sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

GENÉTICA Y HERENCIA EN LA CANARICULTURA DE CANTO - Genética e herança na canaricultura de canto

GENÉTICA

GENÉTICA E HERANÇA NA CANARICULTURA DE CANTO

ÍNDICE:

1) INTRODUÇÃO
2) HERANÇA E SEUS MECANISMOS : GENÉTICA
3) GENOTIPO CANORO: SISTEMA DE CONTROLO DO CANTO
4) MELHORAMENTO GENÉTICO
5) ASPECTOS GENÉTICOS NO DESENVOLVIMENTO DE UMA ESTIRPE: CONSANGUINIDADE, VIGOR HÍBRIDO E CONTROLO DA CONSANGUINIDADE
6) CONCLUSÕES
7) BIBLIOGRAFIA


1) INTRODUÇÃO :

Interessa conhecer como se transmite as capacidades canoras através da hereditariedade, mediante os genes herdados. A canaricultura do canário de canto Timbrado Espanhol tem a dificuldade de ser adicionado sobre outros tipos de criação , devido à complexidade da actividade canora e o deficiente conhecimento da sua fisiologia; isto acrescenta  complexidade e  compreensão da herança do canto.
Todo programa de canaricultura tem como objectivo o melhoramento genético.
Neste processo de melhoramento genético, interessa muito conhecer que propriedades do canto são dependentes do genotipo e quais de sua iteração com os factores meio ambientais mais influentes, até concretizar o fenótipo. Assim, ao analisar qualquer aspecto do canto, poderíamos distinguir se este é mais dependente da dotação genética, e portanto  , ou dos factores ambientais modificáveis, em cujo caso seria não hereditário .  coloca-se hipóteses que o canto aprendido sem a possibilidade de imitação de um modelo adulto, logra que a execução do dito  canto reflecte melhor o genotipo dos canários, sem ver-se falseado pela imitação do canto de outro pássaro. Assim, a selecção dos indivíduos, realizada segundo o seu canto, poderá equivaler a uma selecção dos genotipos mais adequados no processo de melhoramento genético. Outra hipótese alternativa afirma que a descontinuidade realizada no canto do Timbrado não é reflexo dos genes, senão do processo de aprendizagem ao que tem sido submetidos, e que qualquer canário não descontinuo, cantaria uma canção descontinua, se assim o aprenderam de um modelo adulto na voadora; esta mesma hipótese acrescenta-se que se um pássaro de linha descontinua fora educado com machos não descontínuos, aquele cantaria de forma não descontinua. Estas hipóteses expostas nos empurram ao tentar conhecer mais profundamente o mecanismo do canto, sua aprendizagem e sua relação com o genotipo canoro do Timbrado.
No presente artigo desenvolveremos os seguintes pontos de interesse, relacionados com a genética do canto dos nossos canários: faremos uma revisão da hereditariedade e a genética aplicadas aos canários; descreveremos os componentes do genótipo canoro; por último, colocamos alguns critérios úteis para o melhoramento dos nossos canários de canto, assim como para a criação em consanguinidade e do fomento do “vigor híbrido”.

2) HEREDITARIEDADE E SEUS MECANISMOS : GENÉTICA


Neste ponto desenvolveremos aspectos sobre a hereditariedade e genotipo, cromossomas e genes, hereditariedade qualitativa e quantitativa, hetero cromossomas e autosomas, e sobre os gâmetas ou células sexuais : Herança e Genotipo: em sentido amplo e biológico, herança/hereditariedade  significa a transmissão dos caracteres biológicos dos progenitores aos seus descendentes. Tal como a conhecemos hoje, a essência da herança baseada na fecundação das células sexuais masculinas e femininas dando lugar ao ovo, embrião, feto e, por último, ao animal adulto, não foi conhecida em profundidade até à metade do século XX, quando Watson e Crick em 1953 propuseram o modelo básico do ácido desoxirribonucleico (ADN) como suporte da informação genética.

1. É importante distinguir qual é esta informação genética que se herda desde um animal até aos seus descendentes. Convêm esclarecer que as características morfológicas, de produção, de canto, etc., que apresenta um determinado canário, são o produto da acção da informação genética escrita nos seus genes e da do meio ambiente no que tem desenvolvido. Assim, compreenderemos que dois canários filhos dos mesmos pais, possam expressar distinto canto, não só por não ter idêntica informação genética, se não dependendo se tem nascido em distinto mês do ano, se tem tido distinta alimentação, se tem crescido com distinta luminosidade em voadoras, se tem tido distinto estímulo auditivo (professor um e o outro não, etc.): todos esses são factores que constituem no meio ambiente que tem influído sobre a informação genética, muito similar de ambos os irmãos. a variabilidade não é sempre das características concretas de um canário está altamente relacionada com os seus genes: Na proporção dessas características que depende dos seus genes, chama-se herdabilidade .

2. Os caracteres com uma alta herdabilidade permitem conhecer os exemplares com melhores genes, a partir do conhecimento das suas qualidades. Em geral, os caracteres de canto nos canários, assim como de conformação e de produção de gado  tem uma herdabilidade de tipo médio-alto, enquanto que os caracteres reprodutivos tem uma herdabilidade baixa. Pois bem, a esta informação que está nos genes, que regula todas as características dos canários e que transmitem aos seus descendentes, chama.se o “genotipo”; as características que concretamente apresentam os nossos exemplares, suma da acção da informação genética mais a do ambiente, conhece-se-o como “fenotipo”.                                             
O que se herda é o genotipo, não o fenotipo; isto quer dizer que, no canário cantor herdam-se umas capacidades para o canto, mas não a canção concreta que tenha o macho, que pode tê-la aprendido ou não, nem as faculdades de canto que tenha desenvolvido, graças à interacção com o seu meio ambiente.

b) Cromossomas e genes: as cadeias de ADN1 dão lugar aos “cromossomas”3, que agrupam-se por pares com uma forma de "tranças": um que se recebe da mãe e outro do pai. Estas duas cadeias ou cromossomas possuem lugares, um em frente do outro onde  escreve-se por duplicado a informação para desenvolver cada uma de las características do animal, podendo ser estas informações idênticas ou diferentes: se são idênticas, diz-se que há “homozigotia” e, se são diferentes, diz-se que há “heterozigotia” para uma característica concreta. 
Dentro de um cromossoma, cada lugar com a sua informação correspondente recebe o nome de “gene”, e aos pares de lugares dos cromossomas emparelhados com as suas informações para um mesmo carácter, recebe o nome de “alelo”. Quando os dois genes de um alelo são idênticos ou homozigotos,  manifesta-se sem problema no fenotipo a característica em questão, mas se os dois genes



de um alelo são diferentes, podem ocorrer duas coisas: que o fenotipo expresse a acção de um dos dois genes do alelo, o que o fenotipo não expressa a nenhum dos genes do alelo, senão uma mistura de ambos: no primeiro caso, diz-se que o gene que se expressa no fenotipo é “dominante” respeito ao outro que chama-se “recessivo”, enquanto que no segundo caso, diz-se que existe “domínio” a respeito aos dois genes; para que um gene recessivo expresse-se no fenotipo, é necessário que se apresente em homozigotia, como o branco recessivo nos canários. No canário de cor  dão-se muitas dominâncias a respeito a genes recessivos, como as seguintes: branco dominante domina sobre o amarelo, oxidação sobre diluição, no pastel sobre pastel, no opala sobre opala, no satiné sobre satiné, no marfim sobre marfim, presença de eumelanina negra sobre melanina castanha castanho, negro bruno sobre Ágata, Ágata sobre isabela, plumagem intensa sobre plumagem nevada, etc. Estes genes podem alterar a sua informação por alguma circunstância concreta, sofrendo o que se chama “mutação”, que se transmitirá igualmente aos seus descendentes.

c) Herança qualitativa e quantitativa: A transmissão dos genes que regulam um carácter qualitativo, como são as características de cor e textura da pena, que acabamos de citar, tanto os mutados como os não mutados, constituem a chamada “herança qualitativa”. Esta realiza-se, como é sabido, seguindo as leis de Mendel 3. contudo, existem outras características não qualitativas e mais complexas, como aquelas que regulam todas as funções relacionadas com o canto do canário, que estão reguladas pela conjunção de numerosos genes que interagem entre si formando como uma rede. Estas funções são as seguintes:

    a) desenvolvimento, manutenção e funcionalidade do “Sistema de controlo do canto”, composto pela “Rede de núcleos cerebrais” que, possibilitam o “Modelo do mecanismo de aprendizagem” característico do canário, e pela “Modulação hormonal” sobre os núcleos cerebrais, sobre a anatomia das estruturas relacionadas com a fonação, e sobre a coordenação neuro-muscular necessária para a execução do do canto 4, 5.

     b) controlo dos períodos de aprendizagem evolucionando entre as fases da canção plástica ou de modificação activa do canto,  e da la de canção estáveis.

    c) Diferenciação sexual do cérebro que é devido mas a esta rede de genes e não tanto a uma diferenciação hormonal, gónada-dependentes;

    d) comportamento social derivado do uso do canto, para funções de defesa territorial, de cortejo, de formação de colónias, etc. Todos os genes envolvidos na regulação do canto através das funções citadas transmitem-se em conjunto sem seguir as leis da “herança mendeliana” e regem-se por critérios de “herança quantitativa”; não se podem estudar gene a gene, senão mediante o uso exaustivo da estatística .

d) Hetero cromossomas e autossomas : O número de cromossomas existentes dentro dos núcleos das células é constante para cada espécie, ainda que  varia de uma espécie a outra; assim, enquanto que o homem possui possui 46 cromossomas ou 23 pares deles, o canário possui 40 cromossomas ou 20 pares: uno procede de la madre e outro do pai . O par de cromossomas que determinam o sexo recebem o nome de cromossomas sexuais ou “heterocromossomas”, e o ao resto chamam-se “autossomas”. Na raça humana, a transmissão do cromossoma Y do par de hetero cromossomas XY dos varões (as fêmeas tem XX) determinam o sexo masculino, sendo portanto os varões os que determinam o sexo; nos canários a transmissão do cromossoma W do par de heterocromossomas ZW das fêmeas  (os machos tem ZZ) determinam o sexo feminino: sendo a fêmea, portanto, quem determina o sexo, ao transmitir o cromossoma W3. 
Este cromossoma W das aves fêmeas  é muito reduzido  muito reduzido de tamanho e carece prácticamente de informação genética, a excepção de determinar o sexo. Por esta circunstancia, dependendo de si um gene que se herda está nos cromossomas sexuais, ou não, diz-se que uma qualidade se herda “ligada ao sexo” ou “não ligada ao sexo”, respectivamente; no caso afirmativo, o gene em questão se alojará no cromossoma Z e, dependendo de que seu descendente seja macho ou fêmea, se oporá a outro gene de outro cromossoma Z com o que faz par, no primeiro caso, ou não se oporá a nenhum outro gene, pois o cromossoma W das fêmeas  praticamente carece de acção genética. No canário  transmitem-se os seguintes factores ligados ao sexo: marfim, pastel, satiné, melanina Isabela, melanina castanha, melanina Ágata, melanina negro bruno, etc.

e) Gâmetas ou células sexuais: agora nos toca ver como esta informação genética armazenada nos cromossomas, dentro do núcleo de las células de los progenitores, pode chegar a conformar um organismo novo ao que transmitem dita informação. Efectivamente, tanto o macho como a fêmea, tem a capacidade de gerar nos seus órgãos sexuais, testículos e ovários, unas células chamadas sexuais ou gâmetas - espermatozóides e óvulos- respectivamente, que se diferenciam do resto de células do organismo em duas coisas: uma por ter só a metade de cromossomas, 23 no caso das pessoas e 20 no  caso dos canários: tem perdido pois seus pares de cromossomas correspondentes graças a um processo chamado “meiose”1; a outra é a de haver sofrido previamente um processo de intercâmbio de genes entre las pares de cromossomas procedentes da mãe e do pai, possuindo os novos cromossomas das células sexuais genes de ambos, misturados ao acaso. 
Esta é a razão pela qual a dotação genética dos espermatozóides e óvulos de um mesmo individuo são distintos entre si e, em consequência, dois irmãos dos mesmos pais tem um distinto genotipo, podendo ser um canário magnífico cantor e seu irmão de ninho um péssimo cantor. Quando um espermatozóide fecunda um óvulo da canária, se unem os dois núcleos de las células sexuais e dão lugar ao ovo fecundado que, sumando os cromossomas de um e outro, volte a ter o número normal de cromossomas da sua espécie. Este ovo fecundado, por divisão e diferenciação  sucessivamente governadas pelo genotipo herdado e baixo na influencia do meio ambiente, da lugar a um novo individuo.

3) GENOTIPO CANORO: SISTEMA DE CONTROLO DO CANTO

A informação que está nos  genes e que regula todas as funções relacionadas com o canto dos canários e que se transmitem aos seus descendentes, conforme o genotipo canoro. Nos seguintes parágrafos  compararemos o genotipo com o fenotipo canoro, Falaremos dos componentes do genotipo.

a) Genotipo e fenotipo canoro: como veremos mais adiante,la dotação genética de cada pássaro cantor determina o desenvolvimento de uma rede de núcleos cerebrais relacionados com o controlo do canto que tem uma estrutura e funções canoras específicas para cada espécie; também determina a formação do eje hipotálamo-hipofisário-genital que se encarregará do controlo das hormonas sexuais, como a testosterona, que modulará a função desses núcleos e outras estruturas canoras. A rede de núcleos cerebrais, junto com o eje hipotálamo-hipofisário-genital, conformam o chamado  “Sistema de controlo do Canto”. Este sistema faz o possível  desenvolvimento de uns mecanismos naturais –mecanismos básicos do canto-



que governam a aprendizagem , manutenção e renovação das estações do comportamento canoro, fundamentalmente durante os períodos n os que aprendem com mais facilidade: “Período crítico de aprendizagem” ou “Período sensitivo”. Este período, junto com o “sexo cerebral” e o comportamento social associado ao uso do canto também estão determinados pela herança genética (Figura 3).
Este genotipo sofre a interacção com factores meio ambientais, que conduz ao desenvolvimento de uma estrutura nervosa e a um canto específico para cada individuo, formando um determinado fenotipo canoro.
Dentre destes factores meio ambientais, destacam-se pela sua importância a experiência auditiva, a experiência social, os níveis sucessivos de testosterona no sangue -dependentes do funcionamento de estruturas hipotalámicas, ad-renal e testiculares estimulados pela duração da luz do dia (fotoperiodo)-, a alimentação e estado de saúde.

É importante ter em conta, portanto, que quando analisamos o canto dos nossos canários, o que estamos analisando é o resultado da interacção entre os seus genotipos e os factores meio ambientais aos que tem estado expostos. A exposição, ou não, a qualquer a destes factores meio ambientais e à diferente medida da exposição durante o desenvolvimento, podem modificar o resultado final do canto (fenotipo), ainda que existira uma similitude significativa no genotipo dos pássaros sobre os que actuam: portanto, temos que ter em conta esta consideração, pois o canto não sempre refleja um determinado genotipo, se não  há que conhecer tambem os factores meio ambientais que tem influido durante o desenvolvimento.
Em consequência, se na canaricultura alteráramos o normal funcionamento do “sistema de controlo do canto”, modificando os “mecanismos básicos do canto”, -por exemplo lesionando algum núcleo cerebral-, o canto resultante seria um canto patológico, não uma variação natural do canto estereotipado da espécie. Pelo contrario, a modificação e optimização dos factores ambientais influentes sobre estes “mecanismos básicos do canto” -como p isolamento auditivo, o uso de sobre-estimulação auditiva mediante a audição prolongada da radio, a modificação das horas de luz no dia ou fotoperiodo e/ou da interacção social, ou a adaptação do correcto estado de saúde que garanta adequados níveis de testosterona, etc.-, poderia optimizar de forma natural o canto. Rede de núcleos cerebrais e sua relação com o Modelo do mecanismo de aprendizagem ou Mecanismos básicos do canto: A rede de núcleos cerebrais, está formado por duas vias (Figura 4). 
A primeira é a via motora descendente, que envia seus neurónios até à seringe e músculos respiratórios, e controla a execução do canto e a respiração; a função desta via é necessária para a produção do canto e a sua aprendizagem durante a fase sensorial-motora. A segunda é a via auditiva ascendente, que transporta a informação auditiva criada na cóclea (ouvido) hasta los núcleos cerebrais, e participa na discriminação, codificação e, provavelmente, memorização do som , tanto do canto procedente de um modelo adulto como do próprio canto vocalizado; assim, participa na fase sensorial de aprendizagem e pode ser o lugar onde se memoriza uma “ficha auditiva”, assim como donde registará-se-a a diferença entre os sons ouvidos do modelo adulto e os vocalizados pelo próprio pássaro 10 . 
Esta percepção, memorização e comparação do próprio canto respeito a outros permite elaborar uma informação com a diferença constatada -“erro acústico”- e enviar aos núcleos motores umas ordens para corrigir o dito  “erro acústico”, confirmando-se assim um mecanismo de ajuste automático do canto, Modelo de aprendizagem o “feed-back auditivo” (Figura 5). Estes conhecimentos tem-se comprovado evidenciando que os estímulos auditivos


do canto desencadeiam nestas estruturas a expressão de genes zenk, que aumentam a plasticidade neuronal; quer dizer, desencadeiam processos moleculares e celulares associados a genes que modificam os circuitos relacionados com o canto e a memorização.

a) Modulação hormonal sobre los núcleos cerebrais e do canto: As hormonas são substancias libertadas no organismo, que produzem um efeito biológico determinado  nas células que tem receptores específicos para cada uma delas. A união das hormonas com seus receptores, induz um determinado efeito biológico; as hormonas não actuam sobre as células que não tem os seus receptores específicos.
Las hormonas esteróides sexuais (andrógenos e estrógenios) são produzidas nas glândulas supra renais e nas gónadas, mas, nos canários, também , e de forma mais importante,no cérebro . A associação entre as hormonas sexuais e o canto tem sido conhecida desde antigamente, constatando a relação estreita entre o período de criação e a produção de canto. Desde a década dos anos 70, identificaram-se núcleos cerebrais relacionados com o canto, constatando-se também que estes núcleos estava, modulados por estas hormonas sexuais, ao apresentar  um número abundante de receptores e aos andrógenios e estrógenios ; receptores que são mais abundantes durante a época de criação e menos depois dela.
Hoje  pode-se afirmar que o desenvolvimento e posterior atrofia dos núcleos cerebrais e do canto, são dependentes da estações -duração do dia ou fotoperiodo-, e estão determinados pelos níveis  sanguíneos de testosterona testicular (Figura 6). Sabe-se  também que o tamanho do repertório do canto dos canários, depende do tamanho de alguns dos seus núcleos do telencéfalo anterior. A testosterona é transportada ao cérebro e ali é degradada pela enzima aromatase aos metabolitos  secundários activos que actuam  sobre os receptores dos núcleos cerebrais aumentando o seu desenvolvimento e, em consequência, a produção do canto. Além disso, a testosterona induz uma hipertrofia dos músculos seríngeos, preparando-os para um aumento na produção do canto. Há que ter presente que os níveis de testosterona possam ser  também alterados pelas  interacções sociais (interacção com fêmeas , com outros machos, ou necessidade de defender um território) e pelo próprio canto da ave.
Como resumo podemos dizer que as acções das hormonas esteróides sexuais sobre o sistema de controlo do canto as podemos classificar em três tipos:

1) Acção organizativa durante o desenvolvimento : organiza as estruturas cerebrais responsáveis do canto, dando lugar, provavelmente, ao dimorfismo sexual e ao comportamento canoro: os machos cantam mais que as fêmeas  .
Efectivamente, o estímulo precoce com a testosterona as fêmeas  durante períodos críticos do desenvolvimento, dá lugar a uma estrutura cerebral e a um comportamento canoro masculino de forma permanente, ainda que  com menor repertório de sílabas

2) Acção estimulante : a  contribuição  de testosterona nos canários adultos, estimula o crescimento das estruturas cerebrais relacionadas com o canto e estimula o rendimento canoro, fazendo cantar também as fêmeas . A diferença de quando se administra durante o desenvolvimento, estas trocas  duram nada mais que enquanto os níveis desta hormona permanecem altos: as trocas não são permanentes.


3) produz neurogenesis: a contribuição de testosterona no canário adulto dá lugar a um aumento da sobrevivência e a um recrutamento de novos neurónios determina os núcleos cerebrais e a seus arredores, contribuindo o seu desenvolvimento e sua reparação .

4) MELHORAMENTO GENÉTICO:


Para avançar no melhoramento genético dos nossos canários, segundo umas prioridades nas características do seu canto e/ou morfológicas, nós devemos basear em dois princípios: seleccionaremos os indivíduos melhor dotados para as características que interessem e acasalemos estes indivíduos seleccionados. 

Além disso, é preciso trabalhar com uma população bem definida e uniforme, para o qual é necessário que a população com a que trabalhamos seja fechada, que dizer que  seus indivíduos não se reproduzam com animais diferentes a esta população. Portanto, é conveniente aclarar uma série de conceitos básicos acerca das populações de canários en los que intentamos conseguir uma melhoria genética, como são a relação entre a morfologia e a actividade canora, a relação entre a transmissão do canto e o sexo, a raça, estirpe, linha, etc.
As raças raças estão definidas fundamentalmente por características morfológicas e, também, por características de comportamento e produção: no caso do canário de canto pela actividade canora. Não se conhece nenhuma característica/s genética/s que caracterize com garantia a uma raça ou que nos assegure que um animal pertence a ela; além disso, os genes que regulam a actividade canora dos canários não são bem conhecidos e, provavelmente, como outras actividades de produção em outros animais, seja regulada por um conjunto amplo de genes e a sua transmissão  rege-se segundo critérios de herança quantitativa.
A relação entre morfologia e actividade canora, igual que a de produção em outros animais, é muito duvidosa, posto que provavelmente influencia mais no canto a associação de genes não conhecidos que o regulam, que os genes que regulam as características morfológicas; seleccionar uma determinada morfologia não resulta na melhor actividade canora, ainda que seleccionar segundo a actividade canora desejada pode trazer como consequência um tipo morfológico que depois, como reflexo inevitável, associaremos como bom para a actividade canora: exemplo, pescoço curto, tórax e cabeça largos para o timbrado, ??, etc.
Frequentemente os velhos criadores relacionam a transmissão dos genes relacionados com o canto e o sexo dos pássaros: assim, uns dizem que as fêmeas tem mais influencia nesta transmissão, outros, pelo contrario, dão mais preponderância aos machos, enquanto que outros repartem esta preponderância a partes iguais da seguinte forma: nos acasalamentos, as fêmeas, ao acasalarem , eles fornecem ADN à descendência mais a do seu pai , enquanto que os machos o fazem mais de sua mãe; isto quer dizer, que as fêmeas teriam mais influencia em conformar a genética relacionada com o canto dos varões, enquanto que os machos com a das fêmeas  (assente na crença mais difundida na frase “as fêmeas  dão os machos e os machos dão às fêmeas  ”). 
Contudo, não parece provável que na herança do canto tenha relação com o sexo, a ser esta uma herança poligénica e estar situados nos genes em diversos cromossomas; isto faz improvável a herança ligada a heterocromossomas, e improvável também que haja algum tipo de dominância para algum gene relacionado com o canto, que pudera apresentar alguma dominância no sexo masculino. 
Não obstante, a última palavra serão as futuras investigações.
Dentro de cada espécie, o seguinte escalão na diferenciação segundo as características morfológicas e/ou de produção ou actividade canora é a raça (nos canários, raça timbrado espanhol, raça Malinois, raça Roller, etc.), e dentro desta podem-se diferenciar diversas estirpes, e por sua vez dentro das estirpes podem diferenciar-se diversas linhas 9.
 A extirpe é uma população fechada  dentro de uma raça ou variedade dela submetida a um processo de selecção ao largo de gerações segundo as características preferidas, com uma constituição genética definida, ao qual se consegue-se a partir da terceira geração,e na que se observa uniformidade entre as suas aves, o qual se consegue-se a partir da quinta geração. 
A extirpe é a base fundamental do melhoramento genético, tanto em população única como para cruzamentos com outras; nela seleccionam-se os reprodutores, mas estes acasalam-se à vontade do criador em geral e a sorte: a raça é demasiado amplia e necessitamos de uma população mais concreta com  que trabalhar. Dentro de uma estirpe podem formar-se sub-populações, também fechadas, ao seleccionar uns acasalamentos muito concretos entre alguns reprodutores, também concretos, e dar lugar assim a linhas determinadas, que são muito consanguíneos.

5) ASPECTOS GENÉTICOS NO DESENVOLVIMENTO  DE UMA FAMÍLIA : CONSANGUINIDADE, VIGOR HÍBRIDO E CONTROLO DA CONSANGUINIDADE.



Consanguinidade e cruzamento: O sistema de acasalamento mediante consanguinidade seguido da selecção é um caminho mais curto e seguro que só a selecção para obter bons resultados e, às vezes, o único caminho para fixar mutações e caracteres, e dar lugar à aparição de novas raças de canários. Efectivamente, o "out-breeding", segundo a terminologia anglo-saxônica, o acasalamento de exemplares sem nenhum  tipo de consanguinidade produz-se muita “heterozigotia", mas a percentagem de indivíduos de óptima qualidade costuma ser baixo, ao redor de 15%, fruto de muitas vezes do azar nas combinações dos genes: não é, portanto, um método aconselhável , ainda que os indivíduos terão maior "vigor híbrido": maior resistência frente às doenças e frente a meios adversos, incluído o stress, comportamento e atitude, com mais viveza e actividade, melhor reprodução, etc., expressando o individuo com mais facilidade a constituição genética seleccionada para uma qualidade determinada. Entende-se por cruzamento 9 ou acasalamento de indivíduos de populações diferentes. Estes cruzamentos podem usar-se para diversos objectivos, como a introdução de genes novos (poderiam introduzir novidades no canto ou nas características morfológicas), substituição de umas estirpes por outras mediante cruzamentos absorventes (substituir uma estirpe por outra de mais valor, mediante retro-cruzamentos com a estirpe nova), utilização de certa complementaridade entre estirpes (conjunção de aspectos relacionados com o canto ou outros aspectos), utilização do vigor híbrido (para baixar o grau de consanguinidade em populações excessivamente consanguíneas), ou para formação de novas estirpes ou populações sintéticas (estirpes produto da síntese de outras duas ou três). As vezes, utiliza-se o termo de híbrido para denominar ao produto do cruzamento, intencional de não corresponder-se com o verdadeiro significado que tem esta palavra desde tempos antigos: cruzamento viável mas não fértil, de animais de duas espécies distintas, como é o caso do asno e da égua para produzir a mula.
Contudo, ao trabalhar com populações fechadas ou estirpes –como temos visto ser conveniente para o melhoramento genético dos canários de canto-, iremos aumentando o nível de consanguinidade progressivamente, em função do tamanho efectivo da população: número de reprodutores usados em cada geração.

 Falamos de consanguinidade ou endogamia quando existe um grau de parentesco entre dois seres vivos que pertencem à mesma espécie: estão relacionados através de um antecedente comum; isto  pode se ver analisando a árvore genealógica ou pedigree dos indivíduos, como veremos mais adiante. O efeito principal da consanguinidade é o aumento da homozigotia e diminuição da heterozigotia. 
Isto produz efeitos beneficiosos e prejudiciais na criação de qualquer animal, pelo que é um método de cruzamento que requer um equilíbrio entre estes dois tipos de efeitos. O efeito beneficioso mais importante da consanguinidade como método de reprodução é o de produzir um aumento do aparecimento da homozigotia de caracteres óptimos recessivos. Os efeitos negativos da consanguinidade são variados: perde-se "heterozigotia", dando lugar ao aparecimento de homozigotia de genes recessivos para factores letais e de genes recessivos e  com uma frequência superior ao normal, já que muitos destes genes permanecem ocultos em estado heterozigótico nas populações não endogámicas. A perca  do vigor híbrido, dá lugar à "depressão endogámica", caracterizada no canário por uma diminuição da capacidade reprodutora  uma menor postura, alterações da incubação e,talvez , menor qualidade dos ovos e do desenvolvimento  da descendência, diminuição do peso e do tamanho , a uma menor resistência às doenças, maior sensibilidade nas variações ambientais, diminuição da vitalidade, etc.
Para controlar equilibradamente a consanguinidade é necessário chegar ao estrito registo da mesma mediante uma árvore genealógica e utilizar programas de acasalamento sucessivos pré-estabelecidos para obter um grau desejado de consanguinidade. Em consequência, devemos usar para os nossos exemplares de canários uma ficha para apontar o pedigree; isto ajudará-nos a reconhecer o mecanismo por ele que se transmite um determinado carácter e o grau de consanguinidade nos acasalamentos que realizamos.



A consanguinidade está tipificada segundo várias classes; estreita ou "inbreeding": de primeiro grau -pais / filhos, irmãos/irmãs - e de segundo grau - avôs /netos e filhos de pai ou de mãe-; mediana, de terceiro grau -bisavô/ bisneto e tio-sobrinho- e quarto grau entre primos irmãos; e aumenta - desde grau 5º a 10º - que é a chamada "line-breeding".

Elementos que compõe a linguagem  da árvore  genealógica: O sexo masculino representa-se por um quadrado e o feminino por um círculo; as gerações representam-se por linhas horizontais e enumeram-se com números romanos, e cada membro de uma geração  numera-se com números árabes; os cruzamentos representam-se por um traço horizontal que une os casais, e do traço horizontal sai um vertical que abarca a todos os filhos ; com dupla linha representam-se os acasalamentos consanguíneos: cada carácter que se estuda representa-se preenchendo o quadrado ou círculo com um sombreado determinado. Na Figura 7, representamos a terminologia descrita.

6) CONCLUSÕES:


1) As características canoras que mostra um exemplar não são a expressão directa do seu genotipo, senão do seu fenotipo; isto quer dizer, da conjunção do genotipo com o meio ambiente a que esteve exposto; em consequência, é importante conhecer quais destas características formam parte do genotipo e se transmitem, e quais não se transmitem .

2) A canaricultura de canto Timbrado Espanhol requer uma sabedoria na eleição dos progenitores, mas também a arte de conjugar os factores ambientais óptimos para actuem sobre o génotipo  das crias.

3) As características de canto dos canários estão reguladas pela conjunção de numerosos genes que interagem entre sí, formando como uma rede; estes genes transmitem-se em conjunto segundo critérios de “Herança Quantitativa”, não segundo as leis de Mendel.

4) O “Genotipo” dos canários de canto regula a actividade canora através da função que realiza o “Sistema de Controlo do Canto” por meio dos “Núcleos Cerebrais” e a sua “Modulação Hormonal”; através, também, do controlo dos “Períodos Sensitivos de Aprendizagem”, da “Diferenciação Sexual Cerebral” e do ”Comportamento Social”.

5) A composição genética de irmãos dos mesmos  pais não é idêntica, devido ao processo de “Meiose”.

6) A rede de núcleos cerebrais, estimulada pelas hormonas sexuais, forma um “circuito” que permite ao canário chegar a possuir um canto estereotipado adulto, graças ao que memoriza o canto que ouve, compara-o com o que executa ele mesmo , e é capaz de adaptar mediante o treino o seu canto já memorizado: estes são os “Mecanismos Básicos do Canto”.

7) O melhoramento  genético dos canários requer seleccionar os indivíduos melhor dotados e acasala-los entre si , dentro de uma população fechada e uniforme .

8) A possível associação de uma morfologia determinada com uma óptima actividade canora, não é causal.

9) Não dispomos de dados objectivos que sustentem razoavelmente uma prioridade associada ao sexo na transmissão do canto.

10) A canaricultura mediante populações fechadas carrega a vantagem de conseguir  a homozigotia dos caracteres canoros óptimos; sem contudo, o risco de “Depressão Endogámica” obrigando a controlar o grau de consanguinidade; é necessário, pois, trabalhar com árvore genealógica e esquemas concretos de reprodução.

7) BIBLIOGRAFÍA:


1) Carlos Buxadé Carbó. Mecanismos de la herencia. (En) Carlos Buxadé Carbó. Genética, patología, higiene y residuos animales. Ediciones Mundi-Prensa. Madrid 1995. Pg. 33-51.

2) Jose Luís Campo Chavarri. Genética cuantitativa: partición del fenotipo. (En) Carlos Buxadé Carbó. Genética, patología, higiene y residuos animales. Ediciones Mundi-Prensa. Madrid 1995. Pg. 93-107.

3) Jose Luís Campo Chavarri. Genética cualitativa: principios y ejemplos. (En) Carlos Buxadé Carbó. Genética, patología, higiene y residuos animales. Ediciones Mundi-Prensa. Madrid 1995. Pg. 77-92.

4) Nottebohm F, T Stokes & CM Leonard. Central control of song in the canary. J Comp Neurol 1976; 165:457-486.

5) Todt D&H Hultsch. How song birds deal with large amount of serial information: retrieval rules suggest a hierarchical song memory. Biol Cybernetic 1998; 79;487-500.

6) Clayton DF. Role of gene regulation in song circuit development and song learning. J Neurobiol 1997; 33:549-571.

7) Wade J & APO Arnold. Functional testicular tissue does not masculinice development of the zebra finch song system. Pro Natl Acad Sci. USA 1996; 93:5264-5268.

8) Zann RA. The zebra finch: a synthesis of field and laboratory studies. Oxford University Press. Oxford 1996.

9) Gahr, M. Hormone dependent neural plasticity in the juvenile an adult song system. In: An NY Acad Sci, 2004. Philip H and Marler P, Eds. 1016:684-703

10) Terpstra NJ, et all. Localized brain activation specific to auditory memory in a female song bird. J Comp Neurol, 2006;494(5):784-791

11) Nottebohm F, Stokes T M, Leonard C M; Central control of of song in the canary. J Comp Neurol, 1976; 165:457-486

12) Arnold AP, Nottebohm F, Paff DW; Hormon concentrating cells in vocal control and others areas of the brain of the zebra finch; J Comp Neurol,1976; 165:487-512

13) Gahr M, Metdorf R. Distribution and dynamics in the expression of androgen and estrogen receptors in vocal control systems of songbird; Brain Res Bull, 1997; 44:509-517

14) Smith GT, et al. Seasonal changes in testosterone, neural attributes of song control nuclei, and song structure in wild songbird. J Neurosci, 1997; 17:6001-600

15) Nottebohm, F, Kaspariam, S and Pandacis, D. Brain space for a learned task. Brain Res, 1981;213:99-109

16) Vicente Jerez G-C. Mecanismo del canto del canario. Pájaros, 2004;61:37-44

17) Vicente Jerez G-C. Hinchamiento de la papada durante el canto o “papeo” y su influencia en el canto. Pájaros, 2006;66:16-18

18) Ball GF, Auger CJ, Bernard DJ, Charlier TD, Sartor JJ, Riter LV and Balthazart J. Seasonal plasticity in the song control system. Multiple brain sites f steroid hormone action and the importance of variation in song behavior. In: An NY Acad Sci, 2004. Philip H and Marler P, Eds. 1016:586-610

19) Nottebohm F. A brain for all seasons: ciclical anatomical changes in son control nuclei of the canary brain; Science, 1981; 214:1368-1370

20) Goldman SA, Nottebohm F; Neuronal production, migration and differentiation in a vocal control nucleus of the adult female canary brain. Proc Natl Acad Sci, 1983;80: 2390-2394

21) Alvarez Buylla A, Kirn JR; Birth, migration, incorporation and death of vocal control neurons in adult songbird. J Neurobiol, 1997; 33:585-601

22) Jesús Piedrahita Arilla. Predicción de la respuesta a la selección. (En) Carlos Buxadé Carbó. Genética, patología, higiene y residuos animales. Ediciones Mundi-Prensa. Madrid 1995. Pg. 37-150.

23) Fernando Orozco Piñán. Conceptos básicos de las poblaciones donde se aplica la mejora. (En) Carlos Buxadé Carbó. Genética, patología, higiene y residuos animales. Ediciones Mundi-Prensa. Madrid 1995. Pg. 15-32.

24) Miguel Angel Toro Ibáñez y Clara Díaz Martín. Consanguinidad y cruzamiento. (En) Carlos Buxadé Carbó. Genética, patología, higiene y residuos animales. Ediciones Mundi-Prensa. Madrid 1995. Pg. 167-181.

domingo, 11 de dezembro de 2016

PREPARATIVOS ANTES DOS CONCURSOS!!

PREPARATIVOS ANTES DOS CONCURSOS!!
Por Fernando de Juan Vicente

Sabendo  que os aficionados jogam nos 20 minutos que tem de estar os canários diante o juiz, é lógico que nos preocupe  a sua colocação na torre, para obter o maior rendimento.

A preparação das equipas tambem requer, durante a época dos concursos, outras atenções
que a continuação separarei , tão importantes ou e mais que a pregunta do inicio .

HIGIENE: Além da limpeza das gaiolas e os poleiros, colocando como mínimo a banheira duas vezes por semana, desta forma, evitaremos provavelmente a que não tomam banho no bebedouro.

Brassica napus 2.jpg


ALIMENTAÇÃO: Adicionar alternativamente a comida base, um pequeno comedouro  com cenoura ralada misturada com nabina/colza hervida. Ralar tanto o ovo  de codorniz com casca incluida, como a parte
verde dos broculos misturando ambas. Canhamo não muito moido misturado com pão ralado algo humido.
Maçã, alface, pepino, laranja etc. Se na habitação em que se encontram os canários não tem muita luz natural convêm, uma vez por semana deixar no bebedouro 4 gotas de complexo vitaminico 
PROTOVIT (vende-se nas farmacias).

Ao dar a colza fervida evita-se as tripas vermelhas nos canários devido à alta toxicidade e sujidade da casca desta, (quando se ferve deixa uma espuma e agua muito sujas, não dando a medida  do prejudicial que pode ser. Este aspecto desaparece una vez lavada). 
Ao autor dá-lhe bom resultado tendo a mesma opinião de outros companheiros. Portanto, no comedouro só coloca, se adoptar este sistema, a mistura de alpista negrillo e linhaça. Para 1k. de alpista, 200 grs. de negrillo e 150 de linhaça.

ADAPTAÇÃO : Uma vez eleitos as equipas, bem por familias, vocês ou similitude do canto e sem
prejuizo de posteriores trocas, se levam (se for  possivel) a uma habitação distinta da habitual e
com iluminação eléctrica.
Se colocarem sobre uma mesa sentándo-se a curta distancia da pessoa que os prepara. Não importa que haja movimento de outras pessoas na habitação,isto vai habituar os canários a cantar em qualquer situação.
Uma vez  "enjaulados" devem estar vendo-se entre si durante cinco dias para acostuma-los à gaiola e que não se sintam isolados, num sitio com luz natural. Apartir desta data colocar os separadores. 
Falo de separadores porque creio que não convem mante-los permanentemente nas transportadoras, mas sim acostuma-los a estar algumas  horas e utiliza-las para  muda-los para a mesa de treino etc.


EXISTEM VARIAS TEORÍAS SOBRE COMO SITUAR OS CANÀRIOS EM TORRE


1ª Situar os dois melhores um em “A” e o outro em “C” , com a finalidade de que o seu canto envolva o “B” e “D”, conseguindo supostamente uma pontuação mais equilibrada.

2ª Coloca-los de maior ao menor em qualidade, ou seja em “A” o melhor e m “D” o de tom mais alto para não se suba muito e oculte o resto.

3ª Os de menor qualidade em “A” e “B” e em  “C” e “D” os de tom mais oco e excelentes notas, para
que o juiz as perceba com nitidez ao  tê-los mais perto.

4ª “Se tens quatro canários extraordinários, ponhas como os ponhas terás bom resultado.”

Se tenho que eleger fico com a 4ª, mas como é a mais difícil de conseguir escolho a 3ª,
porque em vinte minutos com um juiz experimentado não lhe  envolvimentos nem gaitas, já que
diferenciará o melhor do regular, e com a 3ª facilita-se a audição do bom para conseguir uma
qualificação justa..

Três conselhos importantes que devem aplicar os aficionados dez minutos antes do julgamento 
dos canários: Limpeza da bandeja das gaiolas ; que a mistura do comedouro seja a habitual e não contenha algum tipo de semente que entrenha e que provoque desejo ao pássaro ; que o nivel do recipiente da agua esteja por debaixo da metade para que possam beber mas  não tomar banho.

Autor : Fernando de Juan Vicente

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

A fémea transmissora do canto

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Considera-se a fêmea do canário, por muitos aficionados na sua criação, como veículo primordial na transmissão do canto.
Há quem reduz a sua participação aos 70%, e outros abundam na ideia, de que comparte
igualmente com o macho a faculdade de delegar aos seus filhos a melodia das suas harmoniosas notas.
Como todos sabem, o canto é peculiar e exclusivo do macho.  Manifesta-se na adolescência, vai tomando incremento no  período da puberdade e alcança a plenitude da sua longitude, força e frequência na época de cio.
É inegável a influencia de alguma hormona extra gonadal, bem directamente, bem por
influencia sobre os órgãos sexuais, cujas secreções internas estimulam, na
produção do canto. (Ao descrever o mecanismo do cio no  nº 9 de PÁJAROS, dizia-se que
a glândula hipófise serve de estimulante do desenvolvimento testicular e ovárico).

Porque todos podem comprovar que a fêmea do canário em determinados momentos do cio emite um canto tão parecido ao do macho que a vezes se confunde.
Outro exemplo temos na galinha, que eleva um verdadeiro canto na postura com o seu caraquejar  a persistente.

Por outra parte, não se pode negar a influencia da secreção interna do testículo na
produção do canto e da voz. O galo castrado deixa de cantar. O eunuco sofre encurtamento da laringe e voz débil.

Deambulações à parte, considera-se o canto como próprio e exclusivo do macho, quer dizer ,
limitado ao sexo.Talvez esta confusão parta disso de considerar por alguns que a fêmea  como transmissora única do canto.


TRANSMISSÃO HEREDITÁRIA DO CANTO:

Não existe muita literatura que aclare de uma maneira definitiva a transmissão do canto nos canários. Os poucos livros publicados  referem-se com preferência na transmissão  da cor, que como propriedade visível  é mais fácil a seguir.
O canto como carácter mendeliano seguramente seguirá o mesmo caminho indicado para aquele, ou seja a fixação dos seus genes, nos cromossomas, e a junção  destes em virtude do mecanismo já concreto e indicado na fecundação e a divisão celular.
A teoria cromossómica da herança, devidamente confirmada, destrói por completo a crença de que nos cruzamentos intervenha o sangue como veículo transmissor de caracteres, e em suma das suas  percentagens como signo da pureza da raça.
Aplicando, pois, a teoria de Mendel na transmissão do canto nos canários, o resultado do cruzamento de um macho com uma fêmea  deve dar-nos na primeira geração F1, os filhos são os caracteres de ambos os pais unidos. (Lei da  Associação de caracteres).
Se cruzamos os irmãos entre si, obtemos uma segunda geração F2, na qual ter separado estes caracteres na proporção de 1:2:1, Es decir, que para uma criação de 4 canários, obteríamos 1 como o pai, outro como a mãe e 2 com os caracteres comuns do pai e da mãe  (Lei da segregação).

Refere-se esta proporção na diferença de um só par de caracteres entre os progenitores, pois se aumenta essa diferença entre 2 pares, 4 pares de caracteres aumentam as possibilidades de recombinação e segregação em tal proporção.
Todos podem apreciar a dificuldade de discernir devidamente quais são os caracteres
de canto que o pequeno canário herda do pai e qual da mãe padre . O  de esta, porque não se
manifesta e há que recorrer a ouvir os irmãos . Mas quando se desconhece estes? E o do
 pai, porque salvo no caso de ter sido educado com ele e ter adquirido a sua mesma
tonalidade e seu mesmo repertório, sempre existirá algum detalhe que faça a diferença e nos
force a atribuir na fêmea  esta variação herdada.
O que é indubitável é que tanto o macho como a fêmea  tem as suas características,
porque embora seja dentro de seu mesmo aviário , com vários anos de consanguinidade e selecção, os
genes fixados nos cromossomas podem efectuar um movimento  diferente aos que nas gerações
 anteriores eles produziram-se , e deram lugar a um individuo distinto na composição dos seus caracteres, que recordam a um antepassado distante. Alguém com frase gráfica tem dito que o individuo é o “autocarro dos seus antepassados”,
com o que se tem querido expressar a ideia de que cada ser leva dentro de si caracteres de um
número infinito de antecessores.
As consequências práticas que se deduzem do que foi dito em cima, podemos resumi-las do
seguinte modo:
O que compra um casal e solicita “que no sejam irmãos” deve saber que os filhos  deste
 cruzamento vão  resultar diferentes do pai e da mãe , sendo em suma ou a combinação dos dois, mas  em sentido impuro e, portanto, de inferior qualidade.
o cruzamento a seguir no ano seguinte  é irmãos com irmãos, com o que os caracteres associados se separam numa proporção de 1:2:1, isto que dizer, um semelhante ao pai,outro semelhante à mãe e dois como ambos. Ou um cruzamento retrogrado, com o que se obtêm uns 50 % de filhos como o pai ou a mãe , segundo o elemento que se utilize e outro 50 % com a  combinação do pai e mãe primitivos.
O mesmo procedimento deveria seguir aquele que compra um macho para cruza-lo com uma
fêmea  do seu aviário.
De maior importância é o  cruzamento de dois pássaros com a mesma linha de canto, ao que poderíamos chamar com mais propriedade de junção por semelhança de caracteres.
Neste caso, ainda que os progenitores não sejam consanguíneos, pode-se alcançar uma descendência
uniforme, homozigotica . Não se creia por isto, que as coisas se desenvolvam sempre de uma maneira tão matemática e exacta como a apontada, já que, se fosse assim,  facilitaria-se  a nossa tarefa.
Às vezes, produz-se  o fenómeno de acoplamento/ junção que limita a Lei da Independência dos factores.
Segundo a teoria cromossómica, os caracteres hereditários fixado com os genes que se situam nos
cromossomas da maneira das contas de um rosário e colocados na mesma  altura por afinidade de transmissão,
tanto nos cromossomas paternos como maternos. Ao fazer-se o acoplamento/ junção  para a
mitose ficam unidos em vez de separar-se para entrar, assim, num mesmo gâmeta e, portanto, n as novas gerações.
Outras, pelo contrario, una vez estabelecida a linhagem e transmitida, pode romper-se e
dar lugar a que os cromossomas  encontram-se com caracteres diferentes, devido a um
entre-cruzamento dos cromossomas (crossingover).
Não apontaremos mais dificuldades, que conduziram ao desanimo dos criadores.


In REVISTA: PÁJAROS Nº 11 (ESPAÑA).
FECHA: SEPTIEMBRE/OCTUBRE 1960.
AUTOR: ANTONIO GÓMEZ-TRELLES PINEDA

Bom é conhecer e valorizar todas as opiniões sobre um tema tão controverso como é o da genética entre os aficionados dos canários de canto. Este artigo do ano de 1960 dá-nos uma ideia diferente sobre os conceitos que hoje temos dos criadores do século XXI  . Ler e aplicar o que penseis seja mais útil para a realização dos vossos objectivos.

Probioticos

Faz anos que os  criadores ornitológicos tem  percorrido um caminho na busca e na investigação de tratamentos para as patologias das suas aves,ao longo deste caminho teve muitas muitas mudanças na terapêutica mas a inclinação destes últimos anos mas a inclinação destes últimos anos é voltar ao natural.

Quando se começai a utilizar o termo  PROBIÓTICO aparecem os cepticismos lógicos. hoje podemos dizer que não encontrou o medicamento que cure várias doenças mas, são uma alternativa mais que boa para os nossos pássaros.

Os PROBIÓTICOS são utilizados para estabilizar, manter, reproduzir e potenciar a microflora intestinal; para compreender um pouco este conceito começamos por explicar sumariamente o 
funcionamento desta microflora e a sua importância.
A microflora intestinal está composta na sua grande maioria  por lacto bacilos, esta microflora é essencial para decompor as substancias alimentares que não foram tenham sido digeridas previamente, mantém a integridade da mucosa intestinal protegendo assim todas as suas paredes ao desdobrar os alimentos produz vitaminas (sobre todo as do grupo B), e ácidos gordos, reduzem o nível de colesterol e triglicérideos em sangue, ao manter a estabilidade intestinal  aumentando a resposta imune.

Quando agredimos o intestino altera-se o equilíbrio da microflora, e é aqui onde actuam os probioticos .

A microflora pode alterar-se nos seguintes casos, por exemplo: tratamentos com antibióticos, sulfas, anti parasitários, etc: todas as situações que as aves são submetidas ao stress, como muda natural,
vacinas,criação exposições mudanças e/ou mudados, etc, etc. Quando isto sucede não só altera-se a microflora senão todo o aparelho imune competente e deixa o território favorável para a invasão da
 invasão de elementos patogénicos  como salmonelas, escherichia, coli, e outros tantos enteropatógenicos que as vezes libertam toxinas que podem ser mortais para as aves.


Nestes casos é ideal a utilização dos probioticos para proteger o equilíbrio nestes casos é ideal a utilização dos probióticos para protege o equilíbrio intestinal ,Nos casos menos severos pode-se administrar sós , mas per são enfrentados a casos severos e com complicações secundárias deveremos
recorrer ao uso de outros fármacos : ao usar as combinações farmacológicas eliminaremos a patologias sem "deprimir" mais o sistema imune e protegeremos os intestinos.
Para manter este fino equilíbrio não basta como usar probioticos devemos manter os nossos pássaros em bom estado geral com dieta adequadas que possuem os nutrientes necessários.

A palavra PROBIOTICO deriva do grego e realmente actua em prol da vida a favor dela ; alguns autores classificam de diversas maneiras , pela sua forma de acção, por composição, etc. Nós os tratamos um pouco mais amplamente já que cremos que falta muito tempo de estudo sobre o tema,e consideramos que a medida que avançamos nesta busca serão maiores os descobrimentos.

Os PROBIÓTICOS que são constituídos sobre una base de microorganismos são os que iniciam esta nova terapêutica, logo de comprovar-se a sua eficácia foram aparecendo outros que se bem não possuem a composição dos primeiros fazem as vezes destes e podem utilizar-se sós ou em conjunto. Trataremos de descrever cada
caso.
Os PROBIÓTICOS com constituintes bacterianos são geralmente fabricados por laboratórios já que as bactérias são geralmente fabricados por laboratórios já que as bactérias devem ser tratadas para evitar a sua doença em potência. Estes actuam directamente no aparelho  digestivo já que estimulam o crescimento  e a estabilidade da microflora habitual. São inócuos administrados nas doses correspondentes e podem utilizar-se quotidianamente prevenindo na ave de situações normais que em condições  desfavoráveis ponham em risco à saúde como poderia ser as bactérias fungos nos alimentos, humidade relativa alta, calor, situações de stress, etc.

Os PROBIÓTICOS actuam também no caso de patologias não tão habituais, protegendo ao organismo dos efeitos secundários de infecções virais,bacterianas e fungica, aumenta a acidez por produção de ácido láctico, o qual, provoca uma diminuição do pH intestinal criando condições desfavoráveis para o desenvolvimento  de bactérias patogénicas.
O equilíbrio da absorção intestinal se mantém-se  pela integridade das membranas, por isto ao  existir uma disfunção que provocará uma má absorção , portanto o organismo não logrará incorporar los nutrientes necessários, ou o que é pior se houver invasão de elementos patogénicos  que se infiltrariam na corrente sanguínea os metabolismos tóxicos que alguns germes produzem piorando  o quadro clínico da ave.

Estes PROBIÓTICOS são fabricados por laboratórios, que possuem a tecnologia para acondicionar os componentes e facilitar seu uso, estes podem estar constituídos por um ou vários componentes (microorganismos),
Nós consideramos que quando mais complexa seja esta composição mais similitude terá com a microflora intestinal, alguns dos microorganismos mais usados para este propósito são: esporas de Bacillus subtilis,Streptococcus faecium (SF68), Lactobacillus (acidofilus, bifidus, bulgaricus, plantarum,etc).
Estes produtos, por ser relativamente novos no mercado, não estão amplamente difundidos, pelo que se tem conseguido sucedâneos como podem ser:

Preparações caseiras, antioxidantes, frutooligossacarídeos, etc.
As preparações caseiras, eles estão disponíveis em todos os âmbitos  ao não estarem preparados terapeuticamente, geralmente perecerem rapidamente. Como por exemplo temos: Iogurte,leite fermentado, favos de abelha, levedura de cerveja, etc, quando utilizamos estes, devemos supervisionar a sua conservação e não deixar que se degradem já que além de não serem úteis ao propósito desejado podem produzir efeitos adversos.
Os antioxidantes (probióticos antioxidantes para alguns autores) servem como potenciadores de alguns como potenciadores de alguns probioticos, tal é o caso da vitamina E, vitamina C e os Beta carotenos, todos eles estão usualmente nas dietas das nossas aves portanto são de uso diário.

Os Frutooligossacarídeos (FOS) além de ter propriedades alimentares podem-se enquadrar dentro de los estabilizadores intestinais, já que no  organismo animal estes FOS potenciam o crescimento da microflora intestinal. Estes açucares podem encontrar-se em grande variedade de alimentos como plátano, alho, mel, cebola, cevada, trigo, tomate, centeio, açúcar negro, etc. Não são tóxicos e não causam efeitos secundários. 
Los FOS causam redução do pH fecal e seus metabólicos tóxicos promovem a redução do colesterol e triglicérideos em soro, devido ao controlo na absorção de carboidratos e lípidos, alcançando um nível normal de glucose no sangue; são muito bons desintoxicante para o fígado e vias biliares.

Como dizíamos antes os PROBIÓTICOS se bem são um terapêutico de eleição, não são a panaceia, já que se a dieta das nossa aves não é completa pode não suceder a estabilidade, portanto devemos balancear  alimentação para que estes promotores cumpram a sua função de promover a absorção dos nutrientes disponíveis.

DOSIFICAÇÃO 
Depois de 2 anos de trabalho com mais de 15 criadores diferentes, nós tratamos aos PROBIÓTICOS como um componente a mais.
Nas dietas das nossas aves e como os diferentes ingredientes dos regimes, dosificamo-os de acordo com a necessidade.Em regras gerais utilizaremos de 2 a 3 gramas por quilo de biscoito e/ou 1 a 2 gramas por litro de agua, aumentamos esta doses a 2 gramas mais em situações de maior
demanda e/ou patologia.
Esta apresentação reflecte a experiência efectuada por nós durante 2 anos de manuseamento sistematizado nos criadores anteriormente citados pelos anos de manejo sistematizado nos aviários anteriormente citados (por media de aves por aviário 200), que ele começou com com um surto de proventriculitis generalizado. Durante os primeiros meses desta doença efectuamos 180 autopsias estudos sanguíneos, bacteriológicos e histopatológicos,com o qual logo foi detendo a patologia e fomos avaliando o efeito do tratamento com a ajuda dos PROBIÓTICOS, pelo que podemos confirmar as bondades deste terapêutico


In El Veterinario Opina.
13 El Canario Roller

domingo, 23 de outubro de 2016

técnicas y trucos - técnicas e truques




















Há técnicas e truques que nos permitem guiar-nos na evolução da canção plástica para que a curva do canto alcance o seu máximo.
Estes truques podemos-os dividir em dois grupos: truques para enriquecer o canto, e truques para travar o declive.

Truques para enriquecer o canto.


Os pássaros tem de ter luz. É um erro frequente fechar-los demasiado cedo para assegurar que cantem antes que o juiz escute , mas a falta de luz inibe o canto e por consequentemente o seu desenvolvimento pleno. 

Alimentação rica. 

Um pouco de ovo com pão ralado dá-lhes animo a cantar. O mesmo ocorre se lhes dermos alface,maçã ou sementes variadas. Por isso as vitaminas favorecem que o pássaro a cantar,mas muitos (criadores) as desaconselham completamente porque temem que o pássaro inicie a sua maturidade sexual e passe rapidamente à fase de canto adulto no calor. 

Para evitar isto há aficionados que lhes dão complexos vitamínicos que não contém a vitamina E, favorecedora das actividades reprodutoras. 


Colocar nas gaiolas individuais quanto antes acelera que entrem na fase de desenvolvimento da canção plástica. Mas isto tem o perigo de que, se não tem todavia desenvolvidas as suas aptidões para o canto, ao querer marcar seu dominio sem faculdades desenvolvem uma canção pobre com giros/gorjeios defeituosos. 

Isolar os pássaros de outros grupos formados, evita o perigo de que o grupo dominante iniba o canto de outros grupos e impeça o seu desenvolvimento e enriquecimento 
temos de retirar exemplares que façam giros/gorjeios fáceis e que não gostamos para evitar que os demais os que copiam ao ter estes gorjeios uma execução mais simples . 
Quando as gaiolas estão colocadas formando uma torre, como se dispõem nos concursos, os canários de baixo sentem-se às vezes coibidos pelo canto dos outros que estão numa posição mais alta.

Subir a posição da gaiolas na torre ajudará-nos a que o passarinho se anime mais a cantar.


Truques para diminuir o declive.


Se um pássaro começa a cantar muito forte, subindo a posição dos poleiros na gaiola se tiver uma posição mais horizontal obriga-o a fazer um canto mais suave.
Incrementar a quantidade de nabo ou colza na mistura alpiste-nabina/ colza provoca um atraso na maturação sexual do canário que faz que baixe o tom dos seus cantos.
A limitação da luz diminui o desenvolvimento do canto e a maturidade sexual do canário.
A colocação de uma grade de ferro ou de fio de pescar na base da gaiola de competição evitará que o pássaro cante desde o solo adoptando uma atitude erguida que favorece o canto muito forte. alem disso ao mesmo tempo, evitaremos que o canário dedique-se a rebuscar alpista não só da gaiola em vez de cantar.
O banho também tranquiliza os pássaros.

O autor numa ocasião em que os seus pássaros desenvolviam um canto não desejável, recomendaram-lhe que coloca-se novamente as aves numa voadora todos juntos para que se lutassem e tomassem banho, mas o autor não pode falar do resultado porque não o fez. 

No entanto o resultado é que não cantam nos primeiros dias e tomam banho e retomam a sua agressividade e alguns "lideres" começam a cantar
.
 in timbrado.com




segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Normas básicas para obter uma linha de alto valor genético

Normas básicas para obter uma linha de alto valor genético

INTRODUÇÃO
Desde que comecei a criar, meio a serio já que ao principio creio que como a maioria, só com o feito de de criar dava-me por satisfeito do feito de obter essas crias cada ano, quando passei de criar canários, a criar canários de canto a questão começou a mudar . já que se a aumentar uma dificuldade… ou eu no momento assim o vi . não só se tratava de criar canários.. mas também que cantassem.. e todavia muito mais , dentro de um standard , a questão complica-se.. já que criar, todo o mundo é capaz de criar, que o canário cante, mais ou menos correctamente, é algo genético e intrínseco no canário macho … agora bem.. que cante dentro de um standard e vamos adicionar a dificuldade  , de que esse canto seja meritório, sem defeitos, e que quando tu inocentemente tu apresentas-te a um concurso seja valorizado, apreciado já não só pelo juiz, e pelos aficionados e amigos a questão, complica-se muitíssimo para o bem e para o mal, o meu juízo deixa de falar de criação de canários e começa a falar de canaricultura.
 Eu pela minha parte, tenho dado e dou tombos, com mais ou menos acerto, tive a sorte de contactar com criadores experimentados e distintos que me tem ajudado e que tem deixado certo posso no meu conhecimento. 
Recordo que um dia que visitei a casa, de um amigo e criador para ver o seu canaril levantei o tema do canto, não podia ser de outra maneira e este comentou-me; “O canto é o mais difícil que tu podes encontrar na criação de canários, na cor , dois e dois vão ser quatro nisto não…..” , o comentário veio à raiz de que eu partia de uma base muito simples de macho excelente de uma estirpe dada, x fêmea excelente da mesma estirpe, o resultado prole excelente e de ai, e seria tão fácil de obter a sua linha , mas esta regra não falha por si mesma e o tempo demonstrou-me que é assim; 
Eu tinha criado antes cor e diziam-me de um vermelho intenso x um nevado = 50% intensos e 50% nevados, e assim o fiz e assim se deu, mas no canto não, isto não é assim com o qual nos encontramos antes uma paixão donde pouco sabemos de como, quando, e porque se transmite o que se transmite e de que maneira, alimentação, temperatura, e ambiente influenciam em que isto dê, como resultado, uma batata ou um campeão falando com uns e outros e cada louco com seu tema…. todos o vêem à sua maneira como uma verdade inata na sua forma de entender a canaricultura. Eu prontamente elegi um determinado objectivo tentei leva-lo acabo.

Resultados? ….. pois, tenho que ser sincero poucos a nível de resultados, nos chamados concursos mas isso cada ano si que tenho obtido , canários que sem ser extraordinários tem-me chegado e alegrado e por ultimo e por um fim último; como das minhas mão e da minha curta sapiência tenho podido ano após ano obter canários se não são notáveis, ou se são aceitáveis com o qual pôs o meu passatempo cada ano,tem sido reforçado e enriquecendo . 
A mim nunca me tem chamado em excesso os concursos, gosto de ir e não pelo feito de poder ganhar ou perder mas pelos amigos que ali possa encontrar, por lo que a minha paixão, centra-se mais no quarto de canários ou pequeno aviário , para dentro. 
Por circunstâncias minhas e de forma de ver este passatempo , sempre tenho me centrado, numa coisa que é o que a mim como criador chama-me poderosamente a atenção; obter uma pequeno grupo de canários de canto, que possa chamar minha, e que com as contribuições necessárias para ir  compensando o que seja necessário obter uma linha de canários de alto valor genético, não que eu possa tirar, a vista atrás e orgulhar-me  do trabalho efectuado, isto é para mim canaricultura!, ou premiar em um ou dois concursos num ano ou não premiar é algo secundário, se estes prémios não vem, de um trabalho efectuado quer dizer, são como um golpe..que por questões de azar , toca na tua casa, mas que nos ingredientes pouco ou nada de trabalho teu se pode ver, se bem que é certo ; que não há que deixar o mérito de que dar golpe é difícil e dá-se quando se dá e quando isto sucede o mérito é de quem tem a fortuna de tê-lo em sua casa, seja de uma maneira como de outra. 
Quero expor a minha curta experiência neste escrito, em tentar, orientar a quem o necessite em como e de que maneira se pode ganhar lograr, obtendo uma linha de canários de alto valor genético, falo da minha experiência, e desde a experiência, de outros muitos tem tido o gosto de conhecer e trocar ideias e opiniões ….. como em tudo há muita teoria, que se pode levar à prática e outra, que pelo que seja, circunstâncias do destino não podemos leva-la à prática e nos faz, renunciar a coloca-la em prática mas, creio que são uma série de recomendações muito práticas para pôr-se a trabalhar nisso. Obter uma linha de alto valor genético.

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Dou por antecipação o obrigado, a todos aqueles divulgadores deste nobre passatempo naqueles que eu, me tenho inspirado para poder fazer um aglomerado de todas estas normas ou conselhos ou conhecimentos, grande parte dos conselhos abaixo mencionados são "colheita" de Ricardo Inbashai, um grande aficionado na criação silvestres e canários , que faz anos que conheci numa daquelas famosas listas de correio“canários na rede”, e que me preocupei a traduzir muito livremente da sua língua materna, o português , ao castelhano, dando-lhe ênfase ao que eu considerava oportuno, desde o prisma de minha paixão que é o canário de canto.

Por ultimo há dizer que para obter uns bons resultados, pelas indicações ou conselhos abaixo mencionados, é necessário, que os pássaros se criem num ambiente limpo, com as normas lógicas de limpeza e desinfeções, e oferecer-lhes uma alimentação racional, O objectivo final é construir uma linha de alto valor genético, para produzir exemplares de elevado valor genético

Para conseguir isto, devemos seguir um esquema de trabalho, ao largo de várias temporadas.. e seguir além disso uma ordem no trabalho efectuado.. que eu classifico-o, em quatro escalões.. porque não tem em Temporada.. a anotação é básica mas importante.



PRIMEIRO ESCALÃO  – CRUZAMENTO ABERTO (OUT-BREEDING).
Este é o primeiro ponto creio eu que importante. para a partir de ai, realizar o trabalho ou não fazê-lo, as pessoas podem perguntar-se.. e por que não um cruzamento dentro da mesma linha de trabalho? É dizer do mesmo criador /é , a questão aplica-se a um raciocínio, se cai pelo seu próprio peso.. sobre um trabalho consanguíneo de ambos progenitores.. que leve uma consanguinidade grande, é dizer leva um trabalho detrás.. feito.. , para que seguir ou passar ao seguinte escalão ??, seria um erro, já que isso que isso quase com segurança, daria cabo de tudo, já que nós podemos crer que estamos no primeiro escalão. e na realidade estamos no terceiro. 
A partir de um cruzamento aberto.. de dois exemplares, a poder serem homozigotos.. ou os mais puros possíveis, dentro do que queremos e de linhas contrastadas, e que leve por atrás na sua árvore genealógica, daria como resultado, um cruzamento aberto.. com possibilidades de dar um bom resultado fenotipico, e de genotipo.. que através do teste da descendência.. assegura-nos se.. de que ambos progenitores , casados, e dão um resultado, de valor.. que de momento, chega-nos, e nos vale para poder seguir trabalhando, este resultado.. conter toda a força de ser um produto híbrido, de ambas linhas.. e com isso, nós podemos assegurar uma certa margem de trabalho nos seguintes anos, aparte de que o resultado, já não é um produto da linha tal ou pascoal.. é um cruzamento, que tem funcionado.. misto entre ambas.. e que se pode ser nos cheio, pelo menos, o suficiente como para nos encorajar a seguir trabalhando com isso . Eu aqui aconselharia.. um macho de contrastada qualidade, já não em quanto aos pontos.. senão mas bem.. enquanto à árvore genealógica.. e duas ou três fêmeas, da mesma qualidade.. na árvore genealógica.. e comprovar, mediante o teste da descendência, o resultado, de ai descartar todo o mal.. e ficar-se com com o melhor para começar o trabalho..


SEGUNDO ESCALÃO. CONSANGUINIDADE ESTREITA (IN BREEEDING).

Aqui há um grande conjunto de possibilidades de trabalho e anos a efectuar… formas de fazê-lo e de trabalha-lo.. sempre há que ter em conta que a consanguinidade, em suma as virtudes e multiplica os defeitos…. repito sempre há que ter em conta esta questão. podemos de uma maneira rápida, realizar uma selecção .. dos produtos.. e ir deixando o que na verdade vale a pena, como veremos mais adiante.

TERCEIRO ESCALÃO. CONSANGUINIDADE DE LINHA. (LINE BREENING).

Ainda que já não é tão crucial .. a regra básica a seguir… de que se somam-se as virtudes e se multiplicam-se os defeitos.. temos ao ser menor , a consanguinidade, uma maior margem de beneficio, Este escalão eu chamo-lhe de fixação.. de resultados.

QUARTO ESCALÃO. REFRESCO
Chegados a este ponto..toca o cru caminho, de ter que introduzir sangue, na linha.. para refresca-la e manter um vigor.

Nota: Como se pode apreciar, par poder levar a cabo um plano assim, que não entro em detalhe, de que maneira fazê-lo …. ou vital à simples vista.. é poder contar com esses progenitores iniciais.. durante o maior numero de anos..porque se não encurta
, as possibilidades de levar a bom porto o objectivo.

REGRAS GERAIS IMPORTANTES A ASSOCIAR A TODOS OS ESCALÕES DE CRIAÇÃO .
  • CONFIANÇA NO TRABALHO E FÉ
Que partimos de uns materiais diferentes, que ilusiona o suficiente para entrar num trabalho como este. Sem esta confiança , crua e razoavelmente é uma perda de tempo e energia começa-lo.


  • SELECÇÃO RIGOROSA
Selecção Rigorosa significa escolher os melhores exemplares na sua linha, ou no seu defeito os mais próximos possível ao standard ideal da linha e a eliminação drástica de exemplares defeituosos, Igualmente aquele exemplares com leves defeitos, sobre tudo quando se aplica na criação em consanguinidade.


  • BALANCEAR OS CRUZAMENTOS
  • Nunca cruzar dois exemplares que apresentem o mesmo defeito se não há mais remédio que efectuar o cruzamento, ainda que o  ideal é a seguinte norma.


  • CRUZAR OS MELHORES EXEMPLARES E SEM DEFEITOS É O MELHOR CRITÉRIO PARA A CRIAÇÃO.
  • 1.Cruzar os exemplares melhores e sem defeitos é o melhor critério para a criação, em caso de não dispor deles aplicar a norma anterior. Com isto insistir, que canários com um pedigree excepcional, ou um fenotipo excepcional,  seja de porte físico ou de canto,  passando, a prova da descendência, não dão nada de valor.. ponhamos  num máximo de dois anos.. de pouco vale seguir insistindo com estes progenitores
  • 2.Existe entre os criadores a crença  de que de cruzar um pássaro de pena larga por exemplo e outro de pena curta,  balanceia-se o tipo de pena dos seus descendentes, e isto não é certo, deste cruzamento podemos obter descendentes de três tipos, pena larga, pena curta e compensados. Porque os defeitos são transmitidos por via hereditária. 
  • Este exemplo , contrastado, na cor.. no canto é mais difícil de avaliar. já  que não sabemos os caracteres que intervêm na transmissões,, a que estão ligados.. e de que maneira, ao igual que tão pouco sabemos se são dominantes, recessivos, ligados ao sexo , ou quantitativos, mas não é mau recordar esta simples regra.
  • 3.Para iniciar a criação, de uma linha determinada, é conveniente começar a criar com exemplares óptimos e contrastados desta linhagem, preferencialmente iniciar com exemplares obtidos de algum dos criadores conhecido(a)s, e que caracteriza-se por ter uma linha de qualidade.
  • 4.A ser possível evitar iniciar a criação com exemplares de património genético desconhecido. A criação de exemplares, ainda sejam bons, de origem duvidosa, não é adequado para conseguir uma linha alto valor genético, ou no melhor dos casos necessitara-se muito tempo para obter canários de qualidade.
  • CUIDADOS COM A COMPRA
  • Quando compramos um pássaro é conveniente ter em conta os seguintes pontos:
  1. Observar o estado da ave e se canta na sua presença. 
  2. Que não presente um "amontoado" com pouco espaço para os pássaros, gaiolas pequenas, muitos pássaros por gaiola, a higiene e limpeza das gaiolas e as condições ambientais do aviário
  3. Os pássaros a comprar devem, manifestar as condições óptimas da linha a criar. Observar os pássaros restantes, todos los pássaros de este criador devem de manifestar as condições de uma linha , o ideal seria aparte da influencia visual num determinado fenótipo, o poder escutar vários canários , inclusivamente aqueles, que não estão à venda… para poder-se fazer uma ideia, de que material e do gosto para uma determinada linha dispõe este criador.
  4. Comprar machos que não tenham mais de dois anos e se são fêmeas de um.
  • CRIAR UM NUMERO DE AVES PROPORCIONAL AO NOSSO ESPAÇO E TEMPO . Evitar reunir um numero de aves muito elevado desproporcional, seja pelo espaço do criador ou pelo tempo de que se dispõe.
  • CONHECIMENTO DO STANDARD DA LINHA QUE QUEREMOS CRIAR . Ter uma ideia exacta da linha do standard é primordial o conhecimento do standard ou das características deste, só desta maneira pode-se realizar uma selecção eficaz na obtenção desta linha de pássaros. O melhoramento desta linha, não só se pode obter a través das capacidades individuais do criador (intuição, conhecimentos, sensibilidade etc ) senão em saber escolher os melhores exemplares e aplicar da melhor maneira todos os outros factores que concorrem na produção de campeões, (património genético hereditário, selecção, alimentação, ambiente etc)
  • CONTRASTAR A QUALIDADE DOS REPRODUTORES ELEITOS. a validação de qualquer casal ou cruzamento de aves, não deve ser feita só pela qualidade dos seus progenitores, se não também observando atentamente, as qualidades dos jovens descendentes, o que se conhece como “progeny-test” ou teste da descendência.
  • TRANSMISSÃO MORFOLÓGICA DOS REPRODUTORES.
  1. Características predominantes do macho.
  2. . Na prática e experiência na criação, esta demonstrado que numa  media de nove sobre dez casos, o macho transmite aos filhos as seguintes características; Tamanho, Cor, Qualidade da plumagem .
  3. Características predominantes da fêmea. Na pratica e experiência na criação, tem demonstrado que numa media de nove sobre dez casos, A fêmea  transmite aos filhos as as seguintes características; Tipo, Cabeça, Forma e  constituição física
  4. Dentro da transmissão genética dos caracteres associados ao canto, não há que duvidar que no Canto, existe uma máxima “Macho de filhas fêmeas de qualidade e fêmea filhos machos de qualidade”, esta máxima , sem nenhum tipo de  tipo de rigor científico, baseada só na experiência de criadores ao largo dos anos, e criadores de varias modalidades de canto, pois na minha opinião há que te-la  em conta, se bem que é certo que cada progenitor traz uns 50% de caracteres, sempre ele recebeu um pouco mais da fêmea, ou como mínimo ter em conta  a sua contribuição , para os descendentes machos, que são definitivamente os que cantam.
  • REALIZAR UMA SELECÇÃO COM CRITÉRIO E RIGOROSO AO MÁXIMO DOS DESCENDENTES
Seleccionar significa escolher os melhores exemplares em todos os aspectos e eliminar a todos aqueles que apresentam defeitos ainda que sejam poucos ; Utilizar como reprodutores exclusivamente OS MELHORES indivíduos. Quando realiza-se uma rigorosa selecção é preciso rejeitar a todos aqueles sujeitos que apresentem qualidades negativas ( chamam-se defeitos morfológicos, taras hereditárias, fraqueza, fragilidade, escassa fertilidade, penas defeituosas, defeitos de forma ou postura, excessiva agressividade ou excessivo medo e em concreto enquanto as fêmeas, incapacidade para fazer o ninho, defeitos nas posturas, que sejam más alimentadoras, que partam os ovos… que produzam ovos muito pequenos ou demasiado grandes.. em resumo a nossa finalidade deve-se criar com exemplares saudáveis, e férteis, que se aproximem o mais possível ao nosso standard

  • IMPORTÂNCIA DA FICHA DE NASCIMENTOS /POSTURA NAS QUALIDADES FÍSICAS DOS REPRODUTORES . 

Quando queremos conseguir uma linha de alto valor genético, devemos de escolher os reprodutores baseando-se na época de nascimento. Pergunta. Quantas posturas por ano vamos a realizar por casal ?. Resposta não mais de dois. Por que? 
Geralmente os filhos da terceira ou no pior dos casos a quarta postura, são menos assistidos pelos os seus pais, e por tanto são menos vigorosos, bem porque os pais tem entrado na fase da muda ou da pena, ou bem porque estão fatigados ou entram na fase da apatia com os seus filhos , cuidando-os mal e alimentando-os pior.
Além disso os ovos da terceira postura são mais fracos ou de pior qualidade, que os das posturas precedentes, pelas próprias fadigas e desgaste da postura e da criação, das posturas precedentes. 
De pais..nascem filhos fracos e fatigados salvando contadas excepções.

Escolher os nascidos ao inicio da época de criação, colocando a primeira ou segunda postura para reprodutores do ano seguinte , é o mais adequado pelas seguintes razões:
  1. Em período natural a época de criação é a época onde as horas de luz são já numerosas, (a luz é primordial no "cio"e na criação) nesta época as horas de luz são maiores, os filhos crescem mais rápida mente pela maior quantidade de alimentos que recebem ( proporcional às horas de luz) e por essa só razão são mais fortes.
  2. Além disso os nascidos nesta época tem uma muda jovem mais precoce e  tambem para a próxima criação já tem alcançado a maturidade necessária para reproduzir-se, por o contrário os nascidos nas posturas terceira e quarta ainda tendo igual ou maior horas de luz, não recebem, geralmente por cansaço e desgaste dos progenitores, uma correcta alimentação e não conseguem as suficientes reservas, como para afrontar uma correcta muda e posteriormente a criação .
  3. A quantidade e qualidade da alimentação recebida durante o primeiro mês de vida, condiciona bio-físicamente o crescimento posterior do pássaro
  4. Neste ponto que na minha opinião é de suma importância, e devia-se que ter em conta que se as fêmeas não são boas criadoras, haveria de dispor de uma linha de madrastas  de confiança, para poder tirar  os canários adiante.. normalmente em linhas consanguíneas , por desgraça e no canto,tem-se em segundo termino, uma série de factores fisiológicos, saúde, comportamento etc que reduzem drasticamente a fertilidade, e o mais importante o comportamento da fêmea enquanto na postura, incubação, alimentação dos filhotes, etc.
  • PREPARAÇÃO DOS FUTUROS REPRODUTORES
Muitos criadores erroneamente, estimam suficiente uma preparação de umas seis semanas prévias da criação. 

Mas aplicar uma alimentação e preparação para a criação  Motivo?
Por ser um reprodutor, é um animal importante e imprescindível que esta na sua melhor condição.. já que deverá de transmitir ao seus filhos as suas melhores características possíveis, a la par que suportar todo o desgaste que supõe a época da criação, tanto nos machos como nas fêmeas, há que dar-lhes os melhores cuidados, nestes incluem-se umas condições ambientais e higiénicas óptimas, alimentação variada de mistura, papa, verdura, frutas, gritt, cálcio etc…inclusive uma preparação de antibióticos racional e preventiva , dos reprodutores para que os pássaros mantenham-se saudáveis , robustos, férteis e resistentes às doenças, uma administração de vitaminas durante todo o ano segundo a época e como mínimo dez dias prévios ao juntar dos casais, oferecer vitaminas AD3E, que favorecem a fertilidade.

Nesta preparação é conveniente intervir durante todo o ano, sem distinguir etapas,desde o ninho para preparar convenientemente aos reprodutores, essa é a melhor preparação. Um numero exagerado de criadores, prepara os seus reprodutores, oferecendo-lhes antibióticos ou outros remédios segundo o seu critério, sem conhecer se existe ou não de doença e em caso de que exista que a origina. Evitar portanto , tais tratamentos sem motivo, pois são causa de graves danos ( magros, esterilidade, etc). 


Os tratamentos com antibióticos só devem ser realizados em dois casos : presença de una doença que se de nos pássaros, ou pela introdução indevida de sujeitos com doenças.
Identificação da doença por parte de um laboratório especializado, ou por um veterinário especialista, assim só é possível aplicar uma terapia especifica para uma doença.


  • NÃO "ESGOTAR" OS REPRODUTORES

  • Evitar em todo caso cansar e esgotar os reprodutores para que possamos conservar-los saudáveis e fortes durante uns anos, necessários por outro lado para o fim que queremos conseguir, quando trabalhamos em consanguinidade, há que tentar dispor nas melhores condições a estes reprodutores durante quatro ou cinco anos. E é importante realçar, o esgotamento excessivo ao que geralmente é submetido a excessivas posturas.. pela fêmea, demasiado pouco tempo entre as posturas , quando usam-se as madrastas, demasiadas fêmeas par um macho…enfim um grande numero de detalhes para evitar, que os reprodutores sofram excessivo desgaste que igual o ano em curso não se reflicta mas que passam a "factura" a posteriori…bem durante a muda , adoecendo o pássaro, ou com os anos.

  • NÃO PERDER TEMPO E DINHEIRO NA CONSTRUÇÃO DE UMA LINHA DEFICIENTE.
 Não desperdiçar tempo e dinheiro na construção de uma linha deficiente, se os pássaros não são ou não tem as características que buscamos,  ou gosto pessoal ou tem defeitos, não há que perder o tempo com estas aves, pensando que podemos inverter o resultado com o tempo.

  • NUNCA UTILIZAR AVES QUE NÃO REÚNAM UMAS ÓPTIMAS CONDIÇÕES DE SAÚDE.
  • NUNCA CRUZAR AVES QUE APRESENTEM DEFEITOS OU TARAS GENÉTICAS
Cruzar aves que apresentem defeitos ou taras hereditárias provenientes de linhas mal seleccionadas dará fracasso ao nosso trabalho.
  • NUNCA BALANCEAR OS DEFEITOS
Não cruzar aves que apresentem um defeito com outras que apresentem o defeito oposto, já que obteremos uma percentagem de filhos que tenham ambos defeitos, introduzindo ambos defeitos na "nossa linha"..

  • NUNCA CRUZAR AVES EXCELENTES COM OUTRAS QUE NÃO O SÃO, OU QUE TEM DEFEITOS MANIFESTADOS
Nunca cruzar aves excelentes com outras que não o são o que tem defeitos manifestos pensando que assim podemos obter bons resultados.

  • NUNCA CRUZAR AVES QUE NÃO TENHAM UMA BOA APARÊNCIA EXTERNA OU SAÚDE DEFICIENTE
Não cruzar aves que não tenham uma boa aparência física externa ( plumagem defeituosa, defeitos visíveis etc), uma boa aparência externa é sinónimo de saúde  e raramente ao contrário, isto também inclui, o comportamento do canário, a alegria que possa demonstrar, a sua vitalidade, também este aspecto por dizê-lo assim. psicológico do canário é importante na  hora de selecciona-lo para criar, incorrectamente canários nervosos por exemplo, podemos obter, canários de canto lentos e pausados, todos estes detalhes há que tê-los em conta.

  • SER CONSTANTES E PACIENTES NO NOSSO PASSATEMPO.
 Não esperar frutos imediatos do nosso trabalho. Frequentemente o principio é satisfatório  e os resultados são rápidos mas na metade do caminho , os resultados são muito mais lentos ..há que perseverar no nosso trabalho, para poder chegar ao objectivo de conseguir uma linha de um alto valor genético.

  • TODOS OS CARACTERES POSITIVOS OU NEGATIVOS TEM UMA ORIGEM GENÉTICA. 
  • Nunca duvideis de que os defeitos ou as virtudes dependem das influências genéticas .. continuando a utilizar aves que apresentem defeitos daremos origem a uma predominância destes na linha, já que cada vez mais vamos conseguindo mais "homozigotia" para estes defeitos na linha.
  • SEGUIMENTO E PEDIGREE. É imprescindível   um seguimento genealógico dos defeitos assim como dos resultados bons ou maus que vão saindo na nossa linha ao largo dos anos, assim como de um pedigree das nossas  aves.
  • NUNCA INTRODUZIR NA LINHA AVES COM DEFEITOS
Nunca ceder à tentação de introduzir na linha, canários com defeitos  sejam eles físicos, ou de comportamento, ou de canto.


  • CUIDADO COM A CONSANGUINIDADE.
  1. Não iniciar programas de criação com consanguinidade , sem ter experiência de vários anos e conhecimentos zoo técnicos desta, para poder realizar-la.
  2. Não iniciar a criação em consanguinidade, se não se dispõem de aves que apresentem as melhores condições do standard elegido e sem defeitos. quando trabalhamos em consanguinidade, há que acentuar o trabalho de SELECÇÃO.
  3. Em consanguinidade, as virtudes somam-se se  e os defeitos multiplicam-se, é uma simples regra.. mas muito efectiva e sempre há que tê-la em conta.
  4. Nos trabalhos com consanguinidade, há que aumentar cabendo a si , o trabalho selectivo e  todavia mais exigente, uma das vantagens da consanguinidade é fazer aflorar estes defeitos.. para poderem ser descartados num tempo, relativamente curto.

José Luis Bueno
CN: AI26
Traduzido por Pedro Boavida

Canarios timbrado floreado