentos são compatíveis já que eles tem uma temperatura muito baixa.
A raiz disto, faz-se o mesmo com os canários, não variamos a alimentação, segundo o clima que tenhamos.

Começamos a dar-lhes comida forte em Agosto-Outubro e continuamos ao começar a criação, e logo a temporada finaliza em Abril-Maio, e ocorre que a alimentação segue sendo a mesma que quando começamos (forte), com um alto poder proteico, por tanto, devemos baixar o consumo de proteínas segundo os meses.

O costume de estender a temporada da criação, em meses quentes e continuamos com a mesma alimentação forte. Não se tem trocado nos meses de temporada quente, ocasionando para os meses de Dezembro, Janeiro, Fevereiro, o exemplar acumule um excesso de proteínas o que lhes ocasiona as mal chamadas “pestes ” ou granos nas patas ou detrás da traqueia produzindo o tradicional boqueo (Fevereiro-Março)

Menciono que é um excesso de proteínas, devido a la informação recolhida durante muitos anos e provenientes de diferentes canaricultores, que comentaram ao autor que lhes davam biscoito tradicional ou elaborado comercialmente e aos que lhes adicionavam proteína e vitaminas, que na época de temperaturas baixas é correcto, mas não deve ser a mesma para os meses quentes.

O excesso produz-se porque da-se-lhes aos exemplares a mesma alimentação no inverno que no verão .

As proteínas acumulam-se e devido a que seu organismo não as consome sucede que de alguma forma tem que libertar, observando muitas vezes umas crostas nos dedos, que se colocarmos o exemplar ao ar livre, damos-lhe só agua e alpiste, o canário  salva-se e não morre. Em alguns casos temos referências que tanto o dedo como a unha não o perdem. Há canaricultores que curam essas cristas/crostas externamente, mas não tem em conta que no seu interior fica a infecção.
Se num exemplar uma crosta sai por dentro da traqueia, essa crosta aumenta e que produz é uma  asfixia parcial até que bloqueia a sua respiração totalmente (boqueo). A este canário não se  pode salvar com antibióticos ou outros remédios já que o grano por natureza cresce e o asfixia e ao tentar dar-lhe algum remédio, como este não pode tragar afoga-se e morre.
Sobre alimentação: baseia-se em tudo o que foi mencionado anteriormente que é a má alimentação nos meses quentes, considerando que não é o único que pode prejudicar a criação dos nossos exemplares, também há que ter em conta as seguintes condições normais para a boa manutenção do plantel, que será apresentada abaixo.  
Baseando-nos numa escala de 30 dias, temos durante todo o mês uma alimentação de semente e agua aos 100%, logo encontramos uma percentagem de 33% em higiene, baseando-se numa limpeza cada 2 dias.A Respeito a estar superpovoado temos 6 exemplares por metro cúbico como máximo. Se colocamos 1 ou 2 exemplares mais por metro cúbico, produz-se um superpovoamento.
Se um aviário tem 5x3x3 mts. = 45 mts cúbicos, teremos uma capacidade de 270 exemplares com crias incluídas (se saírem uma media de 3).
Para ter este aviário temos que colocar 50 casais em criação , e assim obtemos 150 crias, estando no limite normal destas dimensões.

Mas nós nestas dimensões colocamos 100 gaiolas em criação. Se utilizamos o mesmo conceito que o anterior teremos 500 exemplares no aviário e por conseguinte a população aumentará ao 12 exemplares por metro cúbico, em vez de 6 exemplares, elevando-se ao dobro do exposto, onde aparecerá a falta de oxigénio e o ar estará viciado, começando assim os riscos de excesso de população super .

Imagem relacionada




Humidade : aproximadamente entre 50% a 70% seria a adequada para a época de criação. Se temos escassa humidade haverá problemas com os ovos que estão em incubação, pois estes perdem humidade e a câmara de ar aumenta seu volume e desloca-se para o embrião um lado do ovo até asfixia-lo, isto ocorre a partir do décimo dia de incubação. 
Além disso um ambiente muito seco favorece ao desenvolvimento dos vírus. Uma alta percentagem de humidade, resulta prejudicial já que no aviário aparecerão fungos, aumentaram as bactérias,terão mais parasitas, etc.

Para os aviários que não são de planta baixo por não ter tanta humidade recomenda-se com um borrifador para  molhar os ovos, ou bem fabricar vapor, colocando um recipiente com agua fazendo-a ferver e procurando ter o ambiente ventilado.


Temperatura : temos uma percentagem entre 25º a 35º que é o aconselhável para lograr o clima perfeito, caso contrário poderiam apresentar  inconvenientes, pois o excesso de temperatura modifica o meio ambiente, isto podemos-o modificar aumentando a ventilação.


Ventilação : É a ventilação de um aviário “ar puro”, com um percentagem mínima de troca total de ar cada 20 minutos, ou salvo que tenhamos uma ventilação permanente, caso contrario temos superpopulação. A falta de oxigénio e uma elevada temperatura fazem subir as bactérias, os fungos e  nos descontrola-nos  o aviário .
Ao aparecer tudo isto, começamos a dar-lhes antibióticos e podemos notar que se descontrola de tal forma que começam a morrer os exemplares. Para evitar todo isto devemos recrear o clima novamente e retirar os exemplares mais doentes para outro sitio.

Alimentação de papa  : é suficiente fornecer nesta época de repouso, que será suficiente com um copo pequeno por exemplar, uma ou duas vezes por semana, na época de criação deve-se dar a quantidade necessária todos os dias. 
Bactérias : aqui a percentagem não se relaciona com as que tem o exemplar dentro de seu organismo. Devem sempre apresentar uma percentagem maior que a dos antibióticos a administrar porque se os valores de antibióticos superam ao das bactérias, matamos a vida e o exemplar não reproduz.
Relacionamos aos antibióticos com anti-vida (das bactérias).

Caso contrario é o dos probióticos, que são os estimuladores das bactérias.
O ponto de vista do autor  é que nunca se deve dar antibióticos salvo em casos necessários e pontuais.
O uso abusivo de antibióticos, produz bactérias cada vez mais resistentes a estes, não resultando efectivos ao administra-los. Recordamos que os antibióticos não são vacinas, não previnem doenças infecciosas, só as tratam. 

Administrar preventivamente antibióticos, não resulta e é ineficaz, senão também prejudicial, aumentando assim a margem de erro , já que muitas vezes não o necessitam e obstaculizamos o verdadeiro quadro de doença.

Há  canaricultores utilizam-o sistematicamente e não tem problemas, mas o que não alcançam a descobrir que tem uma superlotação isto é excesso de canários no aviário e que se não o combatem com antibióticos morrem-se  os exemplares.

Tem um desequilíbrio de bactérias, fungos, etc. e devem equilibrar-lo com os antibióticos. Nem todos os canaricultores pode diagnosticar este problema.

Devem ter em conta que nem todos os aviários são iguais já que um canaril com um meio ambiente normal não apresentará problema algum, salvo em casos particulares onde se deve administrar doses de antibióticos para tratamento do exemplar doente.

Tanto a orientação, como a localização (em piso térreo  ou primeiro andar ), a limpeza e a humidade, são factores que se devem tratar de manter um aviário, para assim ter um equilíbrio perfeito.


Não resulta o mesmo criar um exemplar em San Juan, Salta, Bs. como., ou Mar de prata , porque os climas variam segundo os meses e a região.
Por isso devem adaptar esta nota ao lugar da zona em que se encontram.
Controlo parasitário ( interno ): como mínimo desparasitar-los uma vez ao ano, que normalmente é quando regressamos dos concursos campeonato.

Quando um exemplar tem parasitas estes alojam-se em diferentes lugares do mesmo, mas ao eliminarmos levam uma porção de tecido animal.
Lá temos que administrar algum tipo de pro-biótico para recompor a flora intestinal. 

Controlo parasitário (externo): Neste caso deve-se administrar aos exemplares com uma gota de IVOMEC ao bico e 5 partes de PROPIRENGLICOL misturados, que você  pode administrar com um hisopo na coxa ou rabadilha, que ao deitar suavemente entra o medicamento para a corrente sanguínea. Com isto evitaremos piolhos na criação, piolhos de pena e as tradicionais escamas nas patas. 
Temos que tomar a precaução de realizar este tratamento depois do período dos campeonatos, já que ao estar exposto os nossos exemplares podem regressar infectados.

Este processo  deve-se realizar a todos os exemplares se for em dias contrários poderiam não fazer efeito,  já que se trazemos um exemplar de outro local, todo o trabalho será em vão  porque a vacina tem um poder residual de 72 horas.


Proteínas : Em épocas de repouso só uns 15% do contrario teremos um excesso de proteínas que é que a causa de muitos problemas para o plantel.

Na época de criação para canários até aos 18% de proteínas .

Descontrolo 
Alimentação : agua e semente, que senão as trocamos  todos os dias deterioram-se e sujam produzindo stress por falta de agua e micoses por sementes podres.

Higiene : Se a limpeza do canaril é 2 vezes por cada 10 dias notaremos um leve descontrolo ao que o sumamos a excessiva humidade, os fungos, as bactérias que proliferam e a superlotação que resulta é prejudicial.

Superlotação  : se colocarmos mais exemplares do que realmente deve-se, produziremos uma superlotação; 18 exemplares por metro cúbico produz superlotação e com a excessiva humidade que produzem no meio ambiente declinará.

Alimentação  : como já dissemos na época de repouso é suficiente com uns 15 % de proteínas administrado 3 vezes por semana. Se excedemos a percentagem de proteínas e a frequência da mesma, produzirá-se um excesso proteico que produzirá, seguramente, ácido úrico o qual provocará crostas nas articulações e outro males.

Bactérias : Quando estes aumentam por distintos factores já vistos, é necessário a administração de antibióticos, mas ¿quem disse até quando e quais?
O canaril  que tem um foco de infecção devem administrar doses de antibióticos, o que distorce o meio ambiente do canaril. Só devemos recorrer aos antibióticos respeitando o anteriormente dito e receitados por profissionais.


Controlo parasitário : Alguns dão todos os meses anti-parasitários e antibióticos deduzindo que há um problema no aviário, mas realmente não se sabem se é necessário a administração  de ambos medicamentos. 
Mas pensamos no que estamos falhando e asesorémo nos com alguma pessoa idónea.

Proteínas : No inverno e na época de criação estes podem chegar até ao 18% e no verão não só há que dar-lhes os 10% que é suficiente, com o que evitaríamos inconvenientes no canaril. Evidentemente qualquer destes factores ao variar, produzem um efeito cascata donde que descontrola-nos todo o plantel.

Resultado de imagem para canarios carmelitas

GENÉTICA:Respeito ao item de genética  o autor não fará referência aos cruzamentos sistemáticos em si , só tratará sobre a genética que todo o canaricultor deve saber primordialmente, que é a observação dos exemplares que não rende as condições desejadas: se uns canários que fenotípicamente são muito bons e os filhos saem  com tara ou defeitos há que saber detectar que dos dois é o problema, (trocando-o com distintos casais ).
Isso seria a genética que todos devemos interpretar ao colocar os canários em criação “a observação” e “ os resultados” para assim detectar estes defeitos.

1º) A selecção dos machos e as fêmeas  que vão ser acasalados (acasalamento), o macho sem duvida deve ser um exemplar que pelo  seu canto, tenha demonstrado ser herdeiro de una extraordinária seringe mas além disso pela variedade do seu canto, haver herdado igualmente um cérebro com um bom desenvolvimento da área cerebral do canto.
Se é importante a selecção do macho é por igual ao da fêmea, já que contribuirá com um 50 % da transferência hereditária de um bom canto. 

Como a fêmea não canta a transferência hereditária deve assumir-se, da qualidade de canto do seu pai, de maneira pois, que a selecção das fêmeas fará-se-a  pelo  conhecimento que se tenha da qualidade de canto do seu progenitor .

É motivo de desqualificação a presença de olhos vermelhos, penas frisadas ou a presença de factor vermelho. Não são motivo de desqualificação, ou popa , ou la cola em forma de abanico que apresentam alguns exemplares

2 º) Saúde : quando incorporamos exemplares, devemos observar a saúde porque exemplares sãos no seu fenotipo podem procriar filhos doentes genotípicamente, exemplos: intestinal, respiratório, (fígado). Isto pode-se detectar observando no exemplar, uma mancha negra ou cinzenta escura no abdómen ( fígado alargado).
Não deve apresentar doenças nas vias respiratórias, para isso deve auscultar-se aproximando o peito do canário ao ouvido se apresentar assobios ou som crepitantes (ruído crepitante, semelhante ao que produz-se ao torcer-se o cabelo) o exemplar deve ser separado. verificar-se de que não apresente defeito ou doenças no bico.
Tamanho-Proporção e Forma.
Considerará-se muito bom o exemplar que tendo uma longitude de aproximadamente de 13 a 15 cm. presente as seguintes características:
Cabeça: redonda, grande, bico curto, cónico com base grande, olhos vivos e brilhantes, localizado na linha imaginaria do fecho do bico.
Cuello proporcionado ao largo do corpo.
DORSO: largo, deve formar um único bloque com as asas, que devem apoiar-se natural e simetricamente sobre a base da cola. Visto de perfil deve formar uma linha quase recta com o pescoço e da cola.
COLA: em sua justa medida, relacionada com o corpo, nem curta nem larga.
PATAS: devem ser fortes e robustas, em sua justa medida, com dedos fortes e seguros no agarrar o poleiro.
PEITO: visto de perfil deve ser redondeado e visto de frente, largura.
IMPRESSÃO GERAL:
Neste ponto envolve-se as condições de higiene e saúde do exemplar e em suma  todos os demais considerando que formam em conjunto a la unidade estética do canário.
Dará certamente óptima impressão o canário que além de ser perfeito , e se apresente perfeitamente limpo e saudável .
Uma vez observado estes itens, procederemos a colocar em criação os nossos exemplares.
De tudo isto, comparando e analizando o autor chegou à conclusão que não se deve subministrar antibióticos indiscriminadamente e que há que adaptar-se às condições climáticas do lugar que temos.
Cada criador deverá adoptar isto ao seu meio ambiente e corrigir aquilo que o clima do seu lugar requeira.
Autor :JUAN ANTONIO MESSINA
Juez de F.A.C.

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